Frederico Pernambucano de Mello revela o verdadeiro autor da morte de Lampião, hoje



Letras, a apresentação do livro "Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço" (São Paulo, Global Editora, 2018-19, Valor: R$ 60, 00 reais) de autoria do acadêmico Frederico Pernambucano de Mello. Logo em seguida, a obra será lançada, a partir das 17h, com vendas por cartão no  local (crédito  ou  débito).  O livro resulta de uma pesquisa detalhada de quinze anos de estudos do escritor e aponta o verdadeiro autor material da morte de Lampião, decorridos oitenta anos de dúvidas acerca do episódio de 1938, na Grota do Angico, Sergipe. “Apoiada em testemunhos diretos, em documentos e até mesmo em perícia balística, a biografia de mais de trezentas páginas e cem imagens de época inovará muito do que se conhece até hoje sobre a vida do maior dos bandoleiros do Brasil”, afirma Frederico Pernambucano de Mello.

        Trata-se do décimo segundo livro de Frederico Pernambucano, historiador direcionado pessoalmente pelo escritor Gilberto Freyre – seu ex-chefe na Fundação Joaquim Nabuco durante quinze anos – para o estudo de aspectos à sombra na história do Nordeste profundo. Na obra "Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço", o autor consegue traçar o perfil de uma das figuras mais polêmicas de nossa história regional, não sendo à toa que autores do Sudeste tenham vindo aqui para estudá-la ainda em vida, a exemplo de Mário de Andrade, autor de um “Romanceiro de Lampião”, publicado em São Paulo, em 1932. Para não falar dos jornais The New York Times e Paris-Soir, que lhe acompanharam os passos ao longo dos Anos 1930, sem esquecer a imprensa brasileira em peso, inclusive a do Sudeste.

         Frederico descortina a verdade de modo especial sobre:

A) o primeiro conflito cruento em que se envolveu o jovem Virgulino Ferreira, em 1916, em seu berço natal no Pajeú pernambucano;
B)  o modo como o comerciante, industrial e exportador Delmiro Gouveia, introdutor da mentalidade capitalista em nossos sertões,  influenciou o Virgulino, tropeiro a seu serviço em anos verdes, levando-o, uma vez nas armas, a reformular o cangaço tradicional e a dar vida ao cangaço-empresa que organizou e conduziu por quase vinte anos;
C) as razões que levaram o já então famoso cangaceiro Lampião a deixar momentaneamente os estados ao norte do rio São Francisco e atravessar para a Bahia e Sergipe, em 1928, expandindo seu império e alcançando uma sobrevida de dez anos, sob as bênçãos secretas do governo de Pernambuco;
D) o plano de abandonar o Nordeste no meado de 1938 e se destinar ao oeste de Minas Gerais com todo o bando, onde iria “desempatar” a pesada questão política entre as famílias Borges e Maciel, plano abortado pelo revés do Angico, na madrugada de 28 de julho.

        Outro ponto de destaque no livro, é o emprego por Frederico  da rica poesia popular sertaneja de época, cantada ou impressa por violeiros e cordelistas celebrados junto ao homem simples da chã da caatinga, das ribeiras e dos pés de serra, em que se reportam as façanhas de amor e de guerra levadas a efeito pelos capitães de cangaço mais notórios; ou na demonstração de como o grande cangaceiro, exímio na costura e no bordado  em pano e em couro, pilotando tanto a agulha quanto a sovela ou a máquina Singer de mesa, conduziu a revolução estética que o sertão pôde ver no imaginário do cangaço, a partir do traje da cabroeira; ou ainda na apresentação das várias etapas de vida do maior dos cangaceiros não como fases isoladas, porém unidas, muitas vezes, por motivos ocultos somente agora revelados.
 
SERVIÇO: 
VALOR DO LIVRO: R$ 60, 00 (sessenta reais)
DATA: 26 de agosto (segunda-feira).
HORÁRIO: 15h.
LOCAL: Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596, Graças, Recife-PE. Estacionamento: entrada pela Av. Dr. Malaquias).

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