CAIXA Cultural Recife recebe “A Casa de Todos”e transforma a tradição das artes têxteis e da narrativa em experiência imersiva gratuita para todas as idades

Foto divulgação

 De 1º a 25 de outubro, a instalação da artista visual Leila Alberti reúne oficinas, contações de histórias e encontros com mestres de saberes tradicionais, propondo vivências de criação e reconexão com o fazer manual. 

Outubro chega com um convite para todas as idades. De 1º a 25/10, a multicolorida instalação A Casa de Todos, da artista visual Leila Alberti, muda-se para a CAIXA Cultural Recife depois de encantar Curitiba, Rio de Janeiro e Fortaleza. Uma estrutura de 9 m2 e 2,7m de altura totalmente envolta pela trama de peças de crochê confeccionada por artistas e artesãs da ONG Lucianas e Marias (PR), acolhe uma programação gratuita voltada para o resgate da tradição das artes têxteis e das narrativas. 


Neste lugar, os fios contam histórias, as mãos criam e a imaginação ganha espaço, é possível viver uma experiência que transforma o contato com a arte em oportunidade de brincar, experimentar, aprender e viver momentos de convivência que estimulem uma conexão com a criatividade e com o presente. O projeto conta com patrocínio da CAIXA.


A abertura (para a imprensa e convidados) acontece no dia 1º de outubro, às 18h, com uma sessão de contação de Cadu Cinelli e a oportunidade de conhecer a proposta do trabalho em contato direto com os artistas participantes.


Numa curadoria que valoriza diferentes saberes (locais e de outras regiões), as oficinas, voltadas para maiores de 16 anos, propõem um encontro entre tradição e contemporaneidade. Traz desde o crochê mais tradicional ao crochê brincante, passando por bordado, tecelagem, macramê, esculturas e outras possibilidades de criação.


A programação do projeto contempla ainda a tradução das narrativas orais, com contações de histórias infanto-juvenis, que acontecem aos sábados, abertas ao público visitante, sempre com intérprete de Libras ampliando a acessibilidade do espetáculo.


Entre os destaques está o artista Rafael Codognoto, que apresenta esculturas produzidas a partir da compactação e ressignificação de roupas. O trabalho convida a olhar de outra maneira para aquilo que muitas vezes é descartado e transforma tecidos e peças de vestuário em matéria para a criação artística, aproximando arte, sustentabilidade e manualidade.

Outro momento especial será o encontro com as mulheres do Coletivo Quilombo de São Lourenço, comunidade localizada em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Marisqueiras e artesãs, as integrantes transformam saberes, materiais e referências da própria comunidade em acessórios e trabalhos artesanais. Conchas, redes de pesca e outras matérias presentes no cotidiano local ganham novas formas, cores e significados. Uma participação que amplia o olhar sobre a arte têxtil ao colocar em evidência identidade, memória, ancestralidade, geração de renda e valorização da cultura local.

Para a idealizadora do projeto, Leila Alberti, A Casa de Todos nasce como um convite ao encontro consigo mesmo, com o outro e com o próprio tempo. A artista busca incentivar a valorização do fazer coletivo e resgatar as artesanias femininas, questionando imposições sociais e preconceitos relacionados ao gênero. “Frente às facilidades proporcionadas pelo avanço da tecnologia, o objetivo é estimular a sensibilidade para o fazer manual e lembrar o papel fundamental de homens e mulheres na construção diária e harmônica de nossas relações”, afirma. Leila acrescenta que , adentrar a casa é também entrar em um espaço de acolhimento, escuta e reflexão, no qual o processo de construir junto se torna tão importante quanto a obra final. “A Casa de Todos” propõe, assim, uma pausa diante do excesso e da velocidade de informações, valorizando a paciência, o afeto e a capacidade de criar relações por meio da arte e da manualidade.

