Raphael Costa lança campanha de financiamento coletivo do seu primeiro álbum autoral

Após mais de 10 anos de carreira, o músico, compositor e produtor Raphael Costa, nome por trás da antiga Casa de Seu Jorge, se prepara para gravar seu primeiro álbum. Com produção de Marcelo Jeneci, o trabalho traz uma síntese do repertório e referências acumuladas na última década

O músico e produtor pernambucano Raphael Costa se prepara para gravar o seu primeiro registro autoral e lança campanha de financiamento coletivo no Kickante. O disco, que carrega o peso de sua bagagem de mais de uma década atuando no cenário da música popular brasileira contemporânea, conta com a produção de Marcelo Jeneci e participação de respeitados nomes da atual música pernambucana.

A demora para o registro de estreia, segundo explica o músico, fez parte do seu processo de amadurecimento como compositor e intérprete. “Eu nunca quis fazer um disco logo, sempre tive consciência de que precisava acumular minha própria bagagem. E agora eu sinto que este trabalho arredondou. Pra mim o disco está pronto, eu tenho muita propriedade sobre o que faço”, conta confiante, sobre a consistência de seu trabalho.


E eu acho muito justo Marcelo Jeneci ser o produtor, porque a gente troca ideias há muito tempo. Há colaboração muito grande, uma relação de muita verdade. Ele é um tipo de conselheiro. É a pessoa mais indicada mesmo”, conta Raphael sobre a escolha de Jeneci, amigo de longa data, com quem coleciona parcerias.

É uma parceria de Raphael com Marcelo Jeneci a música “9 luas”, que encerra o disco De Graça (2013), mais recente trabalho do amigo e produtor. Em sua trajetória, o pernambucano coleciona ainda parcerias com Zé Manoel, Thiago Hoover, Vanessa Oliveira, Cezzinha, Bruna Caram, Juliano Holanda, Breculê e Wassab, entre outros.

No repertório do álbum, Raphael busca fazer uma síntese dos seus trabalhos e referências na última década. “Eu acredito que são canções que falam, de um jeito muito sincero, do que eu acredito. Todas essas músicas vêm de lugares muito íntimos meus, e que são complementares”, explica o músico.

E referências não faltam. Só na Casa de Seu Jorge, Raphael produziu e acompanhou mais de 400 shows, de diversas vertentes e estilos musicais. Do chorinho ao jazz, com apresentações de nomes como Dominguinhos, Elba Ramalho, Maestro Spok, Lula Queiroga, Alaíde Costa, Sá e Guarabyra, Renata Rosa e Renato Braz, este último acabou reverberando com uma parceria em shows subsequentes.

Mas é na MPB de Gilberto Gil, Djavan e Gonzaguinha, dos discos que ouvia na infância com os pais, que ele vai buscar suas maiores influências para compor. “Eu acho difícil determinar qual deles influenciou mais que o outro. Mas foram suas músicas que determinaram a minha escolha por fazer música popular brasileira”, revela Raphael.


No álbum, ele conta com o luxuoso reforço dos músicos Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda, Ave Sangria), Lucas dos Prazeres (Orquestra dos Prazeres), Rogério Samico (Marsa), Thiago Hoover e Luccas Maia (Mamelungos). Une-se ao time ainda o músico e técnico de iluminação Thiago Lasserre, que programa as luzes em tempo real, do palco, durante os shows.

Comentários

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  2. O Brasil que se prepare, pois aí vem daquelas surpresas que estavam fazendo falta ao nosso cenário musical.

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