Desanônima: Jornalista Manuella Bezerra de Melo lança seu primeiro livro

Capa: Letícia Quintilhano Editora: Autografia – Selo Francisca Julia
 O livro, que foi escrito entre Pernambuco e a Argentina, terá lançamentos no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.

Desanônima é o nome do livro que a jornalista pernambucana Manuella Bezerra de Melo lança na próxima sexta-feira (25), às 18h30, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). O livro de Manuella sai pelo selo Francisca Julia da editora carioca Autografia. O primeiro esboço da obra foi criado antes da autora se mudar para as serras cordobesas, na Argentina. Na mudança, Manuella levou consigo restos de cadernos velhos e um antigo HD externo e no silêncio e isolamento das montanhas do Vale Calamuchita foi finalizandoo trabalho que tem lançamentos agendados não só aqui no recife, mas em São Paulo e no Rio de Janeiro também.

Desanônima é uma obra de poesia contemporânea brasileira produzida pela autora em meio ao seu processo de empoderamento. Na sua totalidade, foi escrita em quase nove anos de textos selecionados extraídos de sua gaveta esquecida em um período transitório e conturbado de vida. Sem cronologia, os versos correm sobre adversidades humanas e seus temas, como o pertencimento ou a morte – muito presente -; mas transitam principalmente nos aspectos profundos dos medos, vazios, amores, dores e solidão desta experimentação que é a inventada existência do feminino; como também por seus prazeres, delírios e resistências. 

A prefaciadora Ana Petta - atriz paulista formada em artes cênicas pela USP e diretora do longa-metragem Oswaldão -, descreve a obra como poesia com tom confessional, porém empática, e com o olhar generoso às questões coletivas, fruto da imersão da autora nas lutas sociais desde sua adolescência até a vida adulta; movida pela resistência e transgressão ao conservadorismo. “A autora está em profundo contato consigo e repercutindo o mundo. É ao mesmo tempo confessional e fala de todos nós. A força do gênero nos seus poemas está na luta contra o patriarcado e suas correntes invisíveis, luta que acontece muitas vezes dentro do próprio corpo. Tudo é sentido na carne, em tran­sitoriedade, em movimento. O empoderamento é vivenciado em seus muitos aspectos”, disse. “Desanônima é uma carta de recusa. Manuella não quer ser parte dessa realidade que aí está posta e deseja pintar outra para existir”, conclui.

Manuella Bezerra de Melo
Foto: divulgação
Sobre a autora - Jornalista com 12 anos de atuação no mercado pernambucano, a autora atuou profissionalmente entre veículos de comunicação, agências e movimentos sociais. Especializou-se em Literatura Brasileira e Interculturalidade na Unicap, ensaiando uma espécie de transição. Agora, longe do jornalismo, está de mudança da Argentina para Braga, Portugal, onde dará dedicação exclusiva às letras em um metrado em Teoria da Literatura e Literaturas Lusófonas na Universidade do Minho. Em Janeiro de 2018 Desanônima deve ser traduzida para espanhol e lançada na Argentina e Espanha pela mesma editora, que tem sede também nos dois países.

Serviço: 
Lançamento Recife
25 de agosto, às 18h30
Museu do Estado de Pernambuco

Lançamento São Paulo
27 de agosto, às 16h30
ContraRegras

Lançamento Rio de Janeiro
31 de agosto, às 15h30
Bienal Internacional do Livro


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