Acessórios Andrea Brederode


O trabalho artesanal foi visto durante muito tempo como atividade terapêutica e como um símbolo de expressão da arte e da cultura popular. No entanto para muitas pessoas o artesanato vai além. É sinônimo de renda extra e muitas vezes é o único meio de sobrevivência para muitas famílias. Essa atividade, que muitas vezes é passada de geração para geração, mantém viva as tradições de diversas culturas.

A artesã Andrea Brederode representa muito bem essa transformação na qual o artesanato e todos os trabalhos manuais vêm passando, no momento de crise financeira ela precisou se reinventar e descobrir um novo caminho para sua vida. Andréa que é formada em relações publicas já exerceu diversas atividades; foi bailarina e professora de Jazz, atuou na área comercial/eventos e trabalhou na Indústria Farmacêutica, onde passou os últimos 18 anos. "Em agosto de 2015 a linha em que eu atuava fechou no Brasil e fui desligada junto com outras 43 pessoas. Passando alguns meses e vi que a dificuldade de retornar ao mercado só crescia, daí senti a necessidade de fazer algo para manter minha família, pois tenho um filho de 12 anos que depende de mim. Sempre gostei de acessórios, bijuterias e de coisas diferentes, certo dia minha mãe sugeriu que eu fizesse colares para vender, já que eu fazia para uso próprio, então resolvi seguir esse conselho e foi um grande sucesso.", conta Andréa.


Desde novembro Andréa vem desenvolvendo seus acessórios, mas só em julho ela deu mais seriedade ao trabalho e lançou a marca de acessórios feminino (Andéra Brederode), que leva o seu nome. Todos os passos de desenvolvimento, criação e venda é realizado por ela. "Costumo dizer que a necessidade me trouxe até aqui, o trabalho artesanal é terapêutico e como eu estava me tratando de uma depressão passie a me sentir bem elaborando peças. Sempre fui vaidosa, gosto muito de acessórios e bijus, na verdade elas já faziam parte da minha vida, só não como trabalho/renda.", revela.

O trabalho da artesã segue, claramente, duas linhas: o de pedraria, que tem um apego mais comercial seguindo as tendências da moda e o trabalho com cordões, considerado uma produção artesanal, no qual aposta mais na atemporalidade das peças. "Estou cada vez mais focada nas peças de cordão onde posso dizer que me encontrei. Compro os cordões em rolos de 100 metros, me sento à mesa e começo a cortar os pedaços do tamanho que quero para aquela peça e começo a dar nó. Depois de horas ou dias fica pronta mais uma criação Andrea Brederode acessórios.", revela. A marca prioriza conforto, qualidade e segurança dos clientes, por isso, todos os colares da linha artesanal são elaborados com cordão 100% algodão para evitar qualquer tipo de alergia.

A artesã ainda não tem ateliê, o contado com os clientes é feito por meio de WhatsApp. Esse ano Andréa participou a XVII Fenearte, que aconteceu em julho, mensalmente ela participa da feira de artesanato realizada Prefeitura do Recife - Prodarte.

Mais informações:
Andrea Brederode
(81) 99614.0550
andreabrederode@hotmail.com

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