Festival VerOuvindo exibe, neste domingo (26), o filme Paloma, de Marcelo Gomes, que retrata a jornada de uma mulher trans para casar na igreja
A programação do Festival
VerOuvindo exibe neste domingo (26) o longa-metragem Paloma, do cineasta
Marcelo Gomes (1h44min, fic, classificação 16 anos, 2022), às 19h, no cinema do
Museu, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no bairro de Casa
Forte. Pioneiro no Brasil na difusão audiovisual com acessibilidades, o
Festival promove uma experiência inclusiva no audiovisual brasileiro e, em sua
8ª edição, celebra o cinema de rua. A entrada é gratuita.
O filme narra a história de
Paloma, uma mulher trans determinada a concretizar seu grande sonho: um
casamento tradicional na igreja com seu namorado Zé. Apesar de trabalhar
arduamente como agricultora em uma plantação de mamão para juntar dinheiro e
custear a celebração, ela se depara com a recusa do padre em realizar a
cerimônia, forçando-a a confrontar os preconceitos e desafios da sociedade
rural. Paloma enfrenta violência, traição, discriminação e injustiça, porém sua
fé permanece inabalável.
O FESTIVAL - O Verouvindo é um festival de cinema inclusivo, que proporciona ao público uma experiência imersiva e afetiva ao destacar o acesso da acessibilidade comunicacional no cinema. Tem a direção executiva de Liliana Tavares, audiodescritora e gestora da Com Acessibilidade Comunicacional, empresa que atua com a consultoria e execução de projetos de acessibilidade comunicacional nas áreas das artes, da cultura, do turismo, da mídia e da educação.
Gratuito, o evento tem o objetivo de contribuir para a inclusão cultural das pessoas com deficiência sensorial, de proporcionar formação para profissionais das acessibilidades da da cadeia de produção do cinema e de engajar professores e estudantes da área do audiovisual a refletirem sobre a produção técnica e estética, além de realizar exibições de filmes em salas de cinemas com as acessibilidades aparentes, isto é, sem a mediação de aplicativos.
O Festival conta com a exibição de filmes de curta e de longa-metragem, todos apresentados com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência: audiodescrição (AD), Tradução Audiovisual em Língua de Sinais (Tals) e Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Com as acessibilidades aparentes, isto é, sem a mediação de aplicativos, e sempre em sessões bilíngues (português e Libras), o público verá curtas pernambucanos, como Dorme Pretinho, de Lia Letícia; Ciranda feiticeira, de Thiago Delácio, e Recife de dentro para fora, de Kátia Mesel, frutos do Prêmio Serviço VerOuvindo de Acessibilidade.
Nesta edição do VerOuvindo, a já tradicional Sessão Memória tem como foco a defesa da importância do cinema de rua. Por isso, o sábado, dia 2 de dezembro, será dedicado ao tema. Pela manhã, haverá a exibição do filme Censura livre (28 min, doc, livre, 1981), de Ivan Cordeiro. Um dos clássicos do movimento Super-8 pernambucano, o média-metragem mostra a transformação de muitos dos cinemas de rua do Recife. Logo em seguida, haverá a aula: “Das telas às ruas: o Recife Cinematográfico”, a cargo da curadora do VerOuvindo, professora de Cinema da UFPE, Amanda Mansur.
Em seguida, haverá ainda a exibição do curta Quem me quer, de Tiago Pinheiro, documentário sobre o nosso majestoso Cinema São Luiz. O público poderá participar fazendo perguntas e comentários. No turno da tarde, o festival promove uma excursão pelos antigos cinemas do Centro do Recife. Essa ação, comandada pelo Coletivo #CineRuaPE, é intitulada de “Passeio Fantasma” (91 min, doc, classificação 12 anos, 2023) em alusão ao mapa afetivo que o cineasta Kleber Mendonça Filho apresenta em seu último filme, Retratos fantasmas. Representante do Brasil no Oscar de 2024, essa obra será exibida com as acessibilidades abertas para todos os públicos, à noite, no encerramento do Festival.
Um dos momentos mais esperados do VerOuvindo é o das mostras competitivas que reúne profissionais da acessibilidade atuantes em vários estados brasileiros, experientes e iniciantes, para concorrer aos prêmios de Melhor Audiodescrição e de Melhor Tals, nas categorias: ficção, documentário e animação. O público também poderá votar, com cédulas em braille, em tinta e em fonte ampliada, para eleger a Melhor Audiodescrição e a Melhor Tals pelo Júri Popular.
