MEPE abre nesta quinta (26) mostra Sobre águas, que discute a memória e o futuro do planeta
Na semana do Dia Mundial
da Água, a artista visual Vera Reichert inaugura exposição que sintetiza
30 anos de pesquisas sobre o simbolismo e o papel social dessa substância vital
Unindo força poética à crítica ambiental, a artista visual gaúcha Vera Reichert inaugura nesta quinta (26.03) a mostra Sobre águas no Museu do Estado de Pernambuco, equipamento gerido pelo Governo do Estado por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A exposição, inaugurada na semana do Dia Mundial da Água, trabalha essa substância vital como matéria estética, símbolo de memória e de reflexão sobre o futuro do planeta, em uma poética que transita entre fotografia, vídeo, instalação, pintura e escultura. O vernissage, destinado a convidados, ocorre no dia 26, às 19h. A mostra segue aberta para visitação do público de 27 de março a 3 de maio, com entrada gratuita.
Com curadoria e produção de André Venzon, Sobre águas agrega mais de 100 obras e propõe um mergulho poético e sensorial nas múltiplas dimensões da água — elemento central na pesquisa de Vera Reichert ao longo de mais de três décadas. A pesquisa da artista foca a presença da água na paisagem e na memória. Sua produção articula arte e natureza, ciência e sensibilidade, revelando um olhar atento às transformações ambientais e às relações entre corpo, território e tempo. A exposição já foi montada em São Paulo, Brasília e Porto Alegre, e seu catálogo, impresso pela Editora Pubblicato, será distribuído gratuitamente ao público.
Ao receber Sobre águas, o Museu do Estado
de Pernambuco reforça seu compromisso com exposições que articulam arte
contemporânea, reflexão social e sustentabilidade, convidando o público a
reconhecer a água não apenas como recurso natural, mas como elemento vital,
simbólico e unificador.
Transitando por diferentes linguagens, Vera Reichert constrói narrativas visuais que capturam a fluidez, a transparência e a força simbólica da água. Sua obra não se limita à representação da paisagem, mas propõe uma experiência imersiva, na qual o espectador é convidado a perceber a água como elemento vital, matéria em constante mutação e metáfora das dinâmicas da própria existência. Entre os destaques estão as instalações “Colunas D’água”, que dialoga com as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, e “Últimas Gotas”, composta por 30 torneiras com gotas de cristal, criando uma metáfora visual sobre a urgência da preservação dos recursos hídricos. Integra ainda a exposição o curta-metragem “Sete mares e uma paixão”, exibido pelo Canal Arte1, além de obras em backlight e esculturas espelhadas que ampliam a experiência imersiva do público.
“Durante a visitação, o público também vai encontrar fotografias subaquáticas em universos raros, escotilhas espelhadas, instalações que tensionam a abundância e a escassez, além de superfícies de lagoas transformadas em composições circulares”, completa o gestor do Museu do Estado, Rinaldo Carvalho.

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