sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Um fim de semana dedicado aos museus e às bicicletas


Murillo La Greca tem exposição e festival de música experimental
Foto de Jão Vicente

Celebrando a 12ª Primavera dos Museus, vários equipamentos mantidos pela Prefeitura do Recife oferecem, já a partir de sexta-feira (21), uma variada e imperdível programação gratuita. Tem também show de jazz, atividades ambientais, roteiros turísticos, festa no parque Santos Dumont e passeio ciclístico em alusão ao Dia Mundial Sem Carro

O fim de semana que encerra as atividades da 12ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), convida os recifenses a usufruir das emoções, belezas e conteúdos semeados pela arte nos diversos espaços expositivos da capital pernambucana. Na programação preparada pela Prefeitura do Recife, além de exposições gratuitas para todos os gostos e faixas etárias, tem também concerto de jazz no Paço do Frevo, festival de música experimental no Murillo La Greca, atividades educativas e ambientais, além de passeios turísticos pelas histórias e paisagens do Recife. Para celebrar o Dia Mundial Sem Carro, comemorado no sábado (22), a magrela pode e deve ser o meio de transporte oficial do fim de semana.

O Paço do Frevo abrirá os trabalhos recreativos nesta sexta-feira (21), promovendo, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos, um intercâmbio musical entre o pianista americano Phil DeGreg e o violonista e guitarrista brasileiro Bruno Mangueira. O concerto gratuito começará às 17h e promove um diálogo entre o jazz americano e a música brasileira. No sábado (22), tem mais: os mesmos dois músicos oferecem uma oficina sobre as interseções históricas e estilísticas entre o jazz norte-americano e a música popular brasileira, a partir de aspectos rítmicos, interpretativos, harmônicos e de improvisação. Inscrições: pacodofrevo.org.br/programacao. Para mais informações: (81) 3355-9527.

Fake news, intolerância racial e lançamentos marcam a programação da feira literária


Confusão e astronomia na floresta, de Carlos Galindo

Com uma programação diversificada para adultos e crianças, a IV Feira Nordestina do Livro (Fenelivro) é uma boa opção de roteiro para esta sexta-feira o dia começa com oficina Mariposa Cartonera, no horário de 9h às 12h. E das 14h às 17h oficina sobre produção de vídeos. É bom lembrar que todos os eventos da Fenelivro, promovida pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e Andelivros, são gratuitos.
No Café Literário, às 17h haverá mesa redonda com Silvio Ferreira e militantes do movimento negro com o tema Intolerância Racial , Visão do Futuro. Também às 17h, acontecerá o lançamento do livro Confusão e astronomia na floresta, de Carlos Galindo.
Eleito pela revista literária britânica Granta como um dos vinte melhores escritores brasileiros, Julián Fuks, autor de A procura do romance, estará na Fenelivro às 18h para conversar sobre literatura.
Julián Fucks

Neste mesmo horário haverá mesa redonda sobre fake news, com a ombudsman do jornal O Povo, Daniela Nogueira; a professora Sheila Borges, coordenadora do Núcleo de Design e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) de Caruaru; e professor Paulo Cunha, da UFPE. Sibele Barbosa, da Fundaj mediará a mesa redonda.
Também às 18h o jornalista pernambucano Bruno Albertim fará o relançamento do seu Tereza Costa Rêgo: Uma mulher em três tempos, da coleção Memória, da Cepe.
Jornalistas se reunirão na sala Nordestinados, a partir das 19h, para o lançamento do livro Palavra de jornalista, de Evaldo Costa e Gilson Oliveira. A obra reúne entrevistas  reúne depoimentos de 21 jornalistas pernambucanos, que também participarão do evento.
Também às 19h, no auditório da Fenelivro, acontecerá o da coleção Teses e dissertações, da Editora Bagaço, composta por 13 livros, que estarão à venda no estande da Editora Vozes.  A coleção, editada em parceria com o  Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Unicap, trata do fenômeno religioso sob treze diferentes olhares.

Em Nome do Desejo faz as duas últimas apresentações no Teatro Barreto Júnior


Em Nome do Desejo. 
Foto de Yeda Bezerra de Melo

Durante a primeira metade da década de 1990, Em nome do desejo alcançou expressiva repercussão, recebendo o reconhecimento da crítica e do público nas diversas cidades brasileiras por onde excursionou.
Trata-se de um espetáculo fundamental tanto na história da Seraphim quanto no percurso artístico e pessoal de Antonio Cadengue(1954 - 2018).