Para o público infanto-juvenil,
haverá a exibição do filme Pedrinho e a chuteira da sorte (44 min,
animação, livre, 2018), animação da Viu Filmes, que conta a história e um
menino, apaixonado por futebol, que sonha em se tornar o maior jogador do
mundo. Em sua jornada, a chuteira da sorte lhe ajuda a aprimorar suas
habilidades e superar obstáculos no campeonato do bairro.
Gratuito, o Festival tem
incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), Fundação de Cultura Cidade
do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife. Premiado, em 2018 foi
vencedor do Concurso de Boas Práticas da Sociedade Civil do Mercosul em
Acessibilidade no Audiovisual, da Recam. No mesmo ano, recebeu o Voto de
Aplauso, da Câmara dos Vereadores da Cidade do Recife, e, em 2021, recebeu o
Voto de Aplauso da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Homenageados - O 8º Festival Verouvindo prestará uma homenagem ao professor e tradutor de Libras Alessandro Vasconcelos, e à audiodescritora e doutora em Estudos de Linguagem Larissa Costa.
A abertura oficial, no dia 29 de
novembro, às 19h, contará com as palestras dos homenageados: “Relato de
experiência: AD simultânea da Copa do Mundo na TV e AD gravada da novela Todas
as flores, para o streaming e para a TV”, por Larissa Costa; “A
importância da atuação da pessoa surda na equipe de tradução para Libras no
audiovisual”, por Alessandro Vasconcelos.
Jornada VerOuvindo - Em paralelo ao festival, é realizada
a Jornada VerOuvindo, com atividades formativas, como: cursos, oficinas,
palestras e debates sobre acessibilidade comunicacional, reunindo
especialistas, profissionais, estudantes e o público interessado.
A programação das apresentações de trabalhos pode ser conferida na página do Festival.
Confira a programação completa do Festival VerOuvindo:
Domingo,
dia 26 de novembro | Fundaj/Museu
19h | Paloma, de Marcelo Gomes (1h44min, fic, classificação 16 anos, 2022) - Narra a história de Paloma, uma mulher trans determinada a concretizar seu grande sonho: um casamento tradicional na igreja com seu namorado Zé. Apesar de trabalhar arduamente como agricultora em uma plantação de mamão para juntar dinheiro e custear a celebração, ela se depara com a recusa do padre em realizar a cerimônia, forçando-a a confrontar os preconceitos e desafios da sociedade rural. Paloma enfrenta violência, traição, discriminação e injustiça, porém sua fé permanece inabalável.
Terça-feira,
dia 28 de novembro | Fundaj/Museu
9h | Pedrinho e a Chuteira da Sorte (4 episódios de 11min, animação, livre, 2018) - A narrativa gira em torno de Pedrinho, um jovem apaixonado por futebol, determinado a se tornar um renomado jogador. Ele é auxiliado por um artefato enigmático, a Chuteira da Sorte, que o ajuda a aprimorar suas habilidades e superar desafios no torneio local. Ao lado de seus talentosos colegas de time, Pedrinho enfrenta competições emocionantes e absorve importantes lições sobre esporte, amizade e vida. Ao longo da série, eles exploram novas técnicas de jogo e conhecem diversas pessoas, tornando-a um deleite para os entusiastas de futebol e aventura.