Sobre Leila Alberti: A artista vem trabalhando sobre suas memórias do passado em meio a natureza e do que é visto e vivido no convívio urbano. A identidade do ser e suas ações na sociedade a conduzem na série têxtil no Coletivo Bordas e em projetos sociais de arte. Vive e trabalha em Curitiba. Nasceu em Quilombo – SC em 1965. Graduada em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná - EMBAP (1987) e pós-graduada em Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte - Universidade Tuiuti do Paraná (2005). Entre suas principais exposições individuais destacam-se: A Casa de Todos e o jardim na Galeria Layla Tarran na FAP Unespar Curitiba (2023), A Casa de Todos no Museu Municipal de Arte - Curitiba (2022), Irreversíveis no Museu de Arte de Blumenau (2021), Espaço Krissart em Miami (2001), na Casa da Cultura de Quilombo - SC (2000), e no Espaço CEF Quilombo - SC (2000), e no Espaço CEF Curitiba (1994).

Para a confecção da instalação, Leila contou com a participação de artistas têxteis e das artesãs da ONG Lucianas e Marias, organização sem fins lucrativos sediada em Curitiba (PR) que promove saúde mental e geração de renda através de aulas e oficinas de crochê e tricô para famílias em vulnerabilidade social, comunidades e em postos de saúde.

Confira a programação das oficinas:

02 e 03/10 (10h às 13h): “Crochê Brincante”, com Leila Alberti
02 e 03/10 (14h às 17h): “Esculturas Moles”, com Rafael Codognoto
06 e 07/10 (14h às 17h): “Borda Palavra!”, com Nanda Mélo
09 e 10/10 (10h às 13h): “Crochê Livre”, com Clara Nogueira
13 e 14/10 (14h às 17h): “Experimentações em Tear de Papelão, com Clarissa Machado
16 e 17/10 (10h às 13h): Oficina com o Coletivo Quilombola de São Lourenço
20 e 21/10 (14h às 17h): “Aquele Cheiro do Tempo”, com Luciana Borre
23 e 24/10 (10h às 13h): “Bordar Mapas para Contar Sonhos”, com Cadu Cinelli.

Confira a programação das contações de histórias:

03/10 (17h) “Caderno de Sonhos” com Cadu Cinelli
10/10 (17h) “... Finalmente!” com Yalle Feitosa
17/10 (17h) “Conversa de Comadre” com Nanda Mélo
24/10 (17h) “Histórias do Meu Povo” com Roma Julia.


Sinopses e bios:


Sessões de histórias:

03/10 às 17h – Cadu Cinelli – “Caderno de Sonhos” 

“Caderno de Sonhos” é uma sessão de histórias feita por Cadu Cinelli, que se debruça sobre as narrativas oníricas e histórias de vida para serem contadas ao longo do encontro com o público. Além de narrar, Cinelli também abre espaços durante a sessão para que os espectadores também possam trazer à tona seus sonhos e algumas de suas narrativas sobre as pessoas de relevância em suas vidas. Somos pessoas porque contamos histórias. E esta sessão celebra este feito. Para isto Cadu se utiliza de alguns cadernos com seus próprios desenhos para contar alguns de seus sonhos e um dos mitos que compõem a sessão. Assim como também abre um caderno para poder anotar os sonhos dos espectadores ao mesmo tempo que conta outros já narrados nas sessões anteriores. Uma manta bordada com lenços de sua avó é dispositivo para delicadas narrativas sobre essas mulheres que nos antecedem. Uma caixa de madeira com ilustrações narra a história de uma guerreira com antiga técnica do Kamishibai (teatro de papel) e um Crankie embala, ao ser desenrolado, uma canção sobre as origens do universo. 


