Cepe encerra 2020 com 32 livros publicados

 

 

Ricardo Leitão com as estatuetas de Livro do Ano (dourada) e Melhor Livro de Poesia do Prêmio Jabuti 2020, recebidas pela Cepe Editora. Foto: Giselle Melo

 O ano de 2020, que espalhou pelo Brasil a pandemia do novo coronavírus, está quase chegando ao fim e deixa suas marcas na Companhia Editora de Pernambuco. “Reduzimos a produção, mas não cessamos as atividades, nos adaptamos à realidade do mercado e às restrições determinadas pelo Governo do Estado”, afirma o jornalista e presidente da Cepe, Ricardo Leitão. Neste período pandêmico, a empresa emplacou três publicações na semifinal do Jabuti, a maior premiação de literatura do País, observa o jornalista. “Um deles, Solo para vialejo, da poeta Cida Pedrosa, venceu o Livro do Ano”, destaca. 

De acordo com Ricardo Leitão, 2020 foi um ano pedagógico para a Cepe e as demais empresas pernambucanas . “Aprendemos a usar os recursos de forma mais seletiva, é uma lição que levaremos para frente, e começaremos 2021 com a expectativa de retomada do mercado editorial”, declara. “Este ano, enfrentamos um quadro financeiro desafiador sem demitir ninguém, não deixamos de pagar o salário dos cerca de 500 servidores e não atrasamos o pagamento dos fornecedores da empresa”, relata Ricardo Leitão. 

No ano da Covid-19, a Cepe conseguiu lançar 32 livros digitais e físicos, de autores locais e nacionais. As publicações com edições eletrônicas, a exemplo de Literatura, Meu Fetiche (Italo Moriconi) e João Cabral de Ponta a Ponta (Antônio Carlos Secchin), começaram a ser impressas este mês, num trabalho previsto para se estender até fevereiro de 2021, se não houver contratempo, informa o jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes. “Foi um ano difícil, passamos sete meses com a gráfica parada, mas lançamos um volume bom de livros e a produção agora está voltando a se estabilizar”, afirma Diogo Guedes. 

Entre os grandes lançamentos de 2020, ele cita A arte queer do fracasso (Jack Halberstam), Fisiologia da composição (Silviano Santiago), Literatura, Meu Fetiche (Italo Moriconi) e Opulência (Luís Krausz). Ao longo da pandemia, recorda, a empresa liberou 24 e-books para download gratuito, promoveu lives, fez lançamentos virtuais de livros e realizou o Circuito Cultural de Pernambuco no formato online. “A Cepe se fez presente na leitura e na vida das pessoas durante o isolamento”, avalia. E acrescenta: “Vencer o Prêmio Jabuti orgulha muito a editora, a Cepe teve muita sorte de estar com Cida Pedrosa nesse projeto, que teve a edição de Wellington de Melo.” 

Em 2020, o primeiro livro lançado pelo Selo HQ da Cepe, Obscuro fichário dos artistas mundanos (Clarice Hoffmann, Abel Alencar, Paulo do Amparo, Maurício Castro, Greg e Clara Moreira) foi finalista do Prêmio Jabuti, finalista do Troféu HQ Mix e está classificado entre os dez melhores quadrinhos brasileiros no Prêmio Gramp, da crítica especializada. Também neste ano, o jornal literário Pernambuco representou o Brasil na 7ª edição da Bienal Ibero-Americana de Design, em Madri. E a Continente completa 20 anos como uma das revistas de jornalismo cultural mais antigas em atividade no País. 

O portal Acervo Cepe liberou para o público consulta gratuita a ações trabalhistas que contam as lutas, reivindicações e conquistas de camponeses e operários urbanos pernambucanos produzidas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PE), após reproduzir todo o material, que representa mais de 100 mil imagens. “Mesmo com as reduções impostas pela pandemia, fechamos 2020 com crescimento na digitalização”, ressalta Igor Burgos, o superintendente de Digitalização, Gestão e Guarda de Documentos da Cepe. “Fechamos 2019 com 29% de faturamento total e encerraremos 2020 com 40% de faturamento total, um aumento significativo”, declara Igor Burgos. 

Também em 2020, a Cepe ficou entre as quatro estatais pernambucanas com melhor desempenho, por ter alcançado 100% das metas estabelecidas no exercício 2019. A avaliação do Índice de Adequação das Estatais (IAE) é feita pela Secretaria da Controladoria Geral do Estado.

 

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