Marlos Nobre "improvisa" no último concerto da OSR em 2013
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| Foto: Andréa Rêgo Barros |
O público que
lotou o Teatro de Santa Isabel nesta quarta (17), para assistir ao
último concerto da Orquestra Sinfônica do Recife deste
ano, foi brindado com um momento que não estava no programa
oficial. Ao final da primeiro parte do concerto, Marlos Nobre, que
além de regente foi o solista da noite, tocou, ao piano, um
dos clássicos do Maestro Antônio Carlos Jobim: Dindi. A
plateia, pega de surpresa, foi ao delírio. Ao final da
apresentação, dedicada a compositores brasileiros, o
Maestro deu mais um "presente" ao fazer o bis de "Dança
de Chico Rei e da Rainha Ginga (do bailado Maracatu do Chico Rei), de
Francisco Mignone.
O maestro começou
a noite dizendo que era um dia de festa por diversos motivos. Pelo
programa, que homenageava nomes como Capiba e Clóvis Pereira,
e, também, por que festejava a "nova era da Orquestra,
que estava renascendo. Agradeço ao prefeito Geraldo Julio e à
secretária de Cultura, Leda Alves, pela atenção
dada à Orquestra Sinfônica do Recife. Ao público,
Nobre fez um apelo/convite: "abracem essa Orquestra".
Ao final da apresentação
foi a vez dos músicos falarem. O trombonista Misael França
e a violinista Viviane
Pimentel, foram os porta-vozes. Eles também saudaram os
avanços conquistados pela categoria em 2013 e deram uma placa
comemorativa ao Maestro. O texto de agradecimento fala de admiração,
respeito e dedicação.
O concerto desta terça
foi aberto pela ópera “O Guarany”, do paulista Carlos
Gomes. o repertório teve ainda "Batuque para Orquestra",
do cearense Alberto Nepomuceno e "Batuque" do carioca
Lorenzo Fernandez. Os momentos mais emocionantes da noite foram
durante a apresentação do “Bolero”, de Lourenço
Fonseca, o Capiba, livremente inspirado no de Maurice Ravel, com
arranjo de Clovis Pereira, e revisado pelo maestro Marlos Nobre e
"Concertante do Imaginário para um piano e Orquestra de
Cordas", peça composta por Nobre em homenagem a esposa,
Maria Luiza.
Orquestra –
A Orquestra Sinfônica do Recife é a mais antiga
em atividade no Brasil. Foi fundada em 30 de julho de 1930 pelo
Maestro Vicente Fittipaldi. Nomes ilustres como Heitor Villa-Lobos,
Francisco Mignone, Guedes Peixoto e Guerra Peixe já foram
regentes da OSR. Em, 2013, depois de 12 anos sob o comando do maestro
Osman Gioia, passou a ser dirigida por Marlos Nobre. Recentemente, a
Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, um projeto
enviado pela Secretaria de Cultura, uma gratificação de
produtividade musical de R$ 400 e R$ 350, para os músicos
da Orquestra e da Banda Sinfônica do Recife, respectivamente.
Para elaborar o Plano de Cargos e Carreiras dos músicos, já
está instituído um grupo de trabalho que deve
apresentar o projeto até o final de fevereiro do próximo
ano.

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