Mostra “Do Litoral ao Agreste” reúne paisagens de sete artistas pernambucanos
Mané Tatu, André Valença,
Adriano Cabral, Antônio Mendes, Fábio Rafael, Feliciano dos
Prazeres e Sandro Maciel reúnem obras que retratam paisagens de
diversos lugares de Pernambuco em exposição que etá em cartaz na
Galeria Uffici. A mostra coletiva “Do litoral ao Agreste” pode
ser vista até 30 de dezembro.
Após um convite recebido
por Mané Tatu para pintar paisagens, o artista tomou gosto pela
experiência e convidou o colega André Valença para fazerem
incursões em áreas semelhantes, para pintar e explorar outros
lugares. Aos poucos, como numa espécie de ritual semanal, novos
artistas foram se aproximando, novas saídas a lugares inusitados e,
enfim, a formação de um grupo de sete amigos, em total afinidade e
diálogo. “Amadurecemos a prática
não só de pintarmos juntos, mas da convivência, tendo em comum a
premissa de todos gostarem de pintar paisagens,” explica Antônio
Mendes.
Uma vez formado o clube,
tornou-se praxe. Como escoteiros tomados pela ansiedade pueril, os
sete artistas partiam aos sábados, com pincéis e tintas em punho e
lanches para a jornada. Entre os inúmeros lugares em que estiveram e
pintaram, efetivamente do agreste ao litoral, contemplando também o
Recife, estão: Comunidade Pau Santo (Caruaru), Sítio Camaçari
(Jaboatão), Serra das Guaribas (Bezerros), bairro de Apipucos, ruas
da Aurora e Beira Rio, zona rural e Praia do Carmo (Olinda), Vila
Velha (Itamaracá), praias do Paiva e do Cupe etc.
Ao longo de quase um ano, o
grupo produziu uma centena de paisagens, a maioria em tinta
acrílica – mas também em pastel, aquarela etc – em telas de
aproximadamente 60 x 80 cm. Da exposição na Galeria Uffici (da
também artista plástica Julieta Pontes) participam 35 quadros,
entre eles os intitulados Haras Vale Imperial II, de Sandro
Maciel, Cajueiro, de Antonio Mendes, Estudo Carmo, de
Mané Tatu, Estrada do Haras, de Feliciano dos Prazeres
Farias, Jaqueira em Olinda, de Fábio Rafael etc.
O grupo de paisagistas
acrescenta ainda, como motivo de orgulho do projeto, o fato dessas
obras servirem também como registro histórico, já que estão
reproduzindo imagens do Estado, de lugares inacessíveis ou que estão
desaparecendo. “Cada um ao seu
estilo, ou com sua carga sentimental e pessoal, imortalizamos
documentos plásticos que vão servir às próximas gerações”,
afirma Fábio Rafael.
Serviço:
Esposição “Do Litoral ao Agreste ”
Galeria Uffici – Rua Est.
Jeremias Bastos, 442 – Pina
Visitação até 30 de
dezembro – das 9h às 18h
Informações:3325.2634
Saiba mais sobre os
artistas:
Adriano
Cabral
Além
dos desenhos de criança, já marcados por traços fortes, seus
primeiros contatos com a arte se deram ao trabalhar no M.E.P –
Museu do Estado de Pernambuco, onde começou a apreciar artistas como
Tereza Costa Rego, Antônio Patriota, Marisa Varela, Zé Cláudio
entre outros, que direta e indiretamente o influenciaram. Em 2011
conheceu Mané Tatu, com quem participou dos “20 anos da Camisa do
Artista”. Tem como principal inspiração o ‘cotidiano’.
André
Valença
Médico,
sempre frequentou galerias, museus e leilões de arte. Participou do
Curso Livre de Desenho e Pintura com George Barbosa, na Galeria Sinay
Neves e, desde então, não largou mais a arte. Tem
admiração e influência dos grandes mestres pernambucanos e é nos
motivos locais que ainda está a buscar seu caminho. Aprecia o
Classicismo, o Impressionismo, Pós-impressionismo e, sobretudo, o
Fauvismo de onde sofre suas principais influências técnicas.
