Mostra De Cinema Recife Cidade Parque Divulga Programação Completa




Sessões gratuitas de curtas metragens com recorte ambiental contemplam estudantes e público geral no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco

O projeto Recife Cidade Parque em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ promove a Mostra de Cinema Recife Cidade Parque, com o intuito ampliar a discussão com a sociedade sobre as questões ambientais que afetam a capital pernambucana. A mostra terá sessões fechadas para estudantes de escolas públicas e privadas nos dias 28 e 29 de abril e, no dia 12 de maio, das 19h às 21h, será aberta ao público em geral. Após a exibição, haverá debate com pesquisadores do projeto e realizadores das produções. A entrada é gratuita.

A proposta da mostra é sensibilizar o público, por meio da sétima arte, para a construção compartilhada de uma nova visão de futuro para a cidade. Na programação constam filmes e animações de realizadores prioritariamente pernambucanos: Recife Frio (PE), de Kleber Mendonça Filho, Águas Que Arrebentam (PE) (direção coletiva - Massapê), Céu Fumaça: A emergência climática na voz das crianças (SP) de Jader Gudin – Instituto Alana, Ameaças Climáticas do Recife (PE), de Íris Samandhi e Entre Margens (PE), de Raquel Velasco Weller, Lis Bettini, Arthur Cardoso, Francisco Pestana.

Os filmes e animações abordam temas que envolvem o Recife e sua relação com a natureza, como a questão climática, eventos extremos, a importância do mangue entre outros assuntos que conectam às discussões em torno da necessidade de adaptar a cidade às mudanças do clima, garantindo qualidade de vida a sua população.

 

Recife Cidade Parque

Reinventar o Recife, transformando-o numa cidade-parque até o ano de 2037, quando será a primeira capital brasileira a completar 500 anos – esse é o objetivo do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Recife Cidade Parque – Plano de Qualidade da Paisagem, realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fruto de convênio com a Prefeitura do Recife.

O projeto baseia-se na criação de uma cidade azul-verde, que promova a reconexão das áreas urbanas com a natureza, valorizando os cursos d’água, o mar e a vegetação. Assim, a partir da malha hídrica da cidade – composta pelas bacias dos rios Capibaribe, Beberibe, Tejipió e da frente marinha – o projeto estuda a implantação de um sistema de espaços livres verdes públicos de qualidade. Esses espaços, conectados por corredores ambientais, provocarão o “enverdecimento” da cidade, incluindo as regiões de estuário, da planície e dos morros.

 

Programação

Cinema da Fundação - Museu

28 DE ABRIL DE 2026 (TERÇA-FEIRA) - 9h às 11h

Estudantes do 9º ano e Ensino Médio 

Cinema da Fundação - Derby

29 DE ABRIL DE 2026 (QUARTA-FEIRA) - 9h às 11h

Estudantes do 9º ano e Ensino Médio 

Cinema da Fundação - Derby

12 DE MAIO DE 2026 (TERÇA-FEIRA) - 19h às 21h

Público em geral 

Filmes

RECIFE FRIO | FIC | 25’ | PE | DIR. KLEBER MENDONÇA FILHO

A cidade brasileira de Recife, que já foi tropical, agora é fria, chuvosa e triste, depois de passar por uma desconhecida mudança climática.

AMEAÇAS CLIMÁTICAS DO RECIFE | DOC | 13’ | PE | ÍRIS SAMANDHI

O filme revela os impactos das mudanças climáticas na capital pernambucana, mostrando como áreas centrais e periféricas lidam com chuvas intensas, aumento de temperatura e desafios urbanos.

CÉU FUMAÇA: A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA NA VOZ DAS CRIANÇAS | ANIM | 6’ | SP | DIR. JADER GUDIN

Animação que alerta sobre os impactos da emergência climática a partir da voz das crianças. O filme foi lançado durante a COP27 e integra uma série de conteúdos voltados à proteção do clima.

ÁGUAS QUE ARREBENTAM | DOC | 8’ | PE | DIR. Arthur Ryan, Evelyn Vitória, Mikaelly Aiçá e Nátaly Sabrina.

A história segue João, um jovem morador do Ibura que, preocupado com os impactos das chuvas, busca apoio entre amigos e vizinhos.

ENTRE MARGENS | DOC | 6’ | PE| Raquel Velasco Weller, Lis Bettini, Arthur Cardoso, Francisco Pestana

Há mais de cem anos, uma mesma família conduz travessias nas águas do Rio Capibaribe. O pai aprendeu o ofício ainda menino, seguindo os passos de seu próprio pai e encontrando no rio não apenas trabalho, mas um modo de viver. Com a construção das pontes e a mudança da cidade, o barco já não é mais caminho para tantos. Entre memórias, remadas e correntezas, Pai segue navegando - resistindo ao tempo, às margens e às transformações do mundo ao redor.

 

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