Primeira exposição individual da artista Bia Melo acontece na Galeria Maumau
Ao longo dos últimos meses, a artista visual Bia
Melo instalou, de forma performática, cinco obras tipográficas de sua autoria
em locais públicos da Região Metropolitana do Recife. Os trabalhos, elaborados
em diferentes suportes e técnicas, e os registros em vídeo das performances
compõem a exposição Para não esquecer,
aberta nesta última sexta-feira (17), na Galeria Maumau.
Bia Melo tem trajetória em colagens, gravuras e
aquarelas. Na nova série, a artista leva para o corpo e para o espaço urbano um
trabalho antes desenvolvido no papel, por meio de performances que interferem
no ambiente e sustentam diferentes processos de criação.
Cada obra parte da repetição, da escolha de
materiais, do recorte, do molde e da escrita feita várias vezes à mão.
"São mensagens curtas, lembretes, que convidam ao estado de presença, às
mudanças de percurso, a parar, respirar, amar e lembrar de si, promovendo encontros
entre subjetividades coexistentes num mesmo território", explica Bia Melo.
Em "O Amor é o meu abismo", uma faixa de
tecido com 122 metros de extensão, com a palavra "Amor" escrita à mão
repetidas vezes pela artista ao longo de três meses, atravessou a Ponte Duarte
Coelho, no centro do Recife
Para "Lembre-se de quem você é", Bia Melo
desenvolveu uma obra em cerâmica ao longo de cinco meses, da concepção e
estudos tipográficos à modelagem, secagem e queima. A intervenção foi realizada
em torno de uma árvore no Parque da Tamarineira
A obra "Pare agora respire" foi instalada
em uma via de grande fluxo do bairro das Graças, em formato de lambe-lambe e
com referência visual às placas de trânsito.
Na instalação "Esvaziar-se,
preencher-se", a artista reutilizou cerca de 20 caixas de papelão de
tamanhos diversos, cujas superfícies foram cortadas em forma de letras e
montadas na Escola Pedro Barros, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, formando
as palavras que dão nome à obra.
Em "Amar", performance de caráter efêmero
realizada à beira-mar, no Buraco da Velha, em Brasília Teimosa, a artista
buscou montar a palavra "AMAR" com blocos de gelo.
As intervenções urbanas do projeto tiveram parceria
com unidades da rede pública estadual de ensino. Em algumas ações, estudantes
acompanharam a performance ao vivo; em outras, o trabalho foi debatido em sala
de aula posteriormente, em diálogo com a artista.A ação contou com figurinos da
estilista Babi Jácome, registro e edição de vídeo da artista visual Irma Brown,
produção de campo de Alexandre Zarias e produção executiva de Clarice Hoffmann.
Para não esquecer foi aprovado pela Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura – Governo Federal.
Sobre Bia Melo
Artista visual, graduada em Arquitetura e Urbanismo
pela UFPE e mestranda em Artes Visuais pelo PPGAV UFPE-UFPB, integra desde 2014
os coletivos Gráfica Lenta e Maumau. Venceu o Edital de Artes Visuais do Recife
2013 com o Projeto Alinhamento. Já transitou por gravura, pintura, desenho,
colagem, instalação, cerâmica e performance, com participação em projetos e
exposições coletivas nacionais e internacionais. É coordenadora de Artes
Visuais e Artesanato da Fundação de Cultura Cidade do Recife.
Serviço
Para não esquecer — exposição de
Bia Melo
Visitação: 18 de julho a 2 de
agosto, sexta a domingo, das 16h às 20h

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