FarOFFa no Sofá exibe cerca de 130 espetáculos on-line ao longo de seis dias

 

 

A programação contempla trabalhos significativos desde a década de 1980 até 2019; o recorte considera trajetória, memória e contexto artístico de diferentes linguagens cênicas; nove palestras do ECUM (Encontro Mundial das Artes Cênicas) inéditas serão disponibilizadas.

 

Começa nesta terça-feira, dia 11, o FarOFFa no Sofá, uma mostra que reúne, em seis dias (de 11 a 16 de agosto), cerca de 130 obras, além de nove palestras. Tudo no contexto virtual, porque assim segue o mundo das artes, ou pelo menos ainda no Brasil. Assim é o ‘novo normal’, um formato que vinha se anunciando há tempos em linguagens diversas, mas que ainda não era imperativo nas artes cênicas. Toda a programação completa disponível no site www.faroffa.com.br

 

Apesar de gratuita, a mostra sugere o sistema “pague quanto puder”. A quantia arrecadada será doada às instituições Arte Salva (PR), Haja Amor – A Revolução (RJ), Pela Vida de Nossas Mães (RJ), Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Casa Aurora (BA), Fundo Marlene Cole (SP), É Da Nossa Cor (SC), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras (MG), Rede Sim Solidária (PI) e Em Cena Arte e Cidadania (PE) que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em março de 2020, a primeira edição do FarOFFa, parte do Circuito Paralelo de Artes de São Paulo trouxe ao público paulistano mais de 100 apresentações de 57 espetáculos a 13 espaços culturais de São Paulo; cinco meses depois o evento está de volta, digital, e determinado a fazer a roda girar. 

 

A programação traz desde espetáculos recentes aos não recentes, tem o Teatro Oficina com três peças, “Hamlet” (1992), “Navalha na Carne” (2015), “Bacantes”(versão de 2016) e o Bando de Teatro Olodum com “Áfricas” (2007), o primeiro espetáculo infantojuvenil da companhia. O Grupo Galpão exibe Os Gigantes da Montanha (2013) e Nós (2017) e o também mineiro Grupo Oficcina Multimédia resgata “Play it Again” (2012) e “Macquinária 21” (2016). Com três obras programadas na mostra, Renata Carvalho estará nas cenas de “Manifesto Transpofágico” (2019), no "Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu" (2016) e “Domínio Público” (2018).

Outros tantos, mais antigos na memória, como “Palhaços” (2005), com Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia, “Saudade em Terras D’agua” (2005), do Dos à Deux, “Julia” (2011), de Christiane Jatahy, “Cucaracha” (2012), da Cia Teatro Independente, “Azirilhante”, de Flavia Melman (2013), “A Cidade dos Rios Invisíveis” (2014), do Coletivo Estopô Balaio, “Why the Horse” (2015), de Maria Alice Vergueiro, “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos” (2015), de Gabriela Carneiro da Cunha são chances de perceber se o olhar do espectador se mantém depois de alguns anos em relação a uma obra.

Em 2016, uma ação de 56 artistas negres tomou os corredores da plateia do Teatro Municipal de São Paulo, dentro da programação da MITsp: era o “Legítima Defesa”, do grupo homônimo, a atividade que abre, em 2020, as transmissões do FarOFFa no Sofá no dia 11 de julho, às 12h30. Do mesmo ano, a mostra também traz “Amadores” (2016), da Companhia Hiato, “Neva – Isso não é um grupo” (2016), um texto de Guillermo Calderón com direção de Diego Moschkovich e “Alguma Coisa a Ver Com Uma Missão” (2016), da Cia Os Crespos.

De anos mais recentes, de 2018 e 2019, há uma profusão de montagens ainda bem vivas na memória do público: “Guanabara Canibal” (2018), da Aquela Cia, “O Encontro”, de Aline Mohamad e Isaac Bernat (2018), “Navalha na Carne Negra” (2018), de José Fernando Peixoto de Azevedo, “Esperança na Revolta” (2018), da Confraria do Impossível, “Quando eu Morrer vou Contar a Deus” (2018), do Coletivo O Bonde,

“Traga-me a Cabeça de Lima Barreto” (2018), da Cia dos Comuns, “Negra Palavra” (2019), do Coletivo Preto e Companhia de Teatro Íntimo e “Segunda Queda” (2019) de Ave Terrena e Claudia Schapira.

Vale citar que, além das obras brasileiras, Alemanha, Colômbia, Argentina e México estão representados, respectivamente, pelos espetáculos “Trança” (2016), com concepção, direção, coreografia e performance do brasileiro Thiago Granato, “Animal”, de Gustavo Miranda; “El Ritmo”, da Compañía Buenos Aires Escénica, de Matias Feldman; e “Lo Unico Que Necessita Una Gran Actriz, Es Una Obra Y Las Ganas De Triunfar”, do Vaca35 Teatro em Grupo.

 

Serviço

FarOFFa no Sofá

De 11 e 16 de agosto de 2020

Onde: www.faroffa.com.br

Quanto: pague quanto quiser.

 

 

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