Circo: Michel Gomes

Fotos: Divulgação
Por Gianfrancesco Mello

Continuando com a série de formação circense e como a arte modifica a vida das pessoas, a Agenda Cultural do Recife entrevistou o malabarista Michel Gomes, que conheceu o circo no ano de 1996 quando se mudou da comunidade Entrapulso, em Boa Viagem, para a do Pilar, no Bairro do Recife. Na ocasião, a escola da localidade possuía uma parceria com a Fundarpe para desenvolver a magia do circo e, assim, incentivar os jovens a vivenciar cultura. “Foi nesse momento que alguns meninos da comunidade me convidaram para participar da Escola Pernambucana de Circo (EPC). Lá, desenvolvi 90% da minha formação pedagógica e circense”, explicou o artista.

Com o tempo, por meio do projeto Rede Circo do Mundo Brasil, em uma parceria da EPC com o Arraial Intercultural de Circo do Recife (Arricirco), houve uma preparação profissional e alguns alunos foram escolhidos para representar o Estado de Pernambuco no Encontro Internacional de Circo, realizado na Chile, na América do Sul, de dois em dois anos. “Isso foi mais ou menos em 1998 ou 1999. Foi uma experiência muito boa, pois pude ver os trabalhos de muitos outros artistas”, lembrou.


Michel atuando na arte dos malabares
Em 2007, Michel foi convidado para ser bolsista na Picadeiro Circo Escola, de São Paulo. Na capital paulista, chegou a trabalhar na Secretaria de Educação por dez meses e chegou a integrar a companhia Acrobáticos Fratelli, uma das melhores de São Paulo. Mas a vida na cidade grande não foi apenas de alegrias. O malabarista se envolveu no mundo das drogas e a sua história passou a ter outro enredo. “Fui usuário de crack. Vivenciei quatro anos da minha vida nesse mal. Fiquei em depressão porque eu não conseguia largar o vício. Foi então que voltei a Pernambuco, no final de 2009, para enfrentar o problema com o apoio da minha família. Em 2010, consegui sair do mundo das drogas. Logo recebi a proposta de ser instrutor no Arricirco, local onde passei um tempo ensinando a profissão. Isso me ajudou a não ter mais vontade de voltar ao vício”, relatou.


Além da família, o circo deu forças ao jovem, que também atuou ao lado de Bóris Trindade Júnior (Borica). Há alguns meses, ele e sua esposa, Jaqueline Trindade, fizeram alguns testes no projeto Circo alegrai-vos!, desenvolvido pela Comunidade Obra de Maria. “No Carnaval deste ano, fomos procurados e, desde então, desenvolvo o trabalho com acrobacia de solo, cama elástica, minitramp e malabares. Sempre fui um curioso. Tenho capacidade de aprender tudo o que me interessa e o circo nos deixa apaixonados pela profissão”, pontuou Gomes, que também é jardineiro e motorista por hobby.

Jaqueline Trindade e Michel Gomes
Michel Gomes encerrou a entrevista frisando a importância do circo na sua vida: “O circo para mim foi o maior meio de educação e disciplina. O circo e o apoio da minha família me deram forças para que eu saísse de vez do mundo das drogas. Atualmente, aos 25 anos, tenho a minha casa, moro com a minha esposa (Jaqueline Trindade) e o meu filho, Miguel”.

Contato: 
8777-6320
8733-2531    

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