Corbiniano – Arte de utilidade pública
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| Divulgação/ Cine PE |
Por: Anax Botelho
Andar pelas ruas do Recife pode ser um
convite para um passeio entre obras de arte. Nesta cidade, onde avenidas,
prédios e automóveis ditam a atmosfera, a arte de Corbiniano resiste e se
introjeta no subconsciente das pessoas. Praças, prédios públicos e privados
cedem às figuras alongadas do artista – lembrando-nos que, sem arte, tudo se
tornaria menos belo e descartável. Para o Recife e outras cidades do Nordeste
onde sua obra se faz presente, Corbiniano dialoga com a população e prestigia
temas sociais, culturais e estéticos da região.
Nascido no dia
2 de março de 1924, José Corbiniano Lins têm 70 anos dedicados às artes
plásticas. Sua história começou com uma pintura no Salão Oficial do Museu do
Estado de Pernambuco. “Só em participar do salão, já valeu como um prêmio”,
diz. Nesse ambiente de efervescência modernista em Pernambuco, a Sociedade de
Arte Moderna do Recife torna-se personagem indispensável para o reconhecimento
e amadurecimento dele. Em parceria com Abelardo da Hora, Hélio Feijó, Gilvan Samico,
entre outros mestres do Estado, surge o
Ateliê Coletivo, local de valorização da arte e troca de experiências – nesse
momento de produção, aprendizado e rica vivência artística e cultural,
Corbiniano descobriu a escultura como forte da sua produção. “A escultura é
tudo, é sentir a realidade das coisas”, afirma.
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| Divulgação |
Este ano, Corbiniano teve
sua história registrada no documentário do diretor Cezar
Maia que leva seu nome. “O filme prova que estou fazendo alguma
coisa... e séria”, diz o escultor. Exibido na XVIII edição
do Cine PE – festival audiovisual, o longa-metragem traz uma série de
depoimentos dos artistas Samico, Abelardo da Hora, Tereza Costa Rego, José Cláudio,
João Câmara, Raul Córdula e outros. Além de apresentar o impressionante modo de
produção de Corbiniano, que modela suas esculturas em isopor e depois passa
para o alumínio fundido, o documentário aborda questões políticas, como a
retratação das mulheres em sua obra. Entre os depoimentos e a personalidade
silenciosa do artista, destaca-se no vídeo um grupo não identificado que
resgatou uma obra praticamente abandonada do artista em um muro do Recife. A
intenção do grupo é devolvê-la restaurada para a Cidade, fortalecendo, assim, o
conceito de utilidade pública da sua arte.
No mês de maio, o Museu
Murillo La Greca abre as portas para as curvas assimétricas do feminino, maior
característica na obra do artista.
Museu Murillo La Greca
Rua leonardo Bezerra
Cavalcanti, 366, Parnamirim
Ter - Sex 09h
– 12h, 14h – 17h
Sáb - Dom 13h
– 17h
3355 3126 / 3355 3127 / 3355
3129



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