Cadu Cinelli é contador de histórias, ator, diretor teatral, artista educador e têxtil. Desde 2017, desenvolve o projeto “Percursos Afetivos”, de narração itinerante com bicicletas, premiado pelo Selo do Programa Bicicleta Brasil (2024). Integra “Os Tapetes Contadores de Histórias” desde 1998, atuando no Brasil e no exterior. É bacharel em Artes Cênicas (UNIRIO), especialista em Psicologia Junguiana (PUC-Rio) e doutor em Geografia (UFPR), com sanduíche na Universidade do Porto. Sua tese sobre “Narração de histórias e Geografia” foi premiada por excelência pela UFPR. Nascido no Rio de Janeiro num dezembro de 1979, Cinelli está radicado em Curitiba desde 2017. Em 2025 recebe o Prêmio Nacional Baobá de Contadores de Histórias na cidade de Belém em reconhecimento de sua trajetória como artista, narrador e pesquisador. 

 

10/10 às 17h –  Yalle Feitosa “… Finalmente!” 

Finalmente (!) vamos descobrir juntos o que finalmente vai se revelar depois que João anda mais de 1001 dias, ou depois que João atravessa 7 paisagens para ir ao aniversário da princesa? ?!  “Finalmente...!” é uma sessão de Yalle Feitosa com contos acumulativos populares e de própria autoria.  


Yalle Feitosa é mãe, contadora de histórias e mediadora de leituras da Biblioteca Casa da Gente, trabalha com programação e mediação cultural no Centro Cultural Sesc Garanhuns, membro da ABCH e da RIC. 


17/10 às 17h – Nanda Mélo – “Conversa de Comadre” 

Essa sessão é um convite para partilhar histórias com o mote da diversidade e da pluralidade costurados com a leveza e a alegria do encontro de comadres que amam uma boa prosa. A partir da cumplicidade e da costura íntima com a presença da plateia, Nanda Mélo conta e questiona histórias de tradição oral, provocando a pensar em outros finais e começos possíveis. 


Nanda Mélo é pernambucana de Caruaru, atriz, contadora de histórias e escritora. É mestra e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, integrando o Coletivo de Estudos Poéticas do Aprender (CNPq/UFRN). Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também é professora de Teatro do Colégio de Aplicação desde 2016. Trabalha como formadora na linguagem artística da narração oral e investiga a interface cena-narração em criações para as infâncias como o espetáculo “Do céu do meu quintal” (2023) com a “Cena Miudinha” (PE). Atualmente, está produzindo o seu primeiro livro de poesias “Pele na agulha” (TAUP) e circulando de maneira independente com a performance narrativa “Conversa de comadre”. 

 

24/10 às 17h – Roma Julia – “Histórias do Meu Povo” 

Pedagoga e Contadora de Histórias. Curiosa pela tradição oral, dedica-se ao desenvolvimento de ações de incentivo à literatura e à equidade racial. Acredita que todos trazem em si o potencial criativo para a produção de histórias a partir do resgate de suas memórias. Idealizadora do “Histórias do Meu Povo”, projeto que já reuniu narrações populares do litoral ao sertão de Pernambuco. 

 

Oficinas: 

02 e 03/10, das 10h às 13h - Crochê Brincante com Leila Alberti 

A artista plástica Leila Alberti propõe uma experiência lúdica utilizando um crochê livre - à partir de pequenos fragmentos de trama pré-crochetada - utilizando fios e lãs variadas e agulhas de tamanhos diferentes, a criação de uma forma orgânica.  O “Crochê Brincante” além de ser uma oportunidade de criar livremente, é também um momento de pausa e acolhimento na “Casa de Todos”, relaxamento e conexão com a arte manual de forma significativa e enriquecedora. 


