CARUARU TEM CENA REVIGORADA COM O FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE

 “Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Maré”.PH GABRIEL MELO - Hblynda Morais

O FETEAG - Festival de Teatro do Agreste segue com programação intensa em Caruaru até o dia 30 de setembro.  O Festival, que é totalmente gratuito, tem uma curadoria que, este ano, celebra a resistência dos artistas e fazedores de cultura, com espetáculos locais, nacionais e internacionais, de diferentes linguagens artísticas, como teatro, dança, performance, música, entre outras.

PROGRAMAÇÃO:

27/08

“Narrativas Encontradas Numa Garrafa PET na Beira da Maré”

Grupo São Gens de Teatro (Recife/PE)
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis - Caruaru)
Horário: 20h

O espetáculo “Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Maré”, do Grupo São Gens de Teatro coloca em evidência o espaço urbano do Recife e sua relação com as margens, discutindo os problemas inerentes ao fluxo contínuo de uma favela, suas poeticidades e mazelas. A montagem se baseia no universo do mangue, das palafitas, da maré e da diversidade dos sujeitos e suas narrativas.

A peça foi criada a partir da vivência do ator e dramaturgo Anderson Leite e sua família, na comunidade ribeirinha da Ponte do Pina (Recife/PE), na qual encontram a subsistência por  meio da pesca de marisco e sururu. Com as narrativas que atravessam todos que partilham daquele espaço para morada e/ou sustento, o dramaturgo dá vida a uma montagem que visa discutir temas importantes da sociedade contemporânea, tais como: homofobia, estupro, assédio, machismo, violência policial, racismo e vulnerabilidade social.

28/09

“Sopro D’Água”

Sopro d'Água - Fotos Thaís Lima

Gabriela Holanda (Olinda/PE)

Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis - Caruaru)

Horário: 20h

Em tempos de mudanças climáticas e agravamento de conflitos pela água, Sopro d’Água incorpora o grito de uma realidade invisibilizada. Pela experiência de um corpo-ambiente em fluxo, é evidenciada a necessidade da reconexão com o mundo aquático, fazendo emergir a pergunta: qual o lugar da água numa sociedade à beira de um colapso ambiental? Entre rios, mares, gotas, enchentes, lamentos e seca, a obra transpira a dimensão aquática e ambiental humana, percorrendo desde as memórias ancestrais à urgência da questão hídrica.

Uma dança de estados corporais, a partir da tríade água-corpo-ambiente, o espetáculo se apoia na compreensão de que somos e viemos da água, e possibilita ao espectador imergir em sua existência ambiental através do sensível. Criação processual da artista Gabi Holanda, com mais de sete anos de pesquisa, gerou vários desdobramentos artístico-pedagógicos.

29/09

“Estudo Nº1: Morte e Vida”

Grupo Magiluth (Recife/PE)

Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis - Caruaru)

Horário: 20h

No “Estudo Nº1: Morte e Vida” estão apontadas urgências sobressaltadas nos últimos anos, como a questão da migração em busca de condições “melhores” e da relação desse homem com a terra, com o trabalho, com a morte e com o poder político; a questão climática, da seca, e como isso tem afetado a(s) vida(s) em várias partes do mundo; como o assunto é perpassado pela política, que enriquece os coronéis e quem está no poder, enquanto empobrece a população e não atende aos cuidados básicos; o trabalho e a uberização (e a ideia que a competição e a flexibilização só tem provocado mais desemprego e pauperização). 

No decorrer da história do país, em inúmeras circunstâncias, pessoas foram levadas a deixar os seus territórios de origem em busca de melhores condições. Hoje, os “severinos” (personagem principal do poema) assumem várias nacionalidades e a migração tem outros encadeamentos. São essas relações que o Magiluth explora na peça-palestra.

30/09 

Show - “Nem toda pausa é espera"

Cópia de foto VICTOR SOLDANO - flavvio alves.
Rubi (Brasília/DF)

Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis - Caruaru)

Horário: 20h

Cantor e ator brasiliense, Rubi é Bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes da Fundação Brasileira de Teatro. Atuou em espetáculos musicais e já dividiu o palco com Vânia Bastos, Zélia Duncan, Alzira, Kleber Albuquerque e Chico César, entre outros nomes da música brasileira. Desde 2015 dividiu o palco com Elza Soares, como convidado especial nos shows “A Mulher do Fim do Mundo” e ”Deus é mulher”, impressionando o público com momentos de grande força cênica e vocal.

Dono de uma voz privilegiada, Rubi se prepara para o lançamento de seu terceiro álbum solo, "Nem Toda Pausa é Espera”. Neste show Rubi apresenta parte deste novo repertório inédito, bem como algumas canções significativas da sua carreira.

 

 

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