OBRAS DE GUITA CHARIFKER ESTÃO NA EXPOSIÇÃO "PAISAGEM ONÍRICA" NA CAIXA CULTURAL RECIFE
Continua
em cartaz na CAIXA Cultural Recife a exposição "Guita Charifker – Paisagem
Onírica", que apresenta a trajetória de intensa atividade artística da
pintora pernambucana falecida em 2017 e reconhecida nacional e
internacionalmente pela maestria na aquarela figurativa.
Com
curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra traça um panorama de sua produção
reunindo obras produzidas desde a década de 1960 e também fotos e vídeos que
apresentam a artista e as fases de sua obra. Com entrada franca e patrocínio da
Caixa Econômica Federal, a mostra fica em cartaz até o dia 17 de novembro de
2019, com visitação de terça-feira a sábado das 10h às 20h, e nos domingos, das
10h às 17h.
A
mostra, que começou a ser idealizada com a artista ainda em vida, torna-se a
primeira exposição póstuma em sua homenagem. Serão apresentadas cerca de 60
obras, entre gravuras, desenhos, pinturas e em especial as aquarelas, técnica
na qual Guita encontrou seu principal meio de expressão e nas quais utiliza uma
gama cromática surpreendente e luminosa.
As
peças foram selecionadas de coleções particulares e também do acervo pessoal e
familiar de Charifker. Pintora, desenhista, aquarelista, gravadora e escultora,
Guita Charifker nasceu no Recife em 1936 e desde cedo se engajou no movimento
artístico da cidade.
Aos 17 anos, estudou desenho e escultura no Ateliê
Coletivo da Sociedade de Arte Moderna, no Recife, ao lado do gravador Gilvan
Samico e do pintor José Cláudio, entre outros, sob orientação de Abelardo da
Hora. Desde o fim da década de 1960, Guita Charifker produziu desenhos de
inspiração surrealista, associando formas humanas a animais e vegetais,
realizados com precisão de detalhes, em obras de forte impacto visual e caráter
fantasioso. Na aquarela, passou a retratar naturezas-mortas com plantas e
frutos regionais, explorando padrões decorativos obtidos a partir de folhagens
e ramos de árvores, ou de objetos presentes na cena, como tapetes ou tecidos.
Para
Marcus Lontra, curador, "a aquarela do trabalho da Guita tem um movimento
que permite que ela pinte o vento. As aquarelas aguadas são menos rígidas,
capturam esses movimentos e permitem que a artista demonstre essa relação
bonita com Olinda, que é uma espécie de barroco sem culpa, à beira mar".
Se Lontra encontra nas palavras a alusão à Charifker enquanto uma "Matisse
de Pernambuco", foi Paulo Herkenhoff, que já ocupou por três anos o lugar
de curador do Museu de Arte Moderna de Nova York, MoMA, que traçou um paralelo
de qualidade e grandeza de três pintoras brasileiras que, segundo ele, se
continuam e equivalem: Djanira, Tarsila do Amaral e Guita Charifker. Herkenhoff
batizou o trabalho de Guita de "Arquitetura das Cores", ressaltando a
construção de texturas, volumes, planos e profundidades.
Guita
expôs em importantes espaços no Brasil, como Museu Nacional de Belas Artes,
Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães –
MAMAM. Em 1974, recebeu o prêmio de viagem ao México no Salão Global de
Pernambuco. A visita ao país latino marcou também a pintura de Guita, uma vez
que as aquarelas tornaram-se ampliações de detalhes da natureza, e folhas e
troncos, pretexto para áreas de cor.
Serviço:
[Artes Visuais] Guita Charifker –
Paisagem Onírica
Local: CAIXA Cultural Recife
Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE Visitação:
Até 17 de novembro de 2019
Horário: Terça-feira a sábado, das
10h às 20h | domingo, das 10h às 17h
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
para todos os públicos Acesso para pessoas com deficiência Informações: (81)
3425-1915 Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
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