Leila Alberti vem trabalhando sobre suas memórias do passado em meio a natureza e do que é visto e vivido no convívio urbano. A identidade do ser e suas ações na sociedade a conduzem na série têxtil no Coletivo Bordas e em projetos sociais de arte. Vive e trabalha em Curitiba. Nasceu em Quilombo – SC em 1965. Graduada em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná - EMBAP (1987) e pós-graduada em Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte - Universidade Tuiuti do Paraná (2005). Entre suas principais exposições individuais destacam-se: “A Casa de Todos” e “O jardim” na Galeria Layla Tarran na FAP Unespar Curitiba (2023), “A Casa de Todos” no Museu Municipal de Arte - Curitiba (2022), “Irreversíveis” no Museu de Arte de Blumenau (2021), Espaço Krissart em Miami (2001), na Casa da Cultura de Quilombo - SC (2000), e no Espaço CEF Quilombo - SC (2000), e no Espaço CEF Curitiba (1994).  Entre as coletivas de que participou, destacam-se: “Quando o Afeto nos Uniu” na Galeria Ervin Teichmann em Pomerode/SC (2023), “Reencontros em 22”, Museu Municipal de Arte - Curitiba (2022), “Corpo na Linha de Borda”, Museu Municipal de Arte, Curitiba (2021), “A Espera” no Centro Cultural Heitor Stockler de França - Curitiba (2020) Bienal Fibra/ Galeria DMAE (Porto Alegre, RS, 2019), 66° Salão Paranaense, Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2017), “Earth. The Essence of Survival”, ONU/New York - USA (2016), “Grupo de Cerâmica” no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2013 e 2015), “Coisas de Alice” no Museu Alfredo Andersen (Curitiba, 2013), “O Feminino” Entrecores Espaço de Arte - São Paulo (2013), Salão Elke Hering de Arte Contemporânea/Museu de Arte de Blumenau (2012), Salon des Artistes Indépendants Grand Palais Paris (2013), Salão Elke Hering de Arte Contemporânea/Museu de Arte de Blumenau (2012), Salon des Artistes Indépendants, Grand Palais, Paris France (2012), SP Expressions - Ward Nasse Gallery, (New York, 2010) - www.leilaalberti.com.br  

 

02 e 03/10 das 14h às 17h: Esculturas Moles com Rafael Codognoto 

As pequenas esculturas serão construídas a partir de uma peça de roupa, com costuras manuais.O objetivo é ressignificar peças descartadas em peças artísticas, promovendo relações entre arte e sustentabilidade, valorização de manualidades e troca de saberes. 


Rafael Codognoto (Carlópolis-PR, 1985) é bacharel em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2009) e trabalha desde sua infância com objetos ressignificados. Sua primeira exposição individual foi na Casa de Leitura Jamil Snege, pela Fundação Cultural de Curitiba (2001). Seu processo consiste principalmente em evidenciar a impregnação afetiva trazida pelos objetos descartados que coleta, em função de suas vidas e usos pregressos. Agrupando-os em composições que transformam seu significado e mensagem, aborda questões urbanas e ambientais, assim como questões sociais relacionadas à infância, memória, gênero e repressão, na técnica da assemblage.  


Teve como último projeto a exposição coletiva “Quando o afeto nos uniu”, na Galeria Municipal de Pomerode – SC, do Coletivo “BORDAS - Bordado Solidário” de Curitiba (2023). Vive em Curitiba-PR, mantendo um espaço expositivo e atelier em sua residência no bairro Boa Vista. 

 

06 e 07/10, das 14h às 17h: “Borda Palavra!” com Nanda Mélo 

A oficina propõe a experimentação prática da linguagem artística da contação de histórias a partir da relação de costura com o corpo no espaço cênico e com a palavra acionando narraturgias. 


Nanda Mélo é pernambucana de Caruaru, atriz, contadora de histórias e escritora. É mestra e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, integrando o Coletivo de Estudos Poéticas do Aprender (CNPq/UFRN). Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também é professora de Teatro do Colégio de Aplicação desde 2016. Trabalha como formadora na linguagem artística da narração oral e investiga a interface cena-narração em criações para as infâncias como o espetáculo “Do céu do meu quintal” (2023) com a “Cena Miudinha” (PE). Atualmente, está produzindo o seu primeiro livro de poesias “Pele na agulha” (TAUP) e circulando de maneira independente com a performance narrativa Conversa de comadre. 

