Lulu Araújo e Cláudia Soul convidam o público infantil a celebrar as referências e raízes musicais que Pernambuco fincou no mangue
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| Foto Andrea Rego Barros |
No próximo dia 3 de maio, as artistas apresentam, no Teatro do Parque, o show Cacau e Lulu e o Manguebitinho, com repertório caprichado e dedicado a Chico Science e outros artistas do movimento musical, que começou há 30 anos, para nunca mais acabar. Ingressos estão à venda na Sympla
Na cidade que a UNESCO sacramentou como criativa e musical, o futuro se confirma até nos acordes de ontem. Para celebrar nossa memória musical e convidar as próximas gerações de recifenses a manter raízes bem fincadas no estuário rítmico de um dos mais importantes movimentos culturais recifenses e brasileiros, as intérpretes, instrumentistas, produtoras e amigas Cláudia Soul, da Banda Mini Rock, e a Fada Magrinha Lulu Araújo criaram e estão em circulação nacional com o projeto Manguebitinho.
No próximo dia 3 de maio, a partir das 16h, elas apresentam, no Teatro do Parque, mais uma sessão do espetáculo, que apresenta releituras dos sucessos de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre, para contar ao público infantil, de forma lúdica e quase didática, a história do movimento que misturou as inovações sonoras da música do mundo com os acordes ancestrais do frevo, do coco, do maracatu e da ciranda, modernizando o passado e promovendo uma verdadeira revolução musical. Os ingressos custam R$ 15 (social - mais um quilo de alimento não perecível) e R$ 20 (R$ 10 a meia) e já estão à venda na plataforma Sympla.
O show marca o início de um projeto, patrocinado pelo Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), da Prefeitura do Recife, que prevê ainda a realização de duas outras apresentações gratuitas, no Compaz Eduardo Campos e no Compaz Miguel Arraes, nos próximos dias 14 e 18 de maio, e também de duas oficinas, em escolas públicas da rede municipal, para produção de instrumentos musicais, a partir de resíduos indevidamente descartados nos rios da cidade.
Com direção musical de Hugo Lins, roteiro e participação especial de Mari Bigio, que subirá ao palco para dividir microfones com as manguegirls, o show vai misturar cantoria com contação, guitarra com tambor e brincadeira com tradição, para garantir que siga de andada o movimento que fincou parabólicas no mangue e chamou a atenção do mundo inteiro para a cultura pernambucana.
A fim de conquistar e embalar as plateias das próximas gerações, a dupla preparou um repertório caprichado, com algumas das mais indefectíveis trilhas do movimento, que completou 30 anos em 2023, como: “A Praieira”, “Maracatu Atômico”, “Da Lama ao Caos”, “Computadores Fazem Arte” e “Rios, Pontes e Overdrives”, além de clássicos do cancioneiro infantil, a exemplo de “Samba Lelê” e “Pirulito que Bate-bate”. Todas as músicas serão apresentadas em novos arranjos, com fôlego renovado, para embalar o futuro.
Cantando e contando essa história junto com elas, subirão ao palco do Manguebitinho os músicos Rodrigo Souza (guitarra), Jr. Teles (percussão) e Jô Dümer (bateria), além de Hugo Lins (baixo, teclado e efeitos sonoros), que assina a direção musical do show. Também fazem parte do espetáculo os bailarinos Gabi Carvalho e Orum Santana, este último do coletivo artístico Daruê Malungo, além da cantora e roteirista Mari Bigio.
Outra participação especialíssima será a do caranguejo com cérebro Chico, personagem criado para o espetáculo. Nativo desse ecossistema musical, ele ajudará as artistas a relembrarem personagens e feitos do movimento mangue. Completam a equipe do projeto: Thiago Amaral, do Coisas d. Thi, que assina os figurinos, e Morena Navarro, responsável pelos cenários. A produção do Manguebitinho é de Carla Navarro.
Evocando e celebrando vários desdobramentos do imaginário que brotou do mangue, da música à moda, o show, criado para inaugurar esperanças culturais, também acaba confirmando alegrias musicais há muito enraizadas nos públicos pernambucanos. “Que coisa mais linda, esse projeto! Memória, identidade, futuro e propriedade num show só. Viva o Manguebitinho!”, declarou, entusiasmado, o comunicador e produtor cultural, Roger de Renor, após uma sessão do espetáculo, que fez questão de assistir com o neto Caetano.
“Vivemos de perto aquela efervescência musical do Recife nos anos 1990. A música pernambucana nunca mais seria a mesma. Nós também não. Seguimos de andada desde então”, celebra Lulu. “Acho que o Manguebeat foi e, de alguma forma, seguirá sempre sendo uma ponte para o futuro”, completa Claudinha.
Agenda nacional - Na agenda do Manguebitinho para os próximos meses, as artistas, que já apresentaram o projeto em várias cidades de Pernambuco, como Caruaru, Belo Jardim, Goiana e Jaboatão, além do próprio Recife, têm confirmada uma temporada carioca, com quatro shows em unidades do SESC da capital fluminense, entre os próximos dias 1 e 16 de agosto, para seguir girando a estrovenga da música pernambucana.
Serviço
Manguebitinho - Show de Cláudia Soul e Lulu Araújo
Data: 3 de maio
Horário: 16h
Local: Teatro do Parque, na Rua do Hospício, nº 81, Boa Vista
Ingressos à venda na Sympla:

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