Jana Figarella - A Cantora e o Teatro
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| Jana Figarella. Foto: Ton Hollander |
Para compreender
quem é Jana Figarella, é preciso pensar na dualidade artística da cantora e
compositora que comemora seus dez anos de carreira. Isso porque a artista
primeiro se apaixonou pelo teatro, quando, aos nove anos, conheceu e começou a participar
desse mundo. “Às vezes as pessoas falam: ‘Ó,
como ela canta bem!’, só que eu digo que eu sou uma atriz que representa
uma cantora. Eu coloco meu lado teatral. Então eu devo ser muito boa atriz,
porque as pessoas acreditam que eu sou cantora”, comenta Jana com humor.
Já em relação à
música, Jana diz que começou a cantar aos 20 anos. “Com o pé direito”, diz ela,
iniciou sua carreira tocando ao lado de nomes como: Gustavo Travassos, Nena
Queiroga e Almir Rouche. A artista diz que tudo foi por acaso, fruto de suas
idas ao Arcada Bistrô, aonde ia para assistir justamente a alguns dos artistas
que a acompanharam no começo de sua carreira. “Eu ia sozinha, com meus 17, 18
anos, assistir ao show dessa turma e
foi aí que comecei a sentir aquela vontade grande de cantar. Até que Nena
Queiroga ficou curiosa em relação a mim e me chamou pra ficar na mesa deles. Eu
comecei cantando com eles e eles gostaram”, explica a artista.
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| Foto: Divulgação |
A artista revela
que sua composição, assim como o teatro, veio desde cedo, antes de cantar e
tocar violão. Sempre gostou de escrever, atividade que lhe dá ainda mais prazer que a
cantoria. Jana ainda diz que seu processo de composição tem muita relação com
suas influências musicais e cita, entre tais influências, Adriana Calcanhoto e Legião
Urbana. No entanto, acredita que começou a compor mesmo quando passou a escutar
Chico Buarque. “Comecei a escutar Chico incansavelmente. Queria imitar o jeito
dele. É que antes eu falava muito obviamente, depois eu aprendi a me expressar
de um jeito mais metafórico. Hoje eu sinto que consigo sair da superficialidade
e, ao mesmo tempo, falar sobre coisas que todo mundo já viveu, o que me
aproxima das pessoas”, afirma Jana.
Além de tocar em diversas regiões do
país, indo do Ceará a Goiás, Jana fez temporada em São Paulo, tocando em
lugares por onde passaram artistas conhecidos nacionalmente, entre eles, Zeca
Baleiro e Chico César. A artista fez apresentações tanto em restaurantes e
barzinhos como em casas de show reconhecidas da cidade, como o Village Café. A
compositora comenta ainda sobre sua luta para conseguir espaço em São Paulo: “Além
de ir bater nos lugares com um violão nas costas, eu também conheci uma cantora
chamada Helena Elis, que toca na Nova Brasil FM. Eu já tocava as músicas dela
nos meus shows”. Jana diz que ao chegar lá, escreveu uma carta pra Elis dizendo
que tocava as músicas dela nas suas apresentações e que fazia até brincadeiras
para o público falando que, ao chegar a São Paulo, iria se tornar sua amiga. “Então
ela me ligou. Não acreditava naquilo. E ela foi realmente como uma madrinha pra
mim. Ela me ajudou a tocar nos lugares, arranjou uma caixa de som pra mim, me
deu a mão. E eu também levava o som pra tocar na rua... Fiz de tudo um pouco”.
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| Foto: Ronaldo Ferreira |
Mesclando estilos na eterna procura de
aperfeiçoar sua música, Jana Figarella possui dois álbuns, Lá vem Janaína, de 2005, e Leve,
de 2010. Também já ganhou o prêmio de melhor
canção (1º lugar geral – Melhor letra e aclamação popular), no Festival de
Porto de Trombetas (Fecan), com a composição Sonho de índio. O festival originou-se no Pará, terra com a qual tem
grande afinidade e onde desfruta de muita popularidade.
Fazendo uma pesquisa
sobre a artista, é possível observar comentários em relação à grande
sinceridade e à sensibilidade contidas em sua obra.
Contato:
Jana
Figarella
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3542
Facebook:
Jana Figarella



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