 

09 e 10/10, das 10h às 13h: oficina de Crochê Livre com Clara Nogueira 

A oficina propõe uma introdução ao crochê de forma livre (freeform crochet), técnica que rompe com padrões rígidos e receitas pré-estabelecidas, estimulando a criação intuitiva a partir da combinação de pontos, cores, texturas e formas.Partindo do crochê como linguagem artística e ferramenta de expressão, os participantes serão convidados a explorar possibilidades criativas através da construção de composições têxteis. A atividade articula técnica, imaginação e experimentação, valorizando os processos manuais como formas de narrar. 


Clara Nogueira encontrou nas linhas, agulhas e tecidos uma forma de compreender e narrar o mundo. Borda e faz crochê desde a infância, construindo uma relação afetiva com os saberes têxteis que mais tarde se tornariam também campo de pesquisa, criação e compartilhamento. Desde 2014 desenvolve ações formativas de técnicas têxteis para adultos e crianças. Criadora do projeto “Linhas de Fuga”, plataforma dedicada à divulgação de seus processos criativos, trabalhos e pesquisas sobre arte têxtil. Desde 2016 participa de exposições coletivas e realizou as exposições individuais “Bestiário Feminino” (2021), Mátria (2022) e “O que eles chamam de amor” (2024), nas quais explora o potencial poético e político das linguagens têxteis. Em 2018, integrou a instalação coletiva “Melissa Campana Crochet”, desenvolvida e idealizada pelos Irmãos Campana a partir de mais de 17 mil metros de fios de PVC reciclados, apresentada na Galeria Melissa. Também é idealizadora do projeto “Mulheres que Tecem Pernambuco”, mestre em Artes Visuais e doutora em Desenvolvimento Urbano. Suas pesquisas aproximam os estudos sobre mulheres, trabalho têxtil e o território 

 

13 e 14/10, das 14h às 17h: Experimentações em Tear de Papelão com Clarissa Machado  

A oficina propõe uma experiência introdutória com a tecelagem a partir da construção e utilização de um tear artesanal de papelão. A atividade tem como objetivo principal possibilitar aos participantes a compreensão dos princípios básicos da tecelagem, explorando a relação entre fios, tramas, cores, texturas e entrelaçamentos. 


Clarissa Machado nasceu em Recife, PE, em 1986. Possui graduação e mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)  e atua como professora, pesquisadora e artista visual. Em seus trabalhos, investiga a experimentação têxtil por meio de diferentes técnicas e materiais, construindo composições que transitam, sobretudo, pelo campo da abstração visual. Seu processo de criação valoriza a materialidade, o fazer manual e as possibilidades de construção de narrativas por meio dos fios, das tramas, das texturas e das relações entre diferentes elementos têxteis 

 

16 e 17/10, das 10h às 13h: Tecendo Ancestralidade com coletivo Quilombolas do São Lourenço 

A oficina Tecendo Ancestralidade propõe a valorização e a transmissão de saberes tradicionais ligados ao fazer artesanal com ponto de rede de pesca. A atividade será conduzida por duas artesãs quilombolas de São Lourenço, compartilhando técnicas que podem ser aplicadas tanto na moda quanto na criação de acessórios contemporâneos. São mulheres marisqueiras quilombolas, artesãs que criam e produzem acessórios de moda desde 2009.Além delas, outras mulheres e homens da região colaboram na produção, gerando renda e visibilidade para a comunidade.“Seguimos o ritmo da maré, fortalecendo a nossa identidade quilombola.Tudo que produzimos é artesanal e sustentável.Moda feita à mão por nós, mulheres. Nossa produção é local e nossos produtos são feitos de tempo, talento e amor, para durar e encantar!Cada peça é única recheada de história e singularidade”. 

 

20 e 21/10, das 14h às 17h: Aquele Cheiro do Tempo com Luciana Borre 

A oficina convida a uma performance têxtil em crochê. Pontos específicos da técnica são ensinados para a ampliação de uma longa cauda de um vestido. Momentos de gestos têxteis ritualizados e conectados com a criação de afetos comuns. Um convite para criação de memórias coletivas com o uso de fios e agulhas. Podem participar interessados com qualquer nível técnico de crochê, desde iniciantes até avançados.  “Aquele cheiro do tempo” busca envolvimento com o público e tem interesse na criação multidimensional dos tempos passado, presente e futuro. É uma performance lenta e ritualizada que mergulha nas memórias que a materialidade têxtil pode criar, principalmente com aquelas peças que ficam guardadas por gerações dentro dos armários. 


