Começa nesta quarta-feira
(dia 22 de agosto) e segue até o dia 02
de setembro, o 16º Festival Estudantil de Teatro e Dança (FETED). Realizado no Teatro Apolo, o evenyo vem abrindo espaço para revelar talentos entre
estudantes da rede pública e privada de ensino, entre escolas, universidades,
cursos livres e organizações não-governamentais (já passaram pelo evento o
Grupo Magiluth e a Trupe Ensaia Aqui e Acolá, entre muitos outros coletivos
ainda iniciantes). De caráter não competitivo, mas com possibilidade de algum
trabalho ser inserido na grade do festival Janeiro de Grandes Espetáculos em
2019, a programação completa deste ano reúne produções estudantis de cidades como
Recife, Olinda, Petrolina, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima e, pela
primeira vez, São Paulo, com ingresso a R$ 15 – preço único promocional – para
cada espetáculo ou a mostra de coreografias. Deste valor pago, R$ 9 é direcionado
ao próprio grupo participante, como um estímulo à produção do mesmo. As
homenagens desta vez vão para o jornalista e pesquisador do teatro Leidson
Ferraz e o coreógrafo, ator e bailarino Black Escobar, que traz à capital
pernambucana duas criações coreográficas do seu grupo no Instituto Federal de
São Paulo, o IFSP.com Teatro e Dança.
Um dos destaques
da programação, além do trabalho de estreia, o musical “O Despertar”, com 20
jovens atores e três músicos, alunos da IX Turma de Teatro da Cênicas Cia. de
Repertório, sob direção de Antônio Rodrigues, é a sessão de “Em um Sol
Amarelo”, obra inédita no Brasil, do argentino César Brié, com direção de
Sandra Possani, fazendo paralelos entre um terremoto na Bolívia e as tragédias
no Brasil (e principalmente no Recife) durante o período de chuvas, com elenco
do Curso de Interpretação Para Teatro do SESC Piedade; e o Mini Festival de
Mini Criaturas Animadas, produção da Universidade Federal de Pernambuco, com
direção de Izabel Concessa, que vai ocupar a rua do Apolo com sessões contínuas
e gratuitas de várias peças curtas no teatro de formas animadas. Reunindo peças
adultas, para a infância, de formas animadas para todas as idades e
coreografias nos mais variados estilos, o 16º Festival Estudantil de Teatro e Dança
conta com apoio do Centro de Formação das Artes Cênicas Apolo-Hermilo e do SESC
Piedade. Mais informações: www.festivalestudantil.blogspot.com.br.
Programação Teatro:
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| O Despertar / Foto Toni Rodrigues |
Dia 22 de agosto (quarta-feira), às 19h
O Despertar (IX Turma de Teatro da Cênicas Cia. de
Repertório – Recife)
Texto: adaptação de “O Despertar da
Primavera”, do alemão Frank Wedekind
Direção: Antônio Rodrigues
"O
Despertar" é uma livre adaptação musical do texto “O Despertar da
Primavera”, do alemão Frank Wedekind e direção de Antônio Rodrigues, com a IX
Turma de Teatro da Cênicas Cia. de Repertório. São 20 atores, três músicos e
mais de 50 figurinos em espetáculo musical com trilha sonora executada ao vivo.
Escrita em 1.890, a peça permanece atual, pois aborda temas que até hoje estão
presentes na adolescência: o florescer da sexualidade, incesto, gravidez, bullying,
aborto, suicídio e a opressão, tanto no âmbito familiar como no escolar e
religioso. É um texto tão poderoso que foi convertido em musical na Broadway e
teve montagens realizadas no Brasil, conservando intacto seu fascínio e
pertinência. Se por um lado o texto traz uma atmosfera da época, por outro as
músicas contemporâneas reafirmaram a atualidade das questões essenciais
trabalhadas por Wedekind na sua obra e suas relações ainda profundas com os
adolescentes de hoje. As canções estão em sintonia com a narrativa, tornando-se
dramaturgia, trazendo a efervescência da juventude, contribuindo para minimizar
um pouco o dilacerante e claustrofóbico universo em que se debatem os
personagens.
Dia 23 de agosto (quinta-feira), às 19h
A Bandeira do Soldado (Umbu-Ganzá Centro de Cidadania – Recife)
Texto: Jacimel
Direção: Ubiratan Cavalcante
Narrativa apresentada por duas
personagens que trazem lembranças saudosas de entes queridos que partiram, em
meio a conflitos e tumultos no cemitério, onde acontece uma greve de coveiros.