Originalmente, a montagem foi concebida como prova pública do Curso Básico à Formação do Ator, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), onde Antonio Cadengue ministroua disciplina Improvisação/Interpretação. Terminadas as obrigações institucionais com a Fundaj, Cadengue incorporou o espetáculo ao repertório da Companhia Teatro de Seraphim, preservando o elenco original quase integralmente e prolongando sua temporada até maio de 1990.

Dois anos depois, dentro do Projeto Seraphins Revisões, o grupo faz uma segunda montagem de Em nome do desejo, em que ocorreu um aperfeiçoamento técnico e estilístico do espetáculo. A peça se baseia no romance homônimo de João Silvério Trevisan, e aborda a crise de um homem que decide retornar ao seminário em que estuda 25 anos antes e vive uma intensa paixão por outro seminarista. Uma viagem de volta a si mesmo, em que o protagonista retoma suas memórias, particularmente as lembranças desse amor que o marca de modo profundo.

A encenação de Em nome do desejo é conduzida por um narrador, que também é o protagonista da estória em sua fase adulta (Ticão). Por meio de sua fala, o espectador acompanha em flashback a trajetória do jovem Tiquinho no seminário: dos primeiros contatos com o ambiente religioso até o início de sua amizade com Abel Rebebel, culminando no amor consumado e, depois, no seu rompimento. Assim como o romance de João Silvério Trevisan, os temas fundamentais do espetáculo versam sobre a memória, o desejo, a paixão e a morte.

Utilizando um palco nu, envolto em uma caixa cênica toda revestida de um veludo azul marinho, e explorando essencialmente efeitos de luz e som, a encenação expõe a sexualidade juvenil. Antonio Cadengue apoia-se em um amplo aparato visual por meio de uma iluminação que varia entre tons azuis e rubros, e por intermédio do uso da liturgia católica: paramentos, procissões, matracas, turíbulo, incenso, velas, candelabros, anjos e santos, posturas hieráticas de corpos nus e seminus, adornadas pelo desenho de luz.

Constituindo o repertório da Seraphim ao longo de década de 1990, Em nome do desejo acolhe significativa recepção crítica. Para o crítico e ensaísta Sebastião Milaré, “A encenação de Antonio Cadengue materializa no palco essa estranha história de amor, com a mesma profundidade e a mesma dignidade que o autor a abordou. Sem temer o ridículo, caminhando sobre o fio da navalha recria esse universo insólito através de suas contradições. Trabalha os atores com extraordinária sensibilidade, conduzindo-os aos abismos dos personagens. E o elenco responde com prazer aos estímulos do diretor, criando alguns tipos marcantes, como o de Lúcia Machado no papel de Santa Teresa de Ávila, ou Hilton Azevedo, interpretando Tiquinho.

Histórias Bordadas em Mim, cartaz hoje e amanhã no O Poste


A Atriz Igrinez Melo, em solo com Histórias Bordadas em Mim

Um baú, uma borboleta e uma conversa... É assim que se inicia Histórias Bordadas em Mim. Um convite para um chá com tareco e um aninhavar de histórias. A personagem é por acaso a própria atriz e sentada em um baú conta o que viveu em sua vida. Bebe da fonte de uma pesquisa no povo Griot, que  oralmente inclui o público nas narrativas. Uma pausa para um chá, uma música e um mergulho nas experiências de alegrias, amor, dor, morte, vida e saudade.

A atriz Agrinez Melo compartilha sua vivência como mulher, negra, mãe e trabalhadora, no espetáculo Histórias bordadas em mim. Ela está em cartaz no Espaço O Poste Soluções Luminosas nesta sexta (21) e sábado (22), às 20hs.

Em seu primeiro trabalho solo, Agrinez divide com a plateia histórias reais vividas por ela. Tudo envolto numa atmosfera de poesia e música, que a ajudam a narrar os acontecimentos, e fundamentado na aproximação das pessoas pela ancestralidadee oralidade. 

História Bordadas em Mim
Sexta (21) e Sábado (22)
Hora: 22h
Onde: O Poste
Rua da Aurora, 529 Boa Vista
IngressosR$ 30 e R$15

Quinteto Violado - 46 anos, amanhã no Teatro Santa Isabel


Quinteto Violado - 46 anos


O show Quinteto Violado – 46 anos, celebra esses tantos anos de carreira do grupo e a música do Nordeste do Brasil com uma mostra dos momentos marcantes da sua trajetória, onde são lembradas músicas como “Cavalo Marinho”, “Palavra Acesa”, “Vaquejada”, entre outras.
Da série ‘Quinteto Violado Canta’, estão presentes “Disparada” e “Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores” de Geraldo Vandré; “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa; “Sete Meninas”, de Dominguinhos e Toinho Alves; e “Asa Branca” de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga – considerada pelo próprio Gonzaga, o melhor arranjo feito para a sua música.