Luciana Borre (1982) é Docente Artista interessada nas Práticas Têxteis Contemporâneas, na Formação Docente e na Educação da Cultura Visual. Atua como artista têxtil, litógrafa, professora nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco, e como editora chefe da Revista Cartema. Integra o Grupo de Pesquisa em Ensino das Artes Visuais (UFPE/UFPB/CNPq) e foi professora na Educação Básica. É doutora em Arte e Cultura Visual, Mestre em Educação, Especialista em Gestão Educacional e Pedagoga. 

 

23 e 24/10, das 10h às 13h: Bordar mapas para contar sonhos com Cadu Cinelli  

A oficina de Cadu é um convite artístico para mergulhar nas narrativas dos sonhos. As pessoas são convidadas a compartilhar sonhos experienciados durante o estado de sono, e a partir da transposição em imagens com o corpo, a voz e desenhos, mapas em tecido com bordados são criados para cartografar os caminhos dos sonhos. Cadu abre espaço para expandir e ampliar nossos repertórios de narração de histórias, ao incorporar os mitos coletivos a partir da experiência das imagens oníricas. Ao mesmo tempo que compreende a urgência de trazer para espaços compartilhados e comunitários o sonho coletivo a partir da indagação: “Uma sociedade que conta os seus sonhos pode sonhar coletivamente?” 


Cadu Cinelli é contador de histórias, ator, diretor teatral, artista educador e têxtil. Desde 2017, desenvolve o projeto “Percursos Afetivos”, de narração de histórias itinerante com bicicletas, premiado pelo Selo do Programa Bicicleta Brasil (2024 e 2025). Integra “Os Tapetes Contadores de Histórias” desde 1998, atuando no Brasil e no exterior. Está radicado em Curitiba desde 2017, ponto de chegada e partida para seus projetos artísticos e acadêmicos. Bacharel em Artes Cênicas (UNIRIO), especialista em Psicologia Junguiana, Arte e Imaginário (PUC-Rio) e doutor em Geografia (UFPR), com sanduíche na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Sua tese sobre Narração de histórias e Geografia foi premiada por sua excelência pela UFPR. Em 2025 recebe o Prêmio Nacional Baobá de Contadores de Histórias na cidade de Belém em reconhecimento de sua trajetória como artista-narrador, o GRALHA AZUL pela direção do espetáculo Plumaje e em 2026 o Prêmio Cultura e Divulgação da Câmara de Vereadores de Curitiba. 


SERVIÇO

Instalação interativa A Casa de Todos.                 

Local: CAIXA Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
Visitação: De 02 a 25 de outubro de 2026.                                                             Abertura: 1º de outubro, às 18h (para imprensa e convidados)
Entrada franca                                                                                                                   

Oficinas: turmas às terças e quartas (14h às 17h) sextas-feiras e sábados (10h às 13h)                     
Classificação:  a partir dos 16 anos.                                                                                          Inscrições: site CAIXA Cultural (quatro dias antes da realização da oficina)
Contações de histórias: aos sábados, às 17h). Classificação: livre para todos os públicos.  Inscrições abertas todas as quartas-feiras no site  CAIXA Cultural
Outras informações: site CAIXA Cultural| Instagram @caixaculturalrecife
Patrocínio: CAIXA 
Crédito das imagens: Levi Meirelles

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em outubro, programação do Teatro RioMar Recife conta com humor, música e espetáculos infantil e adulto

CAIXA Cultural Recife recebe "Grandes Pequeninos" com show teatral no feriadão do Dia das Crianças

Instituto Ricardo Brennand promove formação exclusiva para professores a partir da exposição Degas/Borges