A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco começa hoje com a e-Bienal

Conversa sobre práticas afroreligiosas nas escolas marca abertura da programação de maio da e-Bienal

As atividades da programação de maio da e-Bienal, o eixo digital da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, um dos maiores eventos literários do Brasil, começam nesta quinta-feira, 27, às 19h, com o Círculo de Ideias. Para a estreia, a Bienal PE promove a mesa redonda “Terreirizando a escola”, um bate papo baseado em um dos capítulos mais importantes do livro Flecha do Tempo que, entre outras coisas, aborda as possibilidades para o ensino da história e da cultura afro-brasileira por meio da literatura, atentando para as práticas afroreligiosas e para o problema dos discursos colonizadores presentes na maioria das narrativas existentes.

Para a conversa, que já traz uma provocação no título, ninguém melhor para debater o tema do que a dupla de autores da obra, Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino. O curador do evento, Schneider Carpeggiani, faz a mediação da mesa.

O professor Luiz Antonio Simas atua também como escritor, historiador, educador popular e compositor. Na sua bagagem, mais de 20 livros e uma centena de ensaios e artigos publicados sobre carnavais, folguedos populares, macumbas, futebol e culturas de rua. Ganhou o Prêmio Jabuti de Livro de Não Ficção do ano de 2016, pelo “Dicionário da História Social do Samba”, escrito em parceria com Nei Lopes. Ainda foi finalista do Prêmio Jabuti de 2018 e 2020, na categoria crônica. Tem composições gravadas por intérpretes como Fabiana Cozza, Jéssica Ellen, Marcelo D2, Criolo e Lucio Sanfilippo, dentro outros.

O outro convidado, Luiz Rufino, também atua como pedagogo e escritor, tendo ainda os títulos de doutor em Educação, pela UERJ, e pós-doutor em Relações Étnicos-Raciais (Cefet/PPRER), sendo professor da UERJ-FEBF no Departamento de Ciências e Fundamentos da Educação. Rufino também costuma desenvolver pesquisas sobre críticas ao colonialismo, linguagens, conhecimentos e educações populares. Entre seus livros, obras como “Histórias e Saberes de Jongueiros” (Multifoco, 2014) e “Pedagogia das Encruzilhadas” (Mórula, 2019).

Em parceria, a dupla de convidados já publicou dois livros: “Fogo no mato: a ciência encantada das macumbas” (Mórula, 2018) e “Flecha no Tempo” (Mórula, 2019).

BIENAL PE - A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, um dos eventos literários mais importantes do país, surge em 2021, para sua 13ª edição, ainda maior. Serão realizadas quatro iniciativas ao longo do ano, com três ações preparatórias, feitas em ambiente virtual nos meses de maio, julho e setembro, intituladas de e-Bienal; e a feira propriamente dita, realizada entre os dias 1º e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Esta é a primeira edição híbrida (presencial e virtual) do evento.

A feira homenageia o educador Paulo Freire (in memoriam), no ano do centenário do seu nascimento, e a poetisa Cida Pedrosa, vencedora do prêmio Jabuti de Livro em 2020.

Opúblico pode acompanhar toda a programação da e-Bienal pelas redes sociais do evento (@bienalpe) e pela plataforma oficial da Bienal PE, no endereço www.e-bienal.com. Por lá, além de diversas interações e ações promocionais, também há venda de produtos e serviços, um grande diferencial que anuncia o caminho da inovação no mercado de feiras literárias. 

A feira literária é uma realização da Vox Produções, Ideação e Cia de Eventos, com produção de Rogério Robalinho, Guilherme Robalinho e Sidney Nicéas. Schneider Carpeggiani, jornalista e crítico literário com larga experiência no setor, assina a curadoria.

Entre os parceiros da iniciativa estão o Instituto Ricardo Brennand, Sesc, União Brasileira de Escritores (UBE), Porto Digital e Instituto Luiz Mário Moutinho. Este ano o projeto também recebe apoio da Petrobrás para ações da Bienalzinha, uma iniciativa com programação voltada para crianças de zero a seis anos de idade. 

Nesta edição, a feira literária homenageia o educador Paulo Freire (in memoriam), no ano do centenário do seu nascimento, e a poetisa Cida Pedrosa, vencedora do prêmio Jabuti de Livro em 2020. O mote desta edição é “2021 – o ano em que a história começa”

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