terça-feira, 1 de abril de 2014

A Agenda sugere e você ouve!

Lançamentos de CDs e DVDs

Kalouv
(81) 8823 4525 – TÚLIO
(81) 9649 424 – BRUNO
O disco, lançado na próxima pelo Sinewave, selo paulista conhecido por distribuir a música experimental feita no Brasil, revela uma banda que procura, acima de tudo, se redescobrir. Pluvero, título do álbum, fala sobre transformação. O nome advindo de uma palavra em esperanto, que pode ser traduzida como “gota da chuva”, procura simbolizar a mudança permanente, em que o menor dos elementos é relevante na construção do novo. Como dito por Nietzsche, “Cada instante devora o precedente, cada nascimento é a morte de incontáveis seres, gerar, viver, morrer são uma unidade”. E é aqui que reside o conceito desse novo disco, que estará disponível também nos seguintes sites: www.kalouv.com e www.sinewave.com.br .

Pandora
(81) 8844 0250 / 3074 4782
Com apenas nove anos de idade, Pandora lança o seu segundo CD. Desde 2011, a cantora, compositora e pianista participa de eventos, programas de TV e rádios e faz shows. O primeiro disco conta com músicas de grandes divas como Dalva de Oliveira, Marisa Monte, Dolores Duran e Maysa. Agora, Pandora gravou um repertório composto por Adilson Cordeiro e com arranjos, direção musical e produção de Dadá Malheiros. O disco traz doze faixas e conta com a participação de Nádia Maia, Dadá Malheiros e Beto do Bandolim.

Fredy & Mary
A banda, que é a nova sensação do forró pé de serra do Recife, lança o seu 2º DVD. Gravado durante o São João do Recife de 2013, o show traz no repertório além do forró outros ritmos contagiantes como o carimbó, samba de gafieira, axé e reggae, sem esquecer as origens e a herança do mestre Luiz Gonzaga.

Genildo Souza
(81) 8519 5002 / 9938 1351
O artista tem como referencial a obra e a vida do Rei do Baião, um dos seus inspiradores musicais. Em seus shows, costuma cantar músicas próprias e sucessos. Já realizou também shows nas principais casas de forró de Pernambuco. Atualmente, apresenta-se todos os sábados no Espaço Cultural Dominguinhos, no bairro do Engenho do Meio, no Recife, sob o comando de Ivan Ferraz, o Embaixador do Forró. Genildo Souza lança seu mais novo trabalho solo, o terceiro de sua carreira, Eu vou me dar bem. O disco tem participações especiais de Júnior Vieira, Ronaldo Aboiador, Xico Bizerra e Ivan Ferraz.

Thony Vaqueiro
(81) 8519 5002 / 99381351

Thony Vaqueiro, que começou sua carreira em 1997 em grupos culturais do bairro da Várzea como ritmista e com a dança popular, lança seu primeiro CD, intitulado Thony Vaqueiro & Amigos, com participações de Bruno Flor de Lótus, Ronaldo Aboiador, Tácyo Ferraz, Almir Rouche, Barrocé do Rojão, Jorge Silva e Nerilson Buscapé. 



Cinema e Vídeo - Abril

Cine PE completa 18 anos e traz novidades 
O Cine PE, Festival do Audiovisual, será realizado de 26 de abril a 2 de maio. A programação das mostras competitivas será formada pelas Mostra de Curtas-Metragens Pernambucanos-Mostra Pernambuco; Mostra Nacional de Curtas-Metragens-Mostra Curta Brasil; Mostra Nacional de Documentários-Doc Cine PE, da qual poderão participar também filmes de outros países; e Mostra Internacional de Cinema do Recife. O evento, que segue para sua 18ª edição, vai ocorrer, como de praxe, no recém-reformado Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.
Este ano, o festival homenageia com o troféu Calunga a atriz de cinema, TV e teatro Laura Cardoso e o ator, ator, diretor e crítico de cinema brasileiro José Wilker, ambos com presenças confirmadas no evento. Laura Cardoso, 85 anos, com 29 filmes no currículo, foi premiada há 13 anos no festival, como melhor atriz pelo longa Através da janela. O vetereno José Wilker, 66 anos, que esteve no Cine PE no ano passado com o longa-metragem Giovanni Improtta, tem 69 filmes no currículo. Além deles, o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol do cineasta brasileiro Glauber Rocha também será homenageado pelos 50 anos de existência. O filme foi lançado às vésperas do golpe militar e logo em seguida inscrito como concorrente à “Palma de Ouro” de Cannes e fala sobre acontecimentos ocorridos entre março e maio de 1964. O Cine PE fará uma exibição da cópia restaurada do filme. As homenagens serão feitas na noite de encerramento do festival, marcada para 2 de maio.

