Paço do Frevo celebra Dia Nacional do Frevo com encontro dos gigantes Homem da Meia-Noite e Cariri Olindense nesta quinta (14)

Bloco da Saudade - foto Hugo Muniz Paço do Frevo

 Abertura da noite ficará por conta do Bloco da Saudade. Com entrada gratuita e horário ampliado, museu tem programação especial ao longo de todo o dia


Um encontro de gigantes. É assim que o Paço do Frevo celebrará o Dia Nacional do Frevo, nesta quinta-feira, 14 de setembro, às 19h. O Homem da Meia-Noite e o Cariri Olindense vão puxar essa grande festa, com desfile nas ruas ao redor do museu, ao som das orquestras dos maestros Carlos e Oséas. E na apoteose, as duas agremiações brindam o Frevo com os foliões em frente ao Paço. A abertura dessa noite memorável, que marca também o início das comemorações dos dez anos do museu em 2024, fica por conta do Bloco da Saudade, com a Orquestra do Maestro Bozó. 

Cariri - foto Hugo Muniz


Ao longo do dia, para entrar no clima, o Centro de Referência em Salvaguarda do Frevo estará com programação especial e entrada gratuita para todos os públicos, além de funcionar em horário ampliado, das 10h às 21h. Para reverenciar ainda mais a história do Frevo, que é Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco, o equipamento cultural receberá o público com Doses de Frevo, que são visitas mediadas abordando aspectos históricos e curiosidades sobre o 14 de Setembro. Em dois horários: às 10h e às 14h, basta chegar. E tem mais: ao longo do dia, haverá Vivências em Música, pela manhã, às 10h30, 11h20, 12h e 12h40, e Vivências em Dança, à tarde, às 14h30, 15h20, 16h e 16h30. São aulas curtas para todo mundo aprender os passos básicos e o ritmo essencial do Frevo. 

O Frevo é uma manifestação com o privilégio de ter dupla celebração, com duas grandes datas de referência. Além do famoso 9 de Fevereiro para os pernambucanos, há a data nacional do 14 de Setembro, instituída em 2009. E qual a diferença entre esses dois dias? O 9 de Fevereiro marca o primeiro registro da palavra “Frevo”, encontrada em 1907 pelo historiador Evandro Rabelo. Foi no Jornal Pequeno, do Recife, um dos grandes jornais da época, ao noticiar a programação carnavalesca de várias agremiações. Já o 14 de Setembro, que também faz referência à imprensa, homenageia o nascimento do jornalista Osvaldo de Almeida, que contribuiu de forma significativa para a circulação do vocábulo “Frevo” na mídia.

Homem da Meia-Noite - foto Hugo Muniz

ENCONTRO DE GIGANTES - Às 20h, acompanhado da Orquestra do Maestro Carlos, o calunga de fraque, cartola, gravata borboleta e dente de ouro do Clube Carnavalesco de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite virá em desfile pela Rua do Bom Jesus. A passear com sua fantasia verde e branca, irá animar o Dia Nacional do Frevo ao mesmo tempo em que, pela Rua da Guia, virá a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense, a mais antiga de Olinda, de 1921. Com suas cores azul e amarela, sairá pegando tudo o que a vista alcança, acompanhada da Orquestra do Maestro Oséas, um dos homenageados do Carnaval de Olinda este ano.

Ao final dos cortejos simultâneos, os dois gigantes, Homem da Meia-Noite e Cariri, se encontrarão em frente ao Paço do Frevo num momento apoteótico, quando as orquestras também se juntarão para executar muito frevo rasgado.

Nascido de uma dissidência do Cariri, o calunga Homem da Meia-Noite desfila pelas ruas de Olinda à meia-noite do Sábado de Zé Pereira, arrastando uma multidão pela Marim dos Caetés, onde se encontra com o Cariri Olindense, que, às 4h do domingo, dá continuidade à folia pelas ladeiras. Nesta quinta (14), os dois estarão juntos novamente, desta vez em um encontro inesquecível e inédito no Recife.

Mais cedo, às 19h, o Bloco da Saudade, também em apresentação especial, na lateral do Paço do Frevo, vai trazer muito Frevo de Bloco para comemorar o Dia Nacional do Frevo, com a Orquestra do Maestro Bozó revivendo o melhor dos tradicionais carnavais líricos. Com o marcante abre-alas azul, vermelho e branco e seu coral de vozes femininas, o Bloco da Saudade, criado em 1973, é responsável por arrastar os amantes dos blocos de pau e corda durante o Carnaval e as prévias do Recife e de Olinda.

“No Dia Nacional do Frevo, vamos celebrar o início das comemorações dos dez anos do Paço do Frevo. É bem verdade que só em fevereiro de 2024 o nosso Centro de Referência em Salvaguarda do patrimônio imaterial da humanidade completa sua primeira década de atividade, mas nossa celebração começa em grande estilo com esta reunião de gigantes: o Bloco da Saudade recebendo o Homem da Meia-Noite e o Cariri Olindense. Para nós, é uma alegria imensa e uma benção... Como se o Rei Momo nos abençoasse para buscar cada vez mais o nosso propósito - que é o de manter o frevo vivo na rua. Sempre! E todos os dias”, comemora Luciana Félix, diretora do museu.

“Um patrimônio que é do mundo, sempre abrindo alas para encontros inesquecíveis, escrevendo a história - e também a reinventando. O Frevo é assim. Nosso e da humanidade, das nossas cidades-irmãs, das ruas e do povo. Não devem faltar celebrações para esta manifestação plural, em ritmos, passos e acordes, mas também única na resistência e no lugar que ocupa em cada coração recifense. O Frevo tem força e vitalidade para fazer a reestreia, a qualquer tempo, de todos os carnavais. Reunindo, juntando, mostrando que a nossa festa é, na verdade, mais do que uma confraternização, é uma alegre celebração à vida”, afirma o secretário de Cultura do Recife, Ricardo Mello.

PAÇO DO FREVO - Reconhecido pelo Iphan como centro de referência em ações, projetos, transmissão, salvaguarda e valorização de uma das principais tradições culturais do Brasil, o Frevo. Patrimônio imaterial pela Unesco e pelo Iphan, o Frevo é um convite à celebração da vida, por meio da ativação de memórias, personalidades e linguagens artísticas, que no Paço do Frevo encontram seu lugar máximo de expressão, na manutenção de ações de difusão, pesquisa e formação nas áreas da dança e da música, dos adereços e das agremiações do Frevo.

O Paço do Frevo é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho, com realização da Prefeitura do Recife, por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife e da Secretaria Municipal de Cultura e a gestão sob o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale e o patrocínio do Banco Itaú e da White Martins. Conta com o apoio do Grupo Globo, Pernambucanas, Rede e Valgroup.

SERVIÇO
Dia Nacional do Frevo
Paço do Frevo com entrada gratuita, das 10h às 21h
Doses de Frevo às 10h e às 14h
Vivências em Música, às 10h30, 11h20, 12h e 12h40
Vivências em Dança, às 14h30, 15h20, 16h e 16h30
Bloco da Saudade, às 19h
Homem da Meia-Noite e Cariri Olindense, às 20h

Paço do Frevo - Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife, Recife
Horários: Terça a sexta, 10h às 17h | Sábado e domingo, 11h às 18h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) - entrada gratuita às terças-feiras
*Confira aqui a política de gratuidade do museu

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