CÚMPLICES – Transgressões de um Ricardo III
Um espetáculo que vai alterar a sua compreensão sobre o poder
“Cúmplices”
narra as contradições de dois atores que devem representar a obra de
Shakespeare, Ricardo III. Uma vertiginosa viagem que percorre o texto original
e “subtextos”, frutos das contradições dos atores em cena.
Trata-se de uma denúncia das artimanhas que o poder utiliza para impor-se. Um alerta aos riscos da “cumplicidade” com certos radicalismos absurdos. Esta criação é uma desconstrução poética da tragédia shakespeariana transposta para a atualidade.
Eis aqui
a transgressão teatral de um espetáculo onde o espectador deve permitir
sentir-se como parte integrante da criação teatral. Permitam-se.
Este é um desafio aos conceitos normais do ver ou assistir teatro. Pretende inquietar a relação entre espectador e ator. Refletir sobre a arte como objeto de celebração coletiva e o teatro como encontro vivencial de celebração festiva.
Só a cumplicidade corroída por interesses ilícitos permite um Ricardo III. Aquele que ordena de forma absoluta num reino de mortos-vivos, dominados e aniquilados pelas forças malignas do poder destruidor. Uma pequena advertência: Ricardo III não se faz sozinho.
Numa
iniciativa da Paulo de Castro Produções, o Teatro Fernando Santa Cruz, no
Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, recebe nos dias 27 e 28 de setembro (terça
e quarta-feira), às 19hs, o espetáculo CÚMPLICES – Transgressões de um Ricardo
III, invenção dramática de Moncho Rodriguez com a interpretação nesta leitura
de José Mário Austregésilo e Fátima Aguiar.

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