Consuelo Figueira transforma memórias em arte no Recife


 
Desenhos de Consuelo Figueira evocam personagens e narrativas da região


A Galeria Pedra do Reino, no Compaz Ariano Suassuna, recebe a partir de 7 de julho, às 17h, a exposição Traços da Memória da artista visual Consuelo Figueira, que utiliza a caneta em suportes variados, como a madeira, o barro e o papel machê, para expressar sua arte inspirada na cultura popular e na paisagem nordestina. “Suas obras evocam personagens, símbolos e narrativas que habitam a memória coletiva da região, revelando um universo repleto de afetos, crenças e referências culturais”, descreve Ana Veloso, curadora da exposição. Com entrada gratuita e livre para todos os públicos, Traços da Memória pode ser visitada diariamente das 9h às 17h até 17 de agosto.

Esta é a segunda exposição individual da recifense Consuelo Figueira, que é terapeuta ocupacional de formação, profissão que exerceu por mais de três décadas em consultório particular e em hospitais públicos. A partir de 2022, com a aposentadoria, começou a dedicar mais tempo a um hobby que mantinha desde criança, o desenho. Na vida adulta, nos intervalos do trabalho, entre um paciente e outro, costumava passar o tempo desenhando. Com o estímulo da família e de amigos, sobretudo da artista plástica Ana Veloso, decidiu mostrar seu trabalho na exposição coletiva Elas Pintam o 7, projeto que reúne o trabalho de artistas mulheres pernambucanas.


Consuelo Figueira | Foto  Ruan Pablo

Foi assim que seus quadros, até então restritos às paredes das casas de amigos e de sua própria casa, foram para as paredes do Museu do Estado de Pernambuco MEPE e da Galeria Janete Costa, onde foram realizadas as duas edições da mostra, em 2023 e 2024. Em Traços da Memória, ela expõe vinte quadros, além de obras decorativas e utilitárias, onde apresenta cenas ricas em minúcias, a maioria monocromáticas, em composições que dialogam com a tradução da gravura popular nordestina.

“O trabalho de Consuelo Figueira estabelece um encontro sensível entre tradição e contemporaneidade, criando pontes entre a estética armorial, a arte popular e a expressão artística atual. Esta exposição convida o público a percorrer este universo singular, onde cada traço se transforma em memória, poesia e pertencimento”, convida Ana Veloso. Troca de saberes - A escolha da galeria Pedra do Reino, localizada no COMPAZ Ariano Suassuna, no Cordeiro, não foi por acaso. Apesar de produzir suas obras na varanda de casa, cercada de plantas e passarinhos, participa uma vez por semana das atividades do atelier coletivo instalado no COMPAZ, sob a coordenação de Ana Veloso. “A troca de saberes artísticos e de histórias de vida com outras mulheres enriquece o trabalho. Entrei para aprender a fazer papel machê, mas acabei me envolvendo em outras oficinas e descobri que eu também tenho algo para ensinar”, relata.

No trabalho como terapeuta ocupacional, seu público alvo eram os bebês e, consequentemente, as mães, algumas muito jovens. “Minha função ali era fortalecer o vínculo entre a mãe e a criança. Aprendi e ensinei a criar objetos utilitários para guardar itens de higiene do bebê, usando material reciclável. Fazia canudos de folha de jornal para fazer bandeja, cachepô. E esse conhecimento agora eu compartilho com as mulheres que participam do atelier”, afirma a artista. “Além disso, é importante expandir as oportunidades de cultura para todos os públicos. E a Rede COMPAZ cumpre bem esse papel”, afirma.

SERVIÇO:

Abertura da exposição Traços da Memória, de Consuelo Figueira

Abertura: Terça-feira, 7 de julho, às 17h

Visitação até 17 de agosto de 2026 das 9h às 17h

Local: Galeria Pedra do Reino (COMPAZ ARIANO SUASSUNA - Avenida General San Martin,

1208, Cordeiro, Recife - PE)

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