É nesse contexto de encontros e conversas do cotidiano, que surgem revelações
que sufocam o imaginário social, dividindo uma bandeira, que não é patriota, e
sim, de uma subjetividade individual de quem partiu e deixou mágoas eternas.
Deixamos em aberto esse argumento temático a ser debatido com o público.
Construída a partir do olhar e dos sentimentos da personagem, permite, em
determinado domínio da linguagem, certas soluções estéticas que podem ser
consideradas não realistas, e que recaem por vezes sobre a poesia visual, que
estimula a discussão. E nesse texto desconexo da autora, em meio a graves
tumultos e aflições das perdas familiares, que nos equilibramos para
mergulharmos nas questões tão contundentes quanto atuais. Absurdas são as
relações sociais provocando agitações em meio a falas fragmentadas diante do
sentimento. Apresentamos uma linguagem simples que possibilita aos atores
extrair das palavras a sua expressão fora da palavra, de desenvolvimento no
espaço de ação, às vezes dissociada de imagens, porem vibratória sobre a
sensibilidade, que colocamos no jogo cênico com musicas e audiovisual.
Dia 25 de agosto (sábado), às 16h
Que Família! (Grupo Teatral Nossa Juventude/GTNJ –
Recife)
Texto: Flávio Cavalcante
Direção: Josenilson Alves de Lima
É uma estória adulta passada com uma
família inteiramente desajustada, cujo pai, o velho Holanda, demonstra ter
muito dinheiro, mas, mão de vaca igual a ele, não pode existir outro na face da
terra. Os principais filhos do velho Holanda, são: Séfora, que com seus
cacoetes, está precisando urgentemente de uma vaga no hospício. É ambiciosa e
já quebrou vários vidros de relógio de pulso com o queixo. Já Saulo da Brôa,
marido dela, é um beberrão contumaz.
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| Ele, Artaud em Reperformance / Foto Leandro Lima |
Dia 25 de agosto (sábado), às 20h
Ele, Artaud! em Reperformance (Escola Municipal de Arte João Pernambuco
– Recife)
Texto: Fred Nascimento, a partir de uma
livre licença poética dos escritos de Antonin Artaud
Direção: Fred Nascimento
O espetáculo performático “Ele, Artaud!”,
é uma reperformance do mesmo espetáculo do Grupo Totem (1996-2000), que está
comemorando 30 anos de carreira em 2018. Sua estrutura dramatúrgica foi montada
a partir de uma colagem de textos do próprio Artaud, tratando de temas como o
teatro, a morte, o sonho, a vida, a solidão, a prisão da alma, a loucura. Em
cena, acontece uma sequência de performances, sendo uma como foco e outras
simultâneas, ligadas a cada novo tema, e os corpos vão se transmutando naquele
que propõe que o teatro seja um instrumento revolucionário, uma ferramenta
capaz de reorganizar da existência humana. Sua cenografia consta de uma
instalação altar/congá intercultural, no qual, comidas, flores e vinho, atuam
como elementos aproximadores entre Dionísio e Artaud. Diversos atores e atrizes
ora encarnarão Artaud ora sacerdotes/sacerdotisas de um ritual pagão.
Dia 26 de agosto (domingo), às 16h
Blecaute (Colégio São José – Abreu e Lima)
Texto: Layon Figueiroa
Direção: Anderson Pierre e Layon
Figueirôa
Brucutu é uma cidade pacata, até que um
protesto pelo corte do panetone da cesta de Natal causa o caos deixando todos
sem energia elétrica. Agora, no escuro, memórias de um tempo não muito
distante, onde as “redes sociais” não se davam através de laptops ou
smartphones, começa a vir à tona.
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| 3x Plínio Marcos / Foto Karen Lima |
Dia 26 de agosto (domingo), às 20h
3x Plínio Marcos (SESC Petrolina – Petrolina)
Texto: Plínio Marcos
Direção: Thom Galiano
A poética provocante do
dramaturgo Plínio Marcos foi o motor desta pesquisa que mistura trechos das
obras “Navalha na Carne”, “Abajur Lilás” e “Dois Perdidos Numa Noite Suja”. O
resultado é um jogo cênico onde três atores se defrontam com uma variedade de
personagens levados ao extremo, revelando uma humanidade bem crua.
