Plano Conjunto inicia 2ª edição nesta quinta (17) com debates sobre cinema e acessibilidade
Laboratório gratuito reúne formações online e experiências sensoriais no Recife; masterclass com o cineasta Daniel Gonçalves é destaque da programação. Inscrições para o primeiro ciclo terminam nesta quinta-feira (17)
Começam nesta quinta-feira (17) as atividades da segunda edição do Plano Conjunto – Laboratório de Cinema, Educação e Acessibilidade, que reúne debates e masterclasses gratuitos sobre as relações entre cinema, educação e acessibilidade. Entre os destaques do primeiro ciclo está a masterclass “Cinema DEF e a busca por uma nova estética audiovisual”, com o cineasta, roteirista e produtor carioca Daniel Gonçalves, no dia 24 de setembro, às 19h. As inscrições para as atividades online terminam nesta quinta-feira (17).
Idealizado pelo produtor cultural e pesquisador Túlio Rodrigues, o Plano Conjunto propõe pensar a acessibilidade como parte da própria experiência cinematográfica. A iniciativa surge da defesa de que o cinema acessível se constrói em conjunto, a partir do diálogo entre diferentes saberes, experiências e sujeitos. “Nosso propósito é unir diferentes saberes e experiências para ampliar a participação de públicos diversos no audiovisual”, destaca Túlio.
A abertura do primeiro ciclo acontece nesta quinta-feira (17), às 19h, com a mesa-redonda “Cinema é a maior inclusão”, que reúne iniciativas brasileiras vencedoras do Prêmio de Boas Práticas da Sociedade Civil do MERCOSUL em Acessibilidade Audiovisual. Participam do encontro representantes de VerOuvindo (PE), Filmes Que Voam (SC), PingPlay (SP), Assim Vivemos (RJ), Iguale (SP) e Fluindo Libras (PR).
No dia 24 de setembro, às 19h, Daniel Gonçalves conduz a masterclass “Cinema DEF e a busca por uma nova estética audiovisual”. Roteirista, diretor e produtor, Gonçalves tem entre seus trabalhos os longas Meu Nome é Daniel e Assexybilidade. Na atividade, ele aborda como sua própria vivência da deficiência atravessa seus processos criativos e influencia suas formas de fazer cinema, propondo reflexões sobre novos caminhos estéticos para o audiovisual.
Experiência sensorial com estudantes - Além das atividades on-line, o primeiro ciclo do Plano Conjunto também promove uma imersão que propõe levar a experiência cinematográfica para além da tela. Nos dias 22 e 23 de setembro, estudantes da Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, no Morro da Conceição, participarão de uma experiência que articula audiovisual acessível, tato, argila e criação artística.
No dia 22, às 14h, no Cinema da Fundação, o grupo participa da exibição de curtas acessíveis e de uma vivência com argila. No dia seguinte, a experiência continua na Oficina Francisco Brennand, em uma visita sensorial ao espaço.
A proposta parte da exibição de filmes com recursos de acessibilidade e transforma elementos presentes nas narrativas em experiências táteis e criativas. “Com a atividade, queremos experimentar o que acontece quando deixamos de pensar a acessibilidade apenas como tradução e passamos a pensá-la também como experiência. A argila permite que elementos do filme sejam percebidos e recriados por meio do tato e da criação”, explica Túlio.
As atividades presenciais são realizadas com grupos de pessoas com deficiência previamente articulados pelo projeto e não possuem inscrições abertas ao público. As inscrições para os próximos ciclos serão abertas conforme a proximidade do início de cada etapa, com as datas divulgadas nos canais oficiais da iniciativa. A segunda edição do Plano Conjunto conta com incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) do Recife e parceria com a Fundação Joaquim Nabuco e a Oficina Francisco Brennand.

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