Nessa noite, o CD alusivo à data, com releituras de sucessos da sua carreira, estará à venda durante a noite. O Quinteto Violado surgiu na década de 70, trazendo uma nova leitura para a música brasileira com ênfase no Nordeste. Neste período Gilberto Gil definiu o estilo do grupo como um “FREE Nordestino”. Ao longo de sua carreira concorreu a 10Prêmios da Musica Brasileira e ganhou 4 deles, como Melhor Grupo Regional;foi indicado ao LATIN GRAMMY AWARDS 2014; recebeu a OMC (Ordem do Mérito Cultural), do Ministério da Cultura, pelos seus feitos culturais ao pais; ganhou o Prêmio Profissionais da Música 2015, em Brasília; erealizou mais de 50 fonogramas registrados em LPs, CDs e DVDs, além do lançamento de 2 livros.
Thiago Kehrle abre o show do Quinteto Violado amanhã

O cantor pernambucano Thiago Kehrle abre o show que marca os 46 anos da banda Quinteto Violado.  O artista traz canções da cultura popular nordestina, como Geraldo Azevedo, Alceu Valença, além do mineiro Vander Lee e sua música de trabalho autoral "Te Amar". Thiago foi vencedor da última edição do Prêmio da Música de Pernambuco, da Acinpe, na categoria MPB.

Serviço
Show de Quinteto Violado - 46 anos
Abertura: Thiago Kehrle 
Onde: Teatro Santa Isabel
Quando: Sábado, 22 de setembro
Horário: 20h
Ingressos: R$ 60 | R$ 30 (meia)




Serviço
Show de Quinteto Violado - 46 anos
Abertura: Thiago Kehrle 
Onde: Teatro Santa Isabel
Quando: Sábado, 22 de setembro
Horário: 20h
Ingressos: R$ 60 | R$ 30 (meia)

Dirimbó volta a pegar estrada para encerrar com chave de ouro a Deixar Tour Loks






Depois de ter passado por 16 cidades e de ter feito 25 shows Brasil afora, a banda recifense se prepara agora para fechar a turnê com quatro shows e depois se concentrar na finalização do seu próximo disco


Quando os integrantes da Dirimbó lançaram em julho do ano passado o seu segundo EP, o Deixar Tu Loks (2017), nenhum deles imaginou que iria viajar por tantos cantos do Brasil com uma banda independente nem que a aceitação da mistura entre a música pernambucana e paraense pelo público fosse tão grande.

Mas o fruto de um trabalho de três anos tornou possível uma turnê batizada de Deixar Tour Loks e que fez a banda seguir em pouco mais de um ano por 16 cidades e realizar 25 shows país afora – em eventos importantes, como a Lambateria, no Pará, e o Circuito SESC de São Paulo. Agora, a turnê chega aos seus momentos finais com, até agora, quatro datas marcadas: Recife (22/09 no Meca Brennand), Maceió (5/10)Belém (11/10) e Fortaleza (13/10), além de um possível volta a São Paulo em dezembro deste ano dentro do Circuito SESC.

Espetáculo O Cisne, em cartaz hoje, no Teatro Barreto Júnior



Hoje, o público recifense tem a oportunidade de ver o espetáculo O Cisne, uma adaptação do romance espírita "Violetas na Janela", com produção de Roberto Costa e direção de Glauco Cazé, às 20h, no Teatro Barreto Júnior, no Pina.

A proposta da encenação está assentada nos prícípios teóricos do Teatro Sibolista, que tem como expoente Maurice Maeterlinck.

Serviço

O Cisne
Teatro Barreto Júnior
Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina
Dia: sexta-feira, 21
Hora: 20hs
Ingressos: R$ 40 e R$ 20

Noite Belchiana Recife



( Link de compra: https://www.sympla.com.br/noite-belchiana-recife__347846 )
Terra Café Bar
(Informações: 081 984212267)
A Banda dos corações Selvagens é um projeto encabeçado por Juvenil Silva (Voz e guitarra), Diego Drão (Teclados), Daniel Fino (Baixo) e Rafael Daltro (Bateria).

A Banda consiste em fazer versões do repertório dos anos 70 de Belchior, enveredando por um lado ainda mais groove, rock e psicodélico.

Depois de dá um giro pelo Nordeste com o Show, chegou a vez de tocar em casa. Sexta, dia 21 de setembro, vai rolar a Noite Belchiana em Recife. Será no Terra Café Bar, às 21h.
O ingresso antecipado custa apenas R$10, no dia será R$15. 
Rua Monte Castelo, 102
 Bairro da Boa Vista.