INTERNACIONALIZAÇÃO Entre as novidades da 18ª edição do evento, a abertura à participação de longas-metragens de outros países e uma programação competitiva segmentada.

A programação completa está no site www.cine-pe.com.br
 
VerOuvindo: I Festival de Filmes com Audiodescrição do Recife
Cinema da Fundação
Rua Henrique Dias, 609 – Derby
4 a 7 14h
Gratuito
(81) 3073 6689

O VerOuvindo é o primeiro festival de filmes com audiodescrição, tradução de imagem, do Recife. Todos os espaços de apresentação dos filmes, de longas e de curtas-metragens, são acessíveis a pessoas com deficiência visual. A mostra tem o objetivo de divulgar a audiodescrição e de torná-la uma categoria de premiação nos festivais de cinema. Para essa primeira edição, foram realizadas quatro audiodescrições.

O evento inclui a primeira mostra competitiva de audiodescrição do Brasil, com júri popular. Haverá cédulas de votação em Braille para que as pessoas com deficiência visual possam votar. O programa do festival também estará disponível em Braille. O evento estimula a participação de consultores cegos para a revisão dos roteiros de audiodescrição. Com o intuito de apresentar a técnica da audiodescrição aos produtores do audiovisual, haverá no dia 7 de abril, às 14h, um bate-papo, aberto ao público, com os diretores que tiveram seus filmes audiodescritos, para saber como eles perceberam essa linguagem inserida em suas obras.

Destaque do mês: Biblioteca do Centro Cultural Manoel Lisboa


Foto: Roberta Menezes | Texto: Erika Fraga
 Localizado dentro do Centro Cultural Manoel Lisboa, o espaço preserva a história da organização política do País. Frequentada por militantes de movimentos sociais e pessoas que querem conhecer um pouco mais dos processos políticos, ela tem como objetivo propor a difusão marxismo-leninismo. Seu amplo acervo, com mais de 10 mil títulos, é formado por filmes, revistas e livros que abordam a evolução política, econômica, social e cultural vivida pelo homem.

Nas estantes podemos encontrar: literatura internacional, com diversas obras da literatura russa, inglesa, portuguesa, além de autores nacionais como Machado de Assis, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Erico Veríssimo, José de Alencar, Jorge Amado, entre outros grandes nomes da literatura brasileira. A parte política e partidária ganha maior destaque, são diversas obras que falam da estrutura e organização dos partidos, além de vários arquivos históricos sobre a comissão da verdade e a anistia.

O espaço dispõe da coleção completa de Lênin, textos raros de José Martí, Fidel Castro, Marx, Engels, Stálin, Ho Chi Minh, Dimitrov, Carlos Marighela, Carlos Mariátegui, Dostoiévski e vários outros. Um acervo voltado para a questão da mulher também se destaca e serve até como referência para orientar alguns movimentos sociais, como é o caso do Movimento Olga Benário, organizado pela própria Biblioteca e que tem como missão mostrar que a libertação da mulher só acontece com a libertação da sociedade como um todo. Na Biblioteca também encontramos obras de antropologia, cultura da arte, saúde, psicologia e juventude.
Foto: Roberta Menezes 
A Biblioteca disponibiliza gratuitamente o acervo para pesquisa, no entanto, é preciso fazer o cadastro para realizar empréstimos. Os documentos necessários são: Identidade, CPF e comprovante de residência (original e cópia).

Rua Carneiro Vilela, 138 – Espinheiro
Informações: 3427 9367
Seg a Sex 10h às 20h






Eli Vieira e seu autêntico forró

Canto Daqui_Abril 2014
Foto: divulgação
Por Jaciana Sobrinho
Os símbolos do Nordeste, o cotidiano do sertanejo, as alegrias e tristezas da vida. Todas essas coisas cantadas com muito sentimento. É isso que define o mais recente trabalho do cantor e compositor Eli Vieira, Forró bom é aqui. São seis músicas autorais, sendo uma delas um playback para quem quiser soltar a voz ou aprender as cifras da música carro-chefe, que leva o nome do CD. 

