O final-de-semana com o 10º Festival Palco Giratório no Recife e RMR
O Palco
Giratório é uma ação nacional do Sesc voltada para o intercâmbio e a difusão
das artes cênicas e se configura como uma iniciativa singular no cenário
cultural do país, dada a sua política continuada de descentralização e
democratização do acesso à produção artístico-cultural brasileira.
Desde sua primeira edição, em 1998, o projeto aglutina grupos artísticos
oriundos de diversas regiões do Brasil para percorrer o país com a apresentação
de seus espetáculos e realização de atividades formativas.
Em 2026,
o Sesc Pernambuco realiza a 10ª edição do projeto em formato de Festival, com
uma programação de 42 apresentações, além de oficinas, Pensamentos Giratórios e
intercâmbios.
Confira a programação e venha viver essa experiência única!
06 JUN
Miau -
Grupo Pé de Vento
Restaurante
Sesc Santa Rita
Apresentação
12h
O
espetáculo "Miau" (também conhecido como "Trilogia Miau") é
uma montagem do Grupo Pé de Vento (Sesc Arcoverde) em formato de teatro
lambe-lambe. Ele conta a história de uma cidade manipulada por felinos que
recriam o cotidiano através de três atos: Tempo Passado, Presente e Futuro
Tempo
Passado: Num cotidiano pacato, costurado por conversas num tempo passado, há
gato!
Tempo
Presente: O momento é já, e tudo pode mudar a qualquer hora, basta um miar.
Tempo
Futuro:Em meio ao caos da vida moderna, há trama entre um miado e outro do
tempo que virá.
Classificação
Indicativa: Livre
acesso
gratuito
FICHA TÉCNICA
Grupo: Pé de Vento
Direção geral: Jéssica Mendes
Manipuladores: Clara Nunes, Iale Carvalho e Roosevelt Neto
Trilha sonora: Leandro Vaz
Iluminação: Vitor Cruz
Figurino: Ney Mendes
Direção de arte: Thiago Campos
06 JUN
Dandara
na Terra dos Palmares
Teatro
Apolo — Apresentação 16:00h
Enfrentamento
do racismo e redescobrimento da identidade, reconexão com ancestralidade e
resistência.
Dandara
na Terra dos Palmares é um espetáculo infantojuvenil que aborda
o racismo estrutural e resgata a ancestralidade do povo negro no
Brasil, marcando os 27 anos de resistência da Arte Sintonia Companhia de
Teatro. A montagem conta a história de Dandara, uma menina negra,
sensível e sábia, que passa a rejeitar o próprio nome após sofrer racismo na
escola, onde é chamada de “escrava” por colegas. Revoltada com as agressões e
piadas, Dandara simula estar doente para não ir às aulas. Sob os cuidados da
avó, pede um chá para aliviar seu mal-estar. Após a insistência da neta, a avó
prepara uma infusão com ervas medicinais, cujo poder faz Dandara
adormecer. Durante o sono, a menina sonha com um lugar chamado Palmares,
onde conhece a luta de seus antepassados — e, principalmente, a história
da guerreira Dandara dos Palmares. A experiência transforma sua percepção,
permitindo que ela redescubra o orgulho pelo próprio nome e por suas
raízes. De forma lúdica e poética, o espetáculo reflete sobre a opressão
sofrida pelo povo negro no Brasil, evidenciando como essas vivências impactam
as crianças e revelam as marcas profundas do racismo estrutural.
Classificação
Indicativa: Livre
FICHA
TÉCNICA
Texto
e produção: Antônio Marques
Direção, cenário e figurinos: Agamenon de Abreu
Canções, arranjos e direção musical: Emille Lapa e Natalyne Santos
Direção coreográfica: Cristiane Florentino
Elenco: Yandra Góes, Denise Correia, Gilson Garcia, Leonardo Freitas,
Diogo Lopes Filho e Natalyne Santos
Preparação vocal: Manuela Rodrigues
Iluminação e operação de luz: Luciana Liege
Concepção de maquiagem: Lívia França e Agamenon de Abreu
Adereços: Agamenon de Abreu, Zoíla Barata, Sueli Garcia, Ricardo Vieira,
Natalyne Santos e Gilson Garcia
Equipe de montagem: Nilson Xavier e Clenyton Moura
Sonoplastia e contrarregra: Clenyton Moura
Assessoria jurídica: Arlane Abreu
Assessoria de imprensa: Biz Comunicação Integrada
06 JUN
Mestre Zezinho de Casa Amarela
Paço do Frevo — Apresentação 16:00h
Mestre do
coco, Zezinho é referência da cultura popular pernambucana com canto
improvisado e tradição.
Mestre
Zezinho de Casa Amarela, nascido em 1935 no Recife, é um dos principais
representantes do Côco de Sala e discípulo de Mestre João Vieira. Reconhecido
pelo canto improvisado influenciado pelo repente e pelo aboio, construiu uma
trajetória marcada pela preservação da cultura popular pernambucana, atuando
também em manifestações como o maracatu.
Classificação Indicativa: Livre



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