Editorial: Recife encantada
Encantada, Recife nos convida à paixão. Ainda que as
estações não sejam bem definidas no Brasil, a primavera na nossa cidade também
é revelada e dá para perceber a natureza nos avisando que a estação das flores
e a renovação da fauna fazem-se presentes aos nossos olhos e que a partir do
dia 22 de setembro entramos na
metade clara do ano, pois a luz começa a crescer gradativamente e os dias
começam a ser mais longos que as noites, momento perfeito para nos
equilibrarmos e trabalharmos a união dos opostos.
Simbolicamente a primavera nos diz que é tempo
de semear, de plantar sementes e de despertar nossa criança interior. E
Recife é uma cidade brincante, tanto que a multiplicidade das nossas expressões
culturais é latente em cada bairro, rua, beco e avenida.
Pois bem, no domingo, 22 de setembro, estaremos
vivenciando a Lua Cheia, momento em que o nosso satélite está totalmente radiante e
transbordando de luz, lembrando que é o momento em que os projetos estão em sua
plenitude, no ápice de sua realização.
Setembro, para a equipe da agenda cultural, é feito a
primavera, já que no último dia 31 de agosto, o informativo cultural da cidade
completou 19 anos, buscando divulgar a produção cultural que acontece em cada
canto da cidade. É tempo também de sair, de comungar e, como dizem os mais
antigos, com a sabedora colhida no tempo, no inverno ficamos mais recolhidos,
queremos mais aconchego e na primavera/verão estamos prontos para brincar a
grande ciranda da vida.
Portanto, aproveite o sentimento de beleza e renovação
que a flores despertam em cada um de nós para visitar os nossos museus e
galerias, assistir os filmes pernambucanos recentemente premiados em grandes
festivais, sair com os amigos para ouvir os nossos inúmeros e talentosos
intérpretes da nossa música, visitar as livrarias e comprar um bom livro dos
novos autores e dos já reconhecidos escritores que por aqui fizeram e criaram o
mundo fantástico da literatura e, por fim, ir ao teatro celebrar o ser humano,
com suas alegrias, perdas e novos encontros.
Manoel
Constantino
editor
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