Orquestra Brasileira de Recife e Grupo Fuzuê de Dança apresentam o espetáculo A Caixa Magica em Boa Viagem



Hoje (23), a partir das 19h, a Orquestra Brasileira de Recife, coordenada pelo maestro Ademir Araújo, e os artistas do Grupo Fuzuê de Dança estarão juntos na pracinha de Boa Viagem, para apresentar o espetáculo A Caixa Mágica que traz símbolos das danças populares do Estado dentro de uma caixa misteriosa fazendo uma interação direta com o público. A iniciativa integra as ações do Projeto Recife + Cultura que tem como objetivo disseminar e fortalecer as manifestações artísticas da cidade expressas através da música, dança, artesanato e artes em geral. O Projeto é uma iniciativa da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer da Prefeitura do Recife em parceria com o Grupo Parvi e incentivo da Lei Rouanet. A produção é assinada pelo Bureau de Cultura.

O espetáculo a Caixa Mágica, conduzido pelo Grupo Fuzuê de Dança em parceria com a Orquestra Brasileira de Recife, conta de forma didática, lúdica e brincante sobre algumas das danças populares de Pernambuco, a exemplo do caboclinho, forró, xaxado, coco, maracatu, ciranda, mangue beat e do frevo. Em cena, os dois personagens da cultura popular que são o João Redondo e o seu amigo Mané Gostoso, que é considerado o matuto mais inteligente e “conhecedor dos conhecimentos desconhecidos dos conhecedores” tentam desvendar o que há dentro da enorme caixa colorida, até descobrirem que ela é mágica. É nesse momento que os dois começam a tirar de dentro dela, objetos que vão dando vida ao espetáculo, pois todos tem relação com os ritmos musicais e os bailarinos vão colocando o figurino específico de cada um e dançando. Em cada brinquedo tirado dentro da caixa, os dois explicam a origem, para que servem, quem faz eles continuarem existindo e como as pessoas podem contribuir para o fortalecimento e preservação de cada um deles.

A participação da Orquestra Brasileira de Recife, que estará com a formação de 16 músicos, é fundamental para fazer a interação com o público já que eles são instigados a dançarem e curtirem os ritmos juntos com os personagens. A Caixa Mágica tem censura livre.

O Recife + Cultura existe há dois anos e as atividades acontecem semanalmente às quartas-feiras na Pracinha. As apresentações são feitas por grupos de dança e teatro de rua, reconhecidos como patrimônio histórico cultural. Nessa nova fase, a ideia é  ampliar e qualificar as ações tendo em vista o enorme potencial turístico da cidade que é considerada um dos principais destinos de eventos e polo cultural do Estado. Ao todo, serão 10 dias de apresentações, sempre às quartas, até o dia 18 de dezembro. Cada dia haverá uma atração artística diferente.

Além das apresentações dos grupos em Boa Viagem, o Projeto também conta com 5 ações de formação de plateia para alunos e professores da rede da rede municipal de ensino na perspectiva de disseminar e valorizar as manifestações da cultura pernambucana e garantir o acesso desse público às atividades. As apresentações nas escolas acontecem até o dia 8 de novembro. Nesta sexta (25), às 15h30, a Escola Edite Braga, em Afogados, recebe o Grupo Maracatu Nação Estrelar do Grupo de Cultura Daruê Malungo.

Todas as apresentações culturais contam com acessibilidade comunicacional para facilitar e permitir que pessoas com deficiência participem das sessões. Também há assentos prioritários, banheiros acessíveis, interprete de libras e um audiodescritor que faz a apresentação dos grupos com detalhes técnicos onde as pessoas com deficiência visual poderão acessar instrumentos, figurino, entre outros. 

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