Natural da cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, Eli começou a soltar a voz ainda pequeno nas ruas e feira de Abreu e Lima e Paulista. Nessa época, eram as músicas de Nelson Gonçalves, Ataúlfo Alves e Noite Ilustrada que formavam o seu repertório. Eli, que também é instrumentista e toca violão, cavaquinho e triângulo, recebeu bastante influência das obras de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, o que solidificou sua veia artística e o gosto pelas tradições nordestinas, fazendo-o enveredar pelos caminhos do forró.

Em sua trajetória, que já comemora 35 anos, o artista rodou pelo Nordeste e por algumas cidades do Sudeste, levando, com sua música, as riquezas da sua terra e muitas lembranças e parcerias. “Foram momentos muito importantes e enriquecedores. A gente vai vendo diferentes realidades, vai conhecendo muita gente, vendo a grandeza da música brasileira e até fazendo boas parcerias”, lembra Eli.

Sua paixão pelo forró já foi celebrada com cinco CDs: Xote da nova era, Trio pé de serra Os Maias, Cobra Norato e Meu canto, este com participação de Nádia Maia, Maciel Melo, Alcimar Monteiro e Petrúcio Amorim. Sua carreira é marcada também pela presença nos festejos juninos das cidades da região metropolitana e interior, além de participar das comemorações do centenário de Luiz Gonzaga.

Eli é funcionário público na sua cidade e se declara movido pela música. “Ela é uma coisa maravilhosa na minha vida. Às vezes, uma determinada letra te ajuda até mesmo a resolver um problema do seu dia a dia. Uma mensagem te faz refletir melhor e você encontra a solução. Eu não consigo me desligar da música”, confessa.  Atualmente, o artista circula pelos espaços dedicados ao forró na RMR.

Sobre sua inspiração, o músico conta que não consegue explicar de onde vem. “Eu acho que o que me faz compor e cantar é a vontade de levar mensagens de paz, histórias de amor. Acho importante também mostrar a fortaleza do povo nordestino, esse dom de sorrir apesar dos problemas. São essas coisas que me inspiram”, comenta. “Eu sou um grande admirador da música brasileira, sou fã de inúmeros músicos de diversos gêneros. O que mais amo é fazer a minha música e sonho em ser sempre reconhecido por isso e por fazer um trabalho autêntico e honesto”, finaliza.

Além da poesia de suas letras, os discos de Eli são carregados de ritmos que contagiam qualquer pessoa: forró pé de serra, samba de latada e coco de roda. No seu EP Forró bom é aqui, não é diferente, a sanfona dá o tom e o arrasta-pé já pode começar. Quem quiser conhecer uma amostra do disco, pode conferir no site www.youtube.com o clip da música de trabalho. Basta procurar: Eli Vieira – Clip Oficial Forró Bom É Aqui.

Contato:
Eli Vieira – (81) 83095946
Augusto Morais – (81) 86112850


O mundo pós-moderno da Club Noir

Foto: Roberta Menezes 
Por Erika Fraga

Já se foi o tempo em que a moda pernambucana se destacava pelo uso de bicos, chitas e bordados. A mulher pernambucana mudou, ela não se veste mais como antes, tornou-se exigente e quer sempre estar atualizada com os conceitos do mundo. Pensando nesse púbico mais detalhista, a designer de moda Flávia Azevedo criou a Club Noir, com o DNA nordestino, mas com o pensamento global. Nesse trabalho, ela consegue dar uma cara contemporânea nas roupas que podem ser usadas em qualquer lugar do mundo.

Programação de Artes Visuais do mês de abril

Museu da Cidade do Recife
Forte das Cinco Pontas – Bairro de São José

Recife em cantos
25
Ter a Sáb – 9h às 17h
Gratuito
(81) 3355 9540(81) 3355 3106 
O Museu da Cidade do Recife (MCR) inaugura no dia 25 de abril a mostra Recife em cantos. Com uma exposição de objetos, fotografias, vídeos e documentos do acervo, será narrada a história da evolução urbana do Recife entre os séculos XVI e XX. Entre as peças expostas estão pinhas e azulejos do século XIX, objetos arqueológicos, gravuras do período holandês e litografias do século XIX editadas por F. H. Carls. A exposição além das visitas mediadas, contará com uma atividade dirigida para grupos.

https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gifDos carnavais saudosos
Até 10
Ter a Sáb – 9h às 17h
Gratuito
(81) 3355 9540(81) 3355 3106

A mostra Dos carnavais saudosos faz um recorte dos carnavais das décadas de 1940 a 1960 e reúne 80 fotografias do acervo do Museu da Cidade do Recife (MCR) registradas pelos fotógrafos Alexandre Berzin, Romildo Carvalho, Severino Fragoso, Mário de Carvalho, Antônio Tenório e José Césio Regueira Costa, 40 do Projeto Lambe-Lambe, de Breno Laprovítera e Jarbas Junior, e mais 60 imagens cedidas pelo público. 

