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| Foto:Divulgação |
Caapora
Por Jaciana Sobrinho
Sete rapazes,
diversas influências e um desejo: fazer música. Dos encontros em atividades relacionadas
à faculdade, das rodas de amigos e participações em outros projetos musicais, surgiu
a banda Caapora, em 2008, formada por Celso Hartkopf (contrabaixo); Hermano Venâncio
(violão, percussão, microkorg e voz); Igor Távora (violão, pífanos, flautas, percussão
e voz); Marcelo Rangel (bateria); Daniel Rangel (guitarