Paixão de Cristo encenada por bonecos chega ao segundo ano consecutivo
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| Foto divulgação |
A Associação Pernambucana de Teatro de Bonecos (APTB) e o Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco levam à cena, pelo segundo consecutivo, o espetáculo Paixão de Cristo dos Bonecos, totalmente protagonizado por títeres. A encenação acontece no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121), nos dias 03 e 04 de abril (sexta e sábado da Semana Santa), às 16h. Esta encenação está entre projetos contemplados pelo Chamamento 17º Pernambuco de Todas as Paixões, iniciativa da Fundarpe e Secretaria de Cultura de Pernambuco. As duas sessões serão oferecidas gratuitamente, solicitando-se apenas que as pessoas se dirijam ao teatro com uma antecedência de meia hora, para retirarem seus respectivos ingressos na bilheteria.
O texto é uma adaptação livre de Jorge Costa para a peça teatral O mistério da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, texto de autor desconhecido do Século XIV, recolhido por Michel de Ghelderode (1898-1962), considerado por muitos o dramaturgo mais importante depois de Shakespeare. A direção geral é de Izabel Concessa. “Essa montagem não é simplesmente uma transposição para bonecos do que já é feito com atores. Encenações de títeres (sobretudo as populares ou inspiradas na arte popular, como é o nosso caso), carregam consigo o humor e a irreverência próprias desta expressão artística, mesmo quando se trata de um drama. Neste texto, recolhido por Ghelderode, não é diferente”, ressalta Concessa. Os bonecos utilizados neste espetáculo foram criados e confeccionados pelo Mão Molenga Teatro de Bonecos. Caracterização, figurinos e adereços ficaram por conta de Álcio Lins, Antero Assis, Fábio Caio e Maria Oliveira, roteiro musical Lucas Oliveira.
A peça narra os últimos passos de Jesus a partir da sua entrada triunfal em Jerusalém, no Domingo de Ramos, seis dias antes da sua morte, uma semana antes da sua ressurreição. As cenas se sucedem seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos, mais ou menos da mesma maneira que as paixões de Cristo encenadas por atores apresentam. Este texto, entretanto, tem a inclusão de personagens fantásticos e/ou que são deslocados do seu contexto original, tais como reis magos, anjos e a morte. Num Domingo de Ramos, os milagres de Jesus são expostos a soldados romanos prontamente convertidos ao cristianismo. A peça segue com Jesus ciente do seu destino, mas procurando forças para suportá-lo. Assim como o Messias, seus apóstolos também fraquejam, mas tudo já estava predestinado a acontecer. Herodes, Pilatos e os fariseus cumprem seu papel e selam o destino de Jesus. Segue-se o calvário, morte e ressurreição. A morte de Judas tem seu humor próprio, contando com a participação da esposa e do próprio belzebu em pessoa. Apesar de ser apresentada em horário vespertino, às 16h, e de ser uma encenação com bonecos, o espetáculo não é destinado às crianças. Trata-se de uma encenação do calvário de Jesus Cristo, contendo várias das cenas fortes, geralmente inseridas nas paixões de Cristo apresentadas mundo afora.
Elenco e equipe técnica contam com a participação de artistas experientes, todos ligados a APTB, entre os quais Alice Bôa Hora, Álcio Lins, Álvaro de Farias, Ariane Fernandes, Blandon Aravanis, Fábio Caio, João Fernando, Jurubeba, Leila Gibson, Lu Almeida, Luan Lucas, Marcilio Santos, Maurílio Lins, Paulo Roberto Filho, Ruan Henrique, Sissi Loreto e a veterana atriz/bonequira Ana Rocha, de 79 nos de idade.

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