Forte das Cacimbas
Até 30
Ter a Sáb – 9h às 17h
Gratuito
(81) 3355-9540(81) 3355-3106 
Ação de educação patrimonial em comemoração ao aniversário da Cidade do Recife, utilizando contação de histórias, teatro e oficina de arte para remontar a construção do Forte das Cinco Pontas para proteção das cacimbas de água potável de Ambrósio Machado, um abastado senhor de engenho na ilha de Antônio Vaz. Escolas públicas e privadas podem agendar visitas para grupos de até 90 pessoas.

Centro Cultural Correios
Av. Marquês de Olinda, 262 – Bairro do Recife
(81) 3224 5739 

Mostra Contemporânea Arte Cerâmica aporta hoje no CCC-Recife
Até 11 de maio
Seg a Sex – 9h às 18 h, Sáb e Dom – 12h às 18h
Entrada Gratuita  
A mostra coletiva intitulada Contemporânea Arte Cerâmica, cuja montagem inclui a participação de grandes artistas da atualidade, é dedicada a Luiggi Poluzzi (in memoriam) pela sua contribuição na construção e manutenção dos fornos cerâmicos do Nordeste. Faz também uma homenagem a Francisco Brennand pela sua importante contribuição à arte cerâmica e realiza uma sala especial para Anneliese Poluzzi, uma das pioneiras na arte cerâmica no estado. Em paralelo, os visitantes poderão conferir vídeos e palestras sobre os processos de criação e sobre as inovações da arte cerâmica.

A Agenda sugere e você lê!

Livros

O nascimento de Jesus
Publicado pela Editora Elevação, o livro O nascimento de Jesus foi inspirado no Evangelho segundo Mateus, 1:18 a 25, e Lucas, 1:26 a 38 e 2:1 a 20, e na pregação ecumênica do escritor Paiva Netto, que há décadas trata do Evangelho e do Apocalipse do Educador Celeste nos mais diversos meios de comunicação. A obra compõe a “Coleção Ecumênica A vida de Jesus”, cujas histórias são voltadas para crianças de todas as crenças e objetivam levar-lhes de forma clara os ensinamentos do Divino Amigo. Categoria infantil, R$5.

Lembrança de homens que não existiam

Floriano Martins e Valdir Rocha avivam uma relação de amizade na forma de um diálogo criativo que transcende os limites da ilustração. O convívio com a poética de cada um é o que permitiu o convite feito por ambos quase simultaneamente, como um estalo mágico do acaso. Lembrança de homens que não existiam traz à tona – ou conduz o leitor à profundeza de seu imaginário – uma secreta história do homem repleta de indagações e inquietudes. E o faz com um sentido narrativo que resulta em desafio e encantamento, pelo que permite a quem o visite identificar-se com a voragem de sua visão. Um livro é para ser visto e lido sem dissociar suas vertentes criativas. R$25,00. 

O dia em que os gatos aprenderam a tocar jazz
Com essa narrativa impactante o carioca Pedro Henrique Barros venceu o Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil de 2011, na categoria juvenil. O autor homenageia seus músicos preferidos de jazz com a história de bichanos falantes, que formam uma banda de sucesso meteórico. O texto forte ganhou uma visualidade expressiva graças às ilustrações do multipremiado Cau Gomez.




Poesia viva do Recife

Homenagem aos 477 Anos da Cidade

ORAÇÃO PARA BOA VIAGEM 
Luiz Manuel Paes Siqueira

Senhor, a vida se resume
à Zona Sul
que lá, Senhor, a vida
ao mar azul
se une. 
E ao shopping center
também, Senhor
no mostra mostra
no tem-não-tem.
Ao crediário, Senhor
esse divino
mediador. 
E à doce vida:
um pouco fútil
mas colorida. 

(Da antologia POESIA VIVA DO RECIFE,
organizada por Juareiz Correya)
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LUIZ MANUEL PAES SIQUEIRA – Nasceu em Garanhuns (PE). Geólogo, poeta e romancista. Poesia publicada: A última valsa, A cidade da luz azul, Jamais houve trevas. Participou da primeira edição da antologia Poesia Viva do Recife (CEPE, Recife, 1996)