Participa regularmente de exposições coletivas como “Arte Em Toda
Parte”, do “Camisa do Artista” e realizou individual intitulada
“Estudo, formas e cores” no Villa Bistrô; tem obras expostas na
Galeria Arte Plural.
Antonio
Mendes
Vivendo
a maior parte de sua vida em Olinda, passou por curso com o pintor
Amaro Crisóstomo, em 1987, e posteriormente, no MAC/PE, onde estudou
com Reginaldo Esteves, José Carlos Viana, Liliane Dardot, Delano,
João Câmara e José de Moura. Conviveu e aprendeu bastante com
Maria Carmen, experiência que deixou marcas profundas em seu
trabalho, além de forte admiração pela artista. Foi e é bastante
influenciado ainda por artistas como José Claudio, Guita Charifker,
Teresa Costa Rego, Marcos Cordeiro, Luciano Pinheiro, Bacaro, Tiago
Amorim (com quem aprendeu um pouco de cerâmica), Brennand, Samico,
referências próximas com as quais dialoga.
Fábio Rafael
Trabalha e vive em Recife.
Buscou o seu aperfeiçoamento através de cursos de arte, oficinas e
visitas frequentes a ateliês de outros artistas. Atuando
profissionalmente desde 2001, Rafael tem como mote para a sua
produção as vivências do cotidiano. Estudou gravura com Mauricio
Silva, monotipia de Wilton de Sousa, desenho rápido com Abelardo da
Hora e arte contemporânea com Flávio Emanuel. Sua trajetória
contempla mostras e prêmios no circuito nacional e internacional,
destacando FUNARTE, “Fundação nacional de arte em Brasília” e
a Bienal Internacional de gravura no Douro, em Portugal.
Feliciano dos Prazeres Farias
Aprimorou técnicas com
mestres como Daniel Santiago, Adão Pinheiro, Ypiranga Filho, Mané
Tatu, Zé Claudio, João Lin, Rinaldo Silva, Clériston Andrade entre
outros que, ao longo de 13 anos, o acompanharam física e
ideologicamente, influenciando seu trabalho com tinta aquarela
ilustrando livros, cartilhas, revistas e jornais. A aquarela
possibilitou-lhe migrar para a tinta acrílica com suavidade e
segurança. Participou de eventos como a Camisa do Artista, Leilão
Jayme Asfora e Leilão Braz Marinho no MAMAM; produziu peças
publicitárias e arrematou prêmios em salões nacionais e
internacionais de artes digitais.
Mané
Tatu (Cláudio Manuel da Silva)
Dando
seus primeiros passos na arte com o pai José Cláudio, fez também
curso de Desenho livre do festival de Inverno da UNICAP, com Daniel
Santiago e Curso de desenho à mão livre no MAC-Olinda com Delano,
José de Moura e José Carlos Viana.
Ainda realizou
Pinturas de modelo vivo com Eduardo
Corrêa de Araujo em seu atelier, em Olinda, onde mora e
concentra a sua atividade artística. A partir de sua primeira
exposição oficial , em 1997, passa a expor em várias mostras
coletivas e individuais em Recife e Olinda.
Também com José Cláudio iniciou
trabalho em esculturas em granito de grande porte.
Sandro
Maciel
Natural
de Olinda, trabalhou com Zé Cláudio de 1979 a 1986 , o que o
permitiu de desfrutar do grande acervo de sua biblioteca, de ter
acesso a história da arte universal e da vida de grandes gênios da
pintura e suas técnicas. Em 1989 fez sua primeira exposição
individual no Museu do Estado de Pernambuco, tendo como curadores
Guita Charifker e Samico e texto de Zé Cláudio. Suas cores
são fortes, bem entrosadas e além das paisagens, domina a figura
humana, sobretudo crianças em jogos e brincadeiras infantis. Com
30 anos de profissão já realizou inúmeras exposições individuais
e coletivas, entre Recife e Olinda, e arrematou vários prêmios das
artes plásticas.
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