JuveNil Silva faz rock espontâneo
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| Foto: Caroline Bittencourt / Divulgação |
Multi-instrumentista, compositor, cantor (e fotógrafo!),
JuveNil Silva é um dos destaques da música pernambucana em 2013. Ele, que
sempre fazia música para outros artistas gravarem, resolveu interpretar suas
ideias da maneira que lhe vêm à cabeça. Seu talento e alto astral o levaram – com
seu figurino um tanto exótico – para espaços como o Abril Pro Rock, o Festival
de Inverno de Garanhuns e a Levada Oi Futuro, no Rio de Janeiro,
além dos palcos cotidianos do Recife. Não bastasse a carreira solo, o músico
também integra a banda Dunas do Barato e produz eventos como o festival anual A Noite do Desbunde Elétrico.
Aos 14 anos, Fábio Alves da Silva ganhou um violão –
comprado por R$10,00 – do pai, aprendeu a tocar sozinho com as revistas e com
os discos que comprava no sebo do centro da cidade. Em pouco tempo, ele tocava
baixo, além do violão, e queria levar para rua o som que compartilhava com os
amigos. “Quando a gente saía, não ouvia em lugar nenhum o som que a gente
gostava. Aí, chamei os meus amigos pra criar uma banda. A gente tocava nos
bares e era a única banda diferente, inclusive com um figurino exótico, cheio
de casacos, óculos, rosto pintado”, conta entre risos.
Das audições dos discos de The Who, The Beatles, Erasmo
Carlos, Raul Seixas e Mutantes, só para citar alguns nomes, tomou forma o
repertório da banda The Kaveman. O grupo se dividiu e surgiram Os Insites e Canivetes. Daí por diante, a música foi se tornando ainda mais
importante e natural na vida de JuveNil.
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| Foto: Jaciana Sobrinho |
Ele, que foi criado “solto” na Vila Cardeal, no Bairro de
Areias, parece ter trazido para as suas letras a liberdade da infância. “Eu
tive uma criação na rua mesmo. Meu pai e minha tia trabalhavam e eu ficava
solto, lá na Vila. Era um mundo mágico, cheio de praças e tinha muita criança. Eu
ficava “maloqueirando” com os meninos [risos]”, lembra. Foi já nessa época que
ele se tornou JuveNil. “O apelido foi porque eu costumava andar com os caras
sempre mais velhos que eu. Marcionílio e Jean Nicholas, por exemplo, são mais
velhos. Eles já ouviam esses sons que eu curto, foram eles que me apresentaram
muita coisa”, conta.
JuveNil imprime nas suas composições as histórias do dia a
dia ou narrativas que ele imagina. Mas o faz com uma lógica dele e insere uns
deboches. E quando canta reúne Beatles e Bob Dylan. Em outro momento, está lado
a lado com Raul Seixas. Tudo isso sem deixar de ser ele mesmo. Durante o show
que fez no Coquetel Molotov, bastante elogiado, alguém gritou: Toca Raul! JuveNil
respondeu com todo bom humor: “Ele tá aqui!” E foi ovacionado pela plateia. “Eu
encaro essa comparação numa boa. Pra mim, é elogio. Eu sou fã de Raul, não
quero imitá-lo, não. Eu escuto mil coisas, mas ele está na minha veia, né?”, entrega.
O disco traz música instrumental, letra em inglês e folk. Das
canções compostas por ele, apenas duas têm parceria. Desapego, nome do disco, reflete muito bem a personalidade de
JuveNil e seu estado de espírito na temporada que antecedeu à gravação. “Eu
ensaiei duas vezes antes de ir pro estúdio. Surgiu uma promoção e eu quis
aproveitar, chamei Gil (Gilvandro Barros) e a gente ensaiou as mais fáceis. Não
foi nada muito pensado. Gravamos a base guia e depois fui colocando guitarra,
baixo, back vocal. O conceito foi esse de improviso, de gravar uma única vez”.
Como o estoque de composições é grande, o músico já está
preparando um novo disco que deve ser lançado no primeiro bimestre de 2014. Ele
adianta que os arranjos serão mais bem elaborados e a finalização será mais
cuidadosa, mas a essência será a mesma. O repertório traz algumas músicas que
não entraram no Desapego e os
arranjos serão produzidos em parceria com o músico Juliano Holanda. “Quero
convidar outros artistas para participar, vou colocar instrumentos de sopro e
corda, como violoncelo. Aguardem que vai ser legal”, promete.
Contato: (81) 8653 9736 | 3445 1739
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