Festival Cena Peixinhos traz shows e batalhas de rima autorais de Pernambuco para o centro do Recife
![]() |
| Banda Eddie com a participação da Orquestra do Frevo do Babá | Foto Hugo Muniz |
Programação ocorro no dia 19/02, no Cais da Alfândega, a partir das 19h, com Afroito, Capim Santo, Carranza, Coco Raízes de Arcoverde, Dj Big + batalhas de rimas, Eddie + Orquestra de Frevo do Babá, e Vírus
O Festival Cena Peixinhos preserva a tradição de celebrar a música pernambucana autoral, com uma diversidade de artistas e bandas na programação. Neste mês de fevereiro, realiza a sua 16ª edição trazendo shows gratuitos para o centro do Recife, no Cais da Alfândega (em frente à escultura do caranguejo), a partir das 19h. O encontro na rua reúne as apresentações de Afroito, Capim Santo, Carranza, Coco Raízes de Arcoverde, Dj Big + batalhas de rima (nos intervalos), Eddie, festejando 35 anos de banda, com a participação da Orquestra de Frevo do Babá, além da Vírus abrindo as apresentações.
Assim como nos anos anteriores, o Cena Peixinhos ocupa o Bairro do Recife justamente por nascer com o DNA do manguebeat, tendo a arte independente em sua essência. O tema deste ano é “Salve o Nascedouro”, sendo um pedido de socorro para o Nascedouro de Peixinhos, equipamento público com mais de 100 anos de história e que fica nos limites entre Recife e Olinda.
A realização do festival é da Mouras Produções Artísticas, com patrocínio da Prefeitura do Recife, por meio da Fundação de Cultura Cidade do Recife, e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Governo do Estado de Pernambuco.
“Em um único palco e data, as atrações dialogam a partir das suas identidades e ritmos, como coco, rock, reggae e hip hop. Musicalmente, a programação une artistas e grupos das antigas e da atualidade, possibilitando uma vivência de compartilhamento entre produções artísticas e musicais”, declara o produtor cultural e coordenador do festival, Harryson Moura.
Entre as atrações com mais anos de existência estão o Samba de Coco Raízes de Arcoverde, grupo do Sertão do estado, e as bandas Eddie, Capim Santo e Carranza, todas de Olinda/PE. Além do mais, Afroito (Olinda), juntamente com a banda, Dj Big, do Recife/PE, nos intervalos da programação, dando palco para as batalhas de rima, e a banda Vírus, do Recife, com uma apresentação de hip hop.
“Afroito está representando a nova cena, com uma identidade ancestral e afrofuturista, além de ser da periferia de Olinda. O Festival Cena Peixinhos também resgata e respeita a ancestralidade, sendo um caminho para potencializar ainda mais a arte negra. Sem arte, morre-se de realidade”, acrescenta.
Dj Big celebra o espaço para o hip hop no Cena Peixinhos, sobretudo para artistas das batalhas de rima de Pernambuco. “A vivência de estar no palco é algo necessário para as pessoas que estão levando suas ideias por meio de palavras e versos, música e poesia no dia a dia dos encontros de rima nas periferias e nos centros das cidades. Então, esses e essas artistas necessitam estar na programação de festivais no geral”, comenta.
Com a autoria da produtora cultural Ana Beatriz Bronzeado, a identidade visual do Festival Cena Peixinhos 2025 é mais do que um conjunto de elementos. Ela é pensada para uma vivência afetiva e de luta.
“O ponto de partida é entender o que faz deste festival resistente. A ideia central nasce da própria essência e história do Cena Peixinhos. Recife e Olinda têm uma energia efervescente, onde tradição e inovação caminham juntas. O objetivo é traduzir esse encontro de tempos, ritmos e expressões em uma identidade visual e de comunicação, direta com o público, de essência vibrante e diversa da cultura afropernambucana”, explica.
Um dos temas centrais da arte de divulgação é a torre do relógio do Nascedouro de Peixinhos. “Busquei uma fusão entre a resistência e a potência criativa da cultura popular, um patrimônio que traz histórias e memórias. Ao lado dela, a cultura afropernambucana segue abrindo caminhos e possibilidades, ressignificando os espaços e gerando encontros”, destaca.
A pauta é conectar arte, cultura e pessoas. “O conceito foi pensado a partir de uma junção de diversas formas da arte, onde diferentes gerações, estilos e linguagens se encontram para criar algo novo, pulsante e resistente. É importante que a identidade seja pensada de uma forma que gere conexão com o público, fortalecendo sua mensagem e transformando o festival em algo memorável”, pontua a artista.
O Festival Cena Peixinhos existe desde 2010, com o objetivo de celebrar a cultura e a música locais, além de ser um espaço de resistência.
“A inspiração visual também está nas origens do festival, no território onde nasceu como manifesto social e continua. Sua primeira edição aconteceu no Nascedouro de Peixinhos (antigo Matadouro), na divisa entre Olinda e Recife, um espaço que simboliza essa fusão cultural e há mais de uma década mantém viva a essência”, lembra.
Combinação
Ana Beatriz Bronzeado também explica sobre as cores, tipografia e elementos gráficos. “São tons vibrantes dos blocos de carnaval, o azul do Capibaribe, o amarelo do pôr do sol na orla de Olinda, Já a tipografia e os elementos gráficos resgatam a cultura urbana, periférica e preta, mas com uma abordagem contemporânea, que se adapta tanto aos meios digitais quanto aos impressos”, conta.
Festival Cena Peixinhos (16ª edição - tema: Salve o Nascedouro)
Data: 19 de fevereiro (quarta-feira)
Local: Cais da Alfândega (Bairro do Recife - em frente à escultura do caranguejo)
Horário: a partir das 19h
Atrações: Afroito, Capim Santo, Carranza, Coco Raízes de Arcoverde, Dj Big + batalhas de rima, Eddie + Orquestra do Babá, e Vírus
Gratuito, é na rua!
%20-%20Banda%20Eddie%20celebra%2035%20anos%20no%20Festival%20Cena%20Peixinhos%202025,%20com%20a%20participa%C3%A7%C3%A3o%20da%20Orquestra%20do%20Frevo%20do%20Bab%C3%A1.jpg)
Comentários
Postar um comentário