‘O Bom Cinema’: filme retrata primórdios do Cinema Marginal

 

Cena exibida em “O Bom Cinema”, filme de Eugênio Puppo (Crédito: Divulgação/Curta!)

Em “O Bom Cinema”, que estreia no Curta!, nesta quarta-feira (06), às 22h30, o diretor Eugênio Puppo mostra que mesmo enfrentando adversidades e uma sociedade moralista, o cinema brasileiro conseguiu triunfar. Ao assistir ao documentário, cuja narrativa é recheada de cenas de outros filmes, o público se vê diante do nascimento de um dos movimentos mais importantes da cinematografia brasileira: o Cinema Marginal.

Com belas e representativas imagens de arquivo, o longa nos remete ao contexto mundial da década de 1960, vai estreitando o olhar para a cidade de São Paulo e, enfim, para a Escola Superior de Cinema da Faculdade de Economia São Luís, ligada ao colégio de mesmo nome, fundado pelo padre jesuíta José Lopes. De inclinação religiosa, a instituição quis levar a cabo uma resolução da Igreja Católica: a de incentivar uma produção cinematográfica cujos valores seriam condizentes com os preceitos morais da religião. Daí nasceria o que, para o Vaticano, seria “o bom cinema” — expressão que dá nome ao filme de Puppo.

A história mostra que tal intenção da Igreja foi não apenas frustrada, mas obteve resultado contrário ao previsto. Das salas da Escola Superior de Cinema, vieram cineastas como Carlos Reichenbach (1945-2012), conhecido como Carlão, cujo depoimento — em material de arquivo que se mescla com cenas de filmes — ajuda a guiar o espectador de “O Bom Cinema”. “Se existe um movimento chamado Cinema Marginal ou Pós-Cinema Novo, de certa forma, ele nasceu nos corredores da Escola São Luís (...), como um movimento que aglutinou pessoas de formação diferente que foram fazer um cinema vinculado à vida”, conta Carlão.

Essa reunião incluía, além dele, nomes como Rogério Sganzerla, João Callegaro, José Mujica Marins — conhecido pelo personagem que ele mesmo encarnava, o Zé do Caixão —, Andrea Tonacci, Antônio Lima e João Silvério Trevisan. Entre as cenas cuidadosamente costuradas — a fim de contar essa história —, estão trechos de diversos filmes que marcaram o Cinema Marginal como: “As Libertinas — Três Histórias de Amor e Sexo” (1968), de Callegaro, Lima e Reichenbach; “Bang Bang” (1971), de Tonacci; “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964), de Mujica; e “O Bandido da Luz Vermelha”, de Sganzerla, talvez o principal representante do movimento.

“O Bom Cinema” é um filme da Heco Produções, e foi viabilizado pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Além de sua estreia no canal, também estará no streaming através do Curta!On – Clube de Documentários, plataforma disponível no NOW — da NET / Claro — e no Tamanduá.TV. A estreia é na Quarta do Cinema, 6 de abril, às 22h30.

Sobre o Grupo Curta!

O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal CURTA!), de plataformas de streaming de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: já foram mais de 125 longas documentais e 872 episódios de 77 séries que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:

O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 10 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NeoTV; 

Curta!On, o novo clube de documentários do Curta!, no NOW da Claro/NET, conta com mais de 450 filmes e episódios de séries documentais, organizadas  por temas de interesse como Música, Artes, MetaCinema, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mitologia e Religião, Sociedade e Pensamento. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço.

Tamanduá TV, plataforma marketplace aberta para qualquer internauta, já reúne mais de quatro mil conteúdos. O usuário pode alugar filmes e séries específicos ou assinar de forma econômica um dos pacotes que contêm conteúdos segmentados por área de interesse: CineBR, CineDocs, CineEuro, CurtaEducação (para professores e estudantes do Ensino Médio e Enem), MetaCinema (para aficcionados e estudantes de Cinema), entre outros.  Os pacotes CineBR, CineDocs e CineEuro são disponibilizados desde 2018 como serviço de valor agregado (SVA) para perto de oito milhões de assinantes de banda larga fixa (ISP) da operadora CLARO, sem custo adicional.  

As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. O pacotes Cines da Tamandua TV e do Curta!ON estão repassando anualmente mais de R$ 1,5 milhão de reais em royalties para os produtores dos conteúdos que difunde.

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