Afoxé Alafin Oyó celebra DNA Afro na próxima sexta-feira

 

 

Foto Marcos Pastich

Evento contará com números de acrobacia e malabarismo, exibição de vídeos, feirinha, microfone aberto e um show do Afoxé Alafin Oyó para celebrar a estreia do coletivo circense Circo Experimental Negro. Contribuição será voluntária

Entre literais e figuradas acrobacias e malabarismos para manter vivas as tradições culturais mambembes e milenares, a próxima sexta-feira (12) marca a estreia do coletivo circense CEN-PE (Circo Experimental Negro - Pernambuco), que tem por objetivo agregar e fortalecer o protagonismo negro na cena circense pernambucana. E a sede do Afoxé Alafin Oyó vai virar picadeiro para celebrar a novidade, recebendo o evento DNA Afro, a partir das 18h. A programação contará com exibição de vídeos, feirinha, microfone aberto e um show do Afoxé Alafin Oyó. A contribuição se dará de forma livre, através do chapéu consciente, em que cada pessoa contribui de acordo com sua possibilidade.

Celebrando a pluralidade de estéticas, épocas e movimentos culturais afro-brasileiros, o DNA Afro reunirá, debaixo da mesma lona, as artes do circo, o hip hop, o afoxé e as mais diversas manifestações do sagrado de matriz africana. A Sede do Afoxé Alafin Oyó, em Olinda, foi escolhida como palco para a estreia, por ser considerado um verdadeiro Quilombo Urbano, símbolo de luta e resistência, com 35 anos de trajetória e militância cultural.

“O evento DNA Afro é nossa forma de saudar nossos ancestrais, nos unir e reverenciar o novo, para trazer com isso a proposta da filosofia  “Sankofa”, que recomenda revisitar e aprender com o passado para construir o futuro, em meio ao processo de reconstrução da nossa história, apagada pelo epistemicídio”, afirma Hammai Assis, uma das idealizadoras do evento.

Hammai explica que nem a data do evento foi escolhida por acaso. “O 12 de maio traz um significado de protesto. Trata-se da véspera do suposto “dia da abolição”, 13 de maio, data criticada pelo movimento negro, pelo entendimento de que a libertação dos povos escravizados não se deu pela Lei Áurea, mas ainda está em curso, pela luta e organizações de resistência das pessoas negras, com destaque e homenagem a Luiz Gama 1830-1882, negro nascido livre, escravizado dos 10 aos 17 anos, advogado auto-didata e precursor do movimento Abolicionista.”

O evento DNA Afro resulta de um processo de pesquisa e aprofundando nas estéticas Afrodiaspóricas, contribuindo para manter viva a cultura Negra enquanto ações emancipatórias e fonte de inspiração, criação de novas narrativas de  performances e espetáculos circenses. 

Sobre o CEN-PE - Grupo de pesquisa e realização cultural, terá por objetivo agregar e fortalecer o protagonismo negro na cena circense pernambucana, tendo como inspiração o TEN (Teatro Experimental do Negro), desenvolvido por Abdias do Nascimento. O grupo irá se dedicar a trabalhos artísticos na cidade do Recife, com o objetivo de agregar e fortalecer o protagonismo negro na cena circense pernambucana.

Serviço

DNA Afro

Data: 12 de maio

Local: Sede do Afoxé Alafin Oyó, na Rua do Sol, 284, Carmo-Olinda

Programação:

18h - Exibição de vídeos e feirinha

19h - Sessão de grafite e microfone aberto

19h30 - Espetáculo DNA Afro e Afoxé Alafin Oyó

 

Ingressos: Contribuição espontânea no chapéu

Ficha Técnica:

Realização: CEN PE (Circo Experimental Negro – Pernambuco)

Produção: Rob Silva

Apoio: Hammai Assis, Cabaré dos Sonhos e Afoxé Alafin Oyo

Artistas: Rob Silva, Hammai Assis, Maria Carolina, Marcio Quirino, Matheus Silva, Du Yandi, Raquel Franco, Falik, Bboy Ramon

Técnico de som: Denis "Saci"

 

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