CARUARU TEM CENA REVIGORADA COM O FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE
O FETEAG - Festival de Teatro do Agreste segue com programação intensa em Caruaru até o dia 30 de setembro. O Festival, que é totalmente gratuito, tem uma curadoria que, este ano, celebra a resistência dos artistas e fazedores de cultura, com espetáculos locais, nacionais e internacionais, de diferentes linguagens artísticas, como teatro, dança, performance, música, entre outras.
PROGRAMAÇÃO:
27/08
“Narrativas
Encontradas Numa Garrafa PET na Beira da Maré”
Grupo São Gens de Teatro (Recife/PE)
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis -
Caruaru)
Horário: 20h
O espetáculo “Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Maré”, do Grupo São Gens de Teatro coloca em evidência o espaço urbano do Recife e sua relação com as margens, discutindo os problemas inerentes ao fluxo contínuo de uma favela, suas poeticidades e mazelas. A montagem se baseia no universo do mangue, das palafitas, da maré e da diversidade dos sujeitos e suas narrativas.
A peça foi criada a partir da
vivência do ator e dramaturgo Anderson Leite e sua família, na comunidade
ribeirinha da Ponte do Pina (Recife/PE), na qual encontram a subsistência
por meio da pesca de marisco e sururu. Com as narrativas que atravessam
todos que partilham daquele espaço para morada e/ou sustento, o dramaturgo dá
vida a uma montagem que visa discutir temas importantes da sociedade
contemporânea, tais como: homofobia, estupro, assédio, machismo, violência
policial, racismo e vulnerabilidade social.
28/09
“Sopro
D’Água”
Gabriela Holanda (Olinda/PE)
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n,
Petrópolis - Caruaru)
Horário:
20h
Em tempos de mudanças climáticas
e agravamento de conflitos pela água, Sopro d’Água incorpora o grito de uma
realidade invisibilizada. Pela experiência de um corpo-ambiente em fluxo, é
evidenciada a necessidade da reconexão com o mundo aquático, fazendo emergir a
pergunta: qual o lugar da água numa sociedade à beira de um colapso ambiental?
Entre rios, mares, gotas, enchentes, lamentos e seca, a obra transpira a
dimensão aquática e ambiental humana, percorrendo desde as memórias ancestrais
à urgência da questão hídrica.
Uma dança de estados corporais, a
partir da tríade água-corpo-ambiente, o espetáculo se apoia na compreensão de que
somos e viemos da água, e possibilita ao espectador imergir em sua existência
ambiental através do sensível. Criação processual da artista Gabi Holanda, com
mais de sete anos de pesquisa, gerou vários desdobramentos
artístico-pedagógicos.
29/09
“Estudo Nº1: Morte e Vida”
Grupo Magiluth (Recife/PE)
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n,
Petrópolis - Caruaru)
Horário: 20h
No “Estudo Nº1: Morte e Vida”
estão apontadas urgências sobressaltadas nos últimos anos, como a questão da migração
em busca de condições “melhores” e da relação desse homem com a terra, com o
trabalho, com a morte e com o poder político; a questão climática, da seca, e
como isso tem afetado a(s) vida(s) em várias partes do mundo; como o assunto é
perpassado pela política, que enriquece os coronéis e quem está no poder,
enquanto empobrece a população e não atende aos cuidados básicos; o trabalho e
a uberização (e a ideia que a competição e a flexibilização só tem provocado
mais desemprego e pauperização).
No decorrer da história do país,
em inúmeras circunstâncias, pessoas foram levadas a deixar os seus territórios
de origem em busca de melhores condições. Hoje, os “severinos” (personagem
principal do poema) assumem várias nacionalidades e a migração tem outros
encadeamentos. São essas relações que o Magiluth explora na peça-palestra.
30/09
Show - “Nem toda pausa é espera"
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n,
Petrópolis - Caruaru)
Horário: 20h
Cantor e ator brasiliense, Rubi é
Bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes da Fundação Brasileira de
Teatro. Atuou em espetáculos musicais e já dividiu o palco com Vânia Bastos,
Zélia Duncan, Alzira, Kleber Albuquerque e Chico César, entre outros nomes da
música brasileira. Desde 2015 dividiu o palco com Elza Soares, como convidado
especial nos shows “A Mulher do Fim do Mundo” e ”Deus é mulher”, impressionando
o público com momentos de grande força cênica e vocal.
Dono de uma voz privilegiada, Rubi se prepara para o lançamento de seu terceiro álbum solo, "Nem Toda Pausa é Espera”. Neste show Rubi apresenta parte deste novo repertório inédito, bem como algumas canções significativas da sua carreira.
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