Quarta-feira
dia 29 de novembro | Fundaj/Museu
9h - Mostra competitiva com Tals
Caryocar Coriaceum, de Valéria Pinheiro, Adriana Pimentel,
Marcelo Paes de Carvalho (21min11, documentário, livre, 2023)
Além da lenda: Bicho Papão, de Camila Monart e Vanessa Macedo
(5min22, animação, livre, 2022)
Luta, de Raphael Erichsen e Tarso Araujo (4min38, documentário, livre, 2020)
14h - Mostra competitiva de audiodescrição
Tapuia, Begê Muniz e Hay Sara (19 min, ficção, classificação
16 anos, 2022)
Diafragma, de Robson Cavalcante (10min, animação, livre, 2023)
Ana Rúbia, de Diego Baraldi - Íris Alves Lacerda (15min,
documentário, livre, 2022)
Pefection, de Guilherme G. Pacheco (14min54, ficção,
classificação 16 anos, 2022)
A menina e o mar, de Gabriel Mellin (18min23, ficção, livre,
2023)
Paranoia ou mistificação, de Begê Muniz (15min, ficção, livre,
2023)
Corpo onírico, de Marina Mahmood (17min7, ficção, classificação 14 anos, 2022)
Quinta-feira,
dia 30 de novembro | Fundaj/Museu
14h30 - Mostra de curtas pernambucanos do Prêmio Serviço
VerOuvindo de Acessibilidades:
Recife de dentro para fora, de Kátia Mesel (16 minutos, documentário, livre, 1997) - Filme inspirado em poema de João Cabral de Melo Neto e sua vida no Capibaribe.
Ciranda feiticeira, de Thiago Delácio (8min, animação, livre, 2023) - Janaina compartilha com sua mãe o ritual da pesca na Ilha de Itamaracá. Elas enfrentam a dor e a beleza dos ciclos da vida com sonho, poesia e música.
Dorme Pretinho, de Lia Letícia (8min53, videoclipe, livre, 2022) - Dorme Pretinho, filme da música de Lia de Itamaracá, faz um recorte poético da infância de Lia com sua mãe Matildes na Ilha de Itamaracá. Era do mangue que Matilde tirava parte do sustento e alimentava Lia e seus irmãos. A partir dessas memórias, a obra navega pelo ofício das mulheres marisqueiras da Ilha que, por gerações, nutre seus filhos e a comunidade.
Sexta-feira,
1º de dezembro | Fundaj/Museu
14h - Surdes, de Thays Prado (1h13, documentário, classificação 12 anos, 2023) - Jovens, artistas, influencers e surdos. Encontraram na criatividade um superpoder e na internet, uma ponte para o mundo. Surdes é um documentário que acompanha seis influenciadores prestes a começar um novo projeto criativo. Enquanto nos envolvemos com o desenrolar dos projetos, também mergulhamos em suas experiências individuais em relação à família, gênero, raça e sexualidade. E entendemos como se tornaram uma inspiração para a comunidade surda criar estratégias e ocupar espaços em um mundo feito para ouvintes.
Sábado,
dia 02 de dezembro | Fundaj/Museu
10h - Censura livre, de Ivan Cordeiro (28min, documentário,
livre, 1981) - Super-8 mostra o fim dos cinemas de rua no Recife. Torre,
Ideal , Brasil, Coliseu, Boa Vista, Império... Um Carlitos tropical passeia nos
espaços abandonados de uma sala de cinema suburbana.
10h30 - Das telas às ruas: o Recife Cinematográfico - Aula
com Amanda Mansur, curadora do Festival.
11h30 - Quem me quer, de Tiago Pinheiro (15min, documentário,
livre, 2011) - Memórias de quem tem o Cinema São Luiz em um lugar de
afeto nas suas vidas
16h - Passeio fantasma, com o Coletivo #CineRuaPE -
excursão pelo mapa afetivo de Kleber Mendonça Filho
19h - Premiação da Mostra Competitiva
19h30 - Retratos fantasmas, de Kleber Mendonça Filho (1h31min,
documentário, classificação 12 anos, 2023) - Como em tantas cidades do
mundo ao longo do século XX, milhões de pessoas foram ao cinema no centro do
Recife. Com a passagem do tempo, as ruínas dos grandes cinemas revelam algumas
verdades sobre a vida em sociedade.
Serviços:
Festival VerOuvindo
Data: Até 02 de dezembro
Local: Cinema da UFPE - Cidade Universitária, Recife
Cinema do Museu/Fundaj - Av. Dezessete de Agosto, 2187 - Casa
Forte, Recife
Entrada gratuita
Jornada
VerOuvindo
Até 28 de novembro: Cursos/oficinas
Dia 27: Painel Remoto
Dias 30 de novembro e 01 de dezembro: Seminário
Local: Cinema da Fundação - Derby, na Rua Henrique Dias,
609 - Derby, Recife
Idealizadora e coordenadora do Festival:
Liliana Tavares | 81 99606-3464
Crédito das Fotos: Alex Costa

Comentários
Postar um comentário