Dia 29 de agosto (quarta-feira), às 19h
Em um Sol Amarelo (Curso de Interpretação Para Teatro do
SESC Piedade – Jaboatão dos Guararapes)
Texto: Cesar Brié
Direção: Sandra Possani
Um terremoto não é um instante. Num
momento cai tudo, perde-se tudo, mas o terremoto continua no dia seguinte com
seus transtornos e explorações (da imprensa, dos políticos, dos aproveitadores
da gente sofrida). Mas o que um terremoto na Bolívia tem a ver com as enchentes
e desabamentos causados pela chuva no Brasil? Quem são os culpados? O destino?
O Governo? A natureza? Ou a falta de sorte? Nesta tragicomédia dividida em dois
momentos distintos, verdades serão expostas. A obra, do escritor argentino
César Brié, é inédita no Brasil.
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| O Sol de Francisco - Foto: Heitor Lima Verde |
Dia 30 de agosto (quinta-feira), às 19h
O Sol de Assis (Grupo de Teatro Anália Franco e
Fraternidade Espírita Peixotinho – Olinda)
Texto: Socorro Domingues
Direção: Fátima Aguiar
A montagem transita entre o drama,
embates e ações reflexivas, próprias desse espírito humilde, caritativo e
iluminado que, ao descer à terra, recebeu o nome de Giovanni di Pietro de
Bernardone, depois conhecido como Francisco de Assis. Na peça em si,
inicialmente vemos Francisco em uma masmorra, como prisioneiro que foi feito,
defendendo Assis, na Batalha de Collestrada, contra a Perugia. Liberto do seu
cativeiro, regressa à casa paterna, enfermo e perturbado, assaltado
constantemente pelos sons de guerra que lhe atormentam a mente. Seu
comportamento mais e mais se afasta dos padrões condizentes com a época e por
mais que se esforce, não consegue corresponder ás expectativas do pai, que o
queria à frente dos seus negócios. Para completar, uma voz inarticulada que
ecoa em sua mente o convoca a uma outra forma de vida. É, pois, atendendo-a,
que renuncia a tudo e todos tornando-se o mais pobre dos pobres. Sem nem mesmo
uma roupa que lhe cobrisse o corpo pequeno e frágil, parte sozinho para a
nobilitante ação a que fora destinado no planeta Terra. Pelo exemplo, inicia
sua trajetória de renúncia, pobreza, caridade e amor. Como resultado das suas
ações aos poucos vê surgir, nos que começam a segui-lo a Ordem dos
Franciscanos. Nasce, assim, São Francisco de Assis.
Dia 31 de agosto (sexta-feira), às 19h
A Volta ao Mundo em 80 Dias (Academia Santa Gertrudes – Olinda)
Texto: Gabi Cabral, a partir de adaptação
da obra de Júlio Verne
Direção: Gabi Cabral
Nossa história começa no Brasil,
contaremos a vocês a jornada do excêntrico Josué, cavalheiro que levava uma
vida sem graça, rotineira e pontual, porém um dia, foi desafiado a dar uma
volta por todo o mundo em 80 dias. Partiu carregando seu fiel mordomo, Alfredo.
Neste universo totalmente desconhecido, o que será que ele vai encontrar por
lá? Será que Josué ganhará aposta?
Dia 01 de setembro (sábado), às 16h
Hiato (Universidade Federal de Pernambuco – Recife)
Texto e direção: Danilo Ribeiro dos
Santos
É sobre o tempo, sobre o silêncio, sobre
papéis e canetas que tentam dizer algo. É sobre apagar todas as luzes e ir para
o quarto ouvir uma música. É sobre os nossos olhos e a distância entre eles, é
sobre o azul, é sobre eu e você. Em Hiato, o ator Danilo Ribeiro se
divide em três personagens. Um autor, a sua consciência e uma personagem de
cabelos azuis. Na trama um autor é perseguido por sua consciência, e enquanto
escreve o autor vai dando vida a uma personagem misteriosa de cabelos azuis.
Dia 01 de setembro (sábado), às 20h
Holograma da Saudade (Fafire – Recife)
Texto: colagens de obras de Khalil
Gibran, Nietzsche, Manoel Bandeira, Maria Eduarda e Hugo Severo.
Direção: Flávio Renovatto
Holograma de Saudade é uma pequena
récita, que no espaço poético da representação, pretende ligar os espaços,
preencher os vazios dos seres humanos. Com o auxílio da poesia, da
música e da dramaticidade que estão contidas deles. Elenco: Eduarda Rocha e
Hugo Severo
Dia 02 de setembro (domingo), às 16h, na
rua do Apolo, em sessões curtas e contínuas
Mini Festival de Mini Criaturas Animadas (Universidade Federal de Pernambuco –
Recife)
Direção: Izabel Concessa Arrais
Texto: criação Coletiva
São estas as cenas a
apresentar:
1.
