Começa amanhã: Festival A Letra e a Voz celebra a literatura e a história pernambucana
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| Foto: Andréa Rêgo Barros | PCR |
Com o tema Literatura e História - 200 anos de Revolução, festival
tratará dos desdobramentos da Revolução de 1817 em várias linguagens da
produção cultural nacional, por meio de palestras, espetáculos e até contação
de história para cativar e formar pequenos leitores
Revisitando
as páginas escritas pelos emancipacionistas do século 19, o Festival Recifense
de Literatura A Letra e Voz chega à sua 15ª edição, entre os próximos dias 24 e
27 de agosto, no Recife Antigo. O festival, que celebra este ano um dos mais importantes
capítulos da história pernambucana, contará com recital de poesia, apresentação
musical e espetáculos de dança e teatro, além de palestras sobre os
desdobramentos da Revolução de 1817 na literatura, no cinema e na política
brasileira. A realização do festival é da Prefeitura do Recife, por meio da
Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife.
Em função
das obras na Avenida Rio Branco, tradicional cenário das atividades do
festival, a programação deste ano migrou para o Cais da Alfândega. Lá, com
vista para uma das mais emblemáticas paisagens recifenses, será montada a Feira
do Livro e a estrutura para a realização das palestras e mesas, preservando o
princípio da celebração do livro e da leitura no passeio público, para fazer reverberar
Recife afora toda cultura e toda produção literária.
Entre os
palestrantes confirmados para o début da feira, estão o escritor e jornalista
Paulo Santos de Oliveira, o escritor e dramaturgo Cláudio Aguiar, a cineasta
Tizuka Yamasaki, e o historiador Antônio Jorge Siqueira. Também participarão
das discussões, como mediadores, a Presidente da Academia Pernambucana de
Letras, Margarida Cantarelli, Heloísa de Morais, da Fundação de Cultura Cidade
do Recife, e Felix Galvão Batista Filho, diretor do Arquivo Público de
Pernambuco.
Na
quinta-feira (24), a solenidade de abertura do festival começa às 18h, com a
execução da Suíte 1817, peça que o instrumentista Múcio Callou compôs,
inspirado na Revolução Pernambucana. Na ocasião, haverá ainda o lançamento do
1º Edital da Coletânea de Ensaios sobre o Recife, que selecionará 10 trabalhos
sobre passagens históricas importantes da capital pernambucana, para compor a
publicação.
A partir das
19h, uma mesa redonda protagonizada pelos escritores Paulo Santos de Oliveira e
Cláudio Aguiar tratará da Revolução de 1817 como inspiração literária, com
mediação da também escritora e magistrada Margarida Cantarelli.
No segundo
dia de evento, a revolução e seus efeitos na cultura brasileira serão debatidos
sob a perspectiva da produção cinematográfica nacional. Na mesa da sexta-feira
(25), a diretora com mais de 11 longas-metragens no currículo, Tizuka Yamasaki
falará sobre o tema, com mediação de Heloísa de Morais, a partir das 18h.
No sábado
(26), a programação começa mais cedo. Às 16h, Heron Villar e Thony Silas
estarão autografando exemplares do HQ A Noiva. Às 17h, haverá recital poético,
seguido de uma mesa sobre a Revolução de 1817 e seu desdobramento histórico na
política brasileira. O historiador Antônio Jorge Siqueira desenvolverá o tema e
o diretor do Arquivo Público de Pernambuco, Félix Filho será o mediador.
O último dia
do festival será dedicado à formação de leitores. A partir das 16h do domingo
(27), letra, voz e fantasia se encontram nas histórias da contadora de causos
infantis e arte-educadora Adélia Oliveira. Às 17h, a programação ganha corpo
com a apresentação do Ballet Simone Monteiro. E encerra, às 18h, com a
apresentação do espetáculo teatral O Suplício de Frei Caneca, escrito por
Cláudio Aguiar, com direção de José Francisco Filho, na Basílica do Carmo.
Festa do
Livro – Para semear boas leituras entre
os recifenses, o Festival a Letra e a Voz contará ainda, entre os dias 25 e 27,
com a tradicional Festa do Livro, programação literária de venda de títulos
novos e usados a preços diversos. Para esta 15ª edição, foram habilitados 15
expositores, via edital público, entre livreiros, sebistas e cordelistas, que
disponibilizarão parte de seu acervo para venda.
Em cada
estande, será oferecida uma programação com lançamento de novas edições, sessão
de autógrafos dos autores e homenagem aos escritores locais e recitais
poéticos, para resignificar os espaços públicos e promover uma nova revolução
em cada pernambucano, por meio da literatura.
*informações da assessoria de imprensa da Secult/FCCR

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