Circo: Rafael Barreiros

Rafael Barreiros, também conhecido por Gentileza.
Foto: Acervo do artista

Por Gianfrancesco Mello

Arte/educador, licenciado no curso de Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco, Rafael Barreiros coordenou durante um ano as atividades artísticas da Caravana Arco-íris por La Paz, no México, e é diretor artístico da Cia O Mínimo, de Sergipe, e do Circo da Trindade, em Pernambuco. Ele começou sua história com o circo participando de uma formação de palhaços, oferecida pelo Trio Piratini, em 2000. Também é responsável pela coordenação cênica dos projetos de doutores palhaços – Palhaçoterapia – UPE (Universidade de Pernambuco), Projeto S.O.S. – FPS (Faculdade Pernambucana de Saúde) e Projeto PERTO / Programa MAIS – UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). “Esse trabalho abarca, em sua totalidade, 11 universidades nos estados de Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Paraíba”, explica.

Barreiros é arte-educador, licenciado no curso de Educação Artística
com Habilitação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pernambuco.
Foto: Acervo do artista
No Palhaçoterapia, a presença do palhaço no hospital mostra que é possível e desejável a aproximação de dois domínios: o da arte e o da saúde. Ele cria e recria o jogo o tempo todo, com seu parceiro, com o paciente, com os dois. Utilizando a ‘Humanização Baseada em Evidências’, o projeto propõe, através de manifestações artístico-lúdicas, oferecer aos pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e estudantes de graduação da universidade uma série de ferramentas e experiências que os façam refletir sobre inúmeros aspectos do cuidar. A mais conhecida dentre as modalidades de humanização hospitalar é a chamada “Terapia Clown”. Consagrada popularmente tanto pelo filme “Patch Adams – O amor é contagioso” como pelo trabalho da ONG “Doutores da Alegria”, o palhaço tem sido utilizado em centenas de projetos igualmente importantes por todo o planeta.


Barreiros foi o idealizador e integrante da Cia. De Improvizzo Quarto dos Sátiros (PE), nascida graças a uma ideia do Núcleo de Estudos em Clown que coordenou por quatro anos na D´Improvizzo Gang, grupo de teatro de improvisação iniciado pelo professor da UFPE Paulo Michelotto. “Iniciei os trabalhos em 2003 e eles se estenderam até 2007. Lá, pesquisávamos demais a linguagem do improviso”, pontua. Um ano depois, em 2008, Rafael se envolveu com A Caravana Arco-íris por La Paz, que busca, através da arte, da educação ambiental e da espiritualidade de tradição indígena, chamar a atenção das pessoas para a necessidade de reconstruirmos o paraíso que herdamos. “Foi nesse momento que começamos a desenvolver um trabalho em parceria com a Gerência de Circo da Prefeitura do Recife e quando voltei ao Recife, em 2009, fiquei como produtor e também fazia parte do elenco do Circo da Trindade. Há dois anos, tornei-me diretor artístico do Circo da Trindade e faz um ano que realizo formações abertas de palhaços com o grupo Cênicas Cia de Repertório. Além disso, atuo como diretor artístico da Cia de Palhaços O Mínimo, de Sergipe.”

A identificação com o circo veio por meio da linguagem do palhaço. “
Desde 2000, dedico-me ao estudo do clown. Em minha formação, constam vivências com Luciano Bertoluzzi (SP), Cristiane Paoli Quito (SP), Jesser de Souza e Cristina Colla (Grupo LUME/Campinas – SP), Palhaço Tomate – Argentina, Joice Aglae – UFBA (BA), Roberto Colores – Uruguai, Avner – EUA, Paulo Michelotto – UFPE (PE), Tuga – Chile, Ricardo Behrens LPI (Argentina), Paolo Nani (Dinamarca) e Chacovachi (Argentina).” Desde 2009, ele carrega em seu repertório o espetáculo solo Romeu, romanticamente eu, um espetáculo de magiclown (mágica e Palhaço). Espetáculo este que traz em seu currículo apresentações em Buenos Aires (ARG 2011), Bogotá (COL 2010), Belém (PA 2009), Aracaju (SE 2011) e no Recife de 2009 a 2012.

“Em 2010, participei da Convenção de Circo da Colômbia e, atualmente, sou um dos responsáveis por fortalecer as relações de intercâmbio entre os artistas circenses de países latino-americanos. Minhas especialidades são a técnica do palhaço com monociclos, malabares e mágica”, diz. Rafael incrementou o trabalho de palhaço de forma cômica e, ao mesmo tempo, encantou-se com a mágica. “Considero-me um aprendiz. Até porque no circo não existe um profissional pronto, mas sim em constante aprendizado. Eu estudo as técnicas da mágica pesquisando materiais nacionais e internacionais.”

Para os que estão iniciando na profissão, o veterano deixa uma dica: “antes de tudo, é importante perceber que ao entrar no universo circense, entra-se no saber ancestral. Tornamo-nos responsáveis por esse saber e temos que respeitá-lo como tradição popular. O circo é uma escola da vida, pois ele te ensina a conviver”.

Programação do Espaço Marco Camarotti – Centro de Formação Aérea
Rua Tomazina, 106, Bairro do Recife (1º andar)
9965-1694 / circodatrindadeciacenica@gmail.com
Janeiro e Fevereiro
Segundas e Quartas, das 18h30 às 20h30
Aéreos – Tecido, trapézio, lira, argola, olímpica, corda indiana.

Mais informações:
  • Organização de estudantes de medicina:
http://www.ifmsa.net.br/solar/;

  • Espaço na Colômbia como parceiros:

  • Caravana Arco-Íris por La Paz 2008/2009:

  • Circo da Trindade (diretor Cênico):

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