Na
lua de mel noivo assassina noiva. Espírito da noiva retorna e procura vingança.
2.
Moça
solitária na janela olha a vida passar. Palhaço sedutor lhe oferece uma flor,
uma estrela do céu, mas nada lhe desperta interesse. Uma banda passa pelas ruas
da cidade e a música tira a moça da letargia. Feliz, ela segue a banda.
3.
Uma
bola cai no jardim de uma casa-gaiola. Uma criança pula o muro para buscar a
bola e vê outra criança brincando sozinha na casa-gaiola. A bola é devolvida
pelas grades. A criança “presa” percebe, então, que ela também pode sair para
fora da sua prisão.
4.
Um
açucareiro se apaixona por um bule de chá. O casamento não agrada ao pai da
noiva, mas ele, enfim, concorda. Da união nasce um saleiro. Como lidar com uma
criança diferente da família?
5.
Num
cabaré uma mão se transforma numa dançarina sedutora.
6.
No
fundo mar peixes e estrelas do mar passam em casais ou em famílias. Só uma
água-viva permanece solitária. Até que ela descobre sua cara-metade.
7.
Um
balão no céu de Recife viaja em direção ao interior do estado. Um homem o
persegue. Passam por muitas cidades. No final da viagem ele encontra sua amada.
8.
Um
duende se apaixona pela lua. Vai vê-la todas as noites e suspira. Até que um
dia ela desce na forma de uma linda mulher.
9.
Duas
formigas se apaixonam e se encontram fora do formigueiro todas as noites. Até
que um dia uma delas some.
10. Piolhos moram em cabeças. O que será que
acontece nessas cabeças-edifícios?
11.
Um
nativo se apaixona por uma criatura da água. Os habitantes descobrem a criatura
e a capturam. O nativo a salva. Mas ela não resiste.
Dia 02 de setembro (domingo), às 16h
Era uma vez na Terra Encantada (Individual Model – Recife)
Texto e direção: Sílvio Romero
Comédia infanto-juvenil que retrata a
vida cotidiana das princesas encantadas que estão perdidas na floresta enquanto
crianças que querem ser escritoras no futuro. As princesinhas ficam surpresas
ao saber que existe uma porção mágica na floresta para se tornarem adultas.
Sendo assim resolvem procurar a mesma. Lá, encontram João e a Maria,
deixados por seus pais, nascendo assim uma grande amizade.
Dia 02 de setembro (domingo), às 20h
Epifanias do Corpo (Escola Municipal de Arte João
Pernambuco – Recife)
Texto: criação coletiva
Direção: Eduardo Bringuel e Patrícia
Barreto
O corpo tem sua
própria percepção e intuição. Tem reflexos e movimentações independentes da
consciência. E em Epifanias do Corpo, ele ganha a liberdade da criação. Se
torna o guia que expressa uma mensagem simbólica e conversa com o
inconsciente, o primitivo. Essa montagem cênica é o resultado de uma construção
coletiva das/dos estudantes do Curso Profissional em Teatro, da Escola
Municipal de Arte João Pernambuco, a partir da obra de Clarice Lispector.
Programação Dança
Dia 24 de agosto (sexta-feira), às 19h,
com coreografias Diversas
Folclorear (Grupo Origens, da Academia Santa
Gertrudes – Olinda)
Criação e direção: Gigi Albuquerque
A
Ponte
(Colégio Equipe – Recife)
Criação e direção: Taynanda Carvalho e
Viviane Lira
Caboclinhas (UFPE – Recife)
Direção:
Arnaldo Siqueira
Estação da Luz em Uma Viagem Alegórica (IFSP.com Teatro e Dança – São Paulo)
Direção: Black Escobar
A Dança do Bumba-Meu Bumba
e a Ressurreição (Grupo
Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá – Recife)
Coreografia:
Sandra Lima
Direção
artística: Sandra Lima
Direção
geral: Erick Pinto
uMbiT (UFPE – Recife)
Direção: Jonas Alves
Curumim Porã (Cia. de Dança e Teatro Luardat – Recife)
Criação:
Claudineide Rodrigues
Direção
artística: Sandra Lima
Frevo é (Faceta Cia. de Dança – Recife)
Criação e direção: Conceição Silva
Vivências (UFPE – Recife)
Criação e direção: Victor Marinho
Para A Dinian (UFPE – Recife)
Criação e direção: Dinian Calazans
A História se Repete (IFSP.com Teatro e Dança – São Paulo)
Criação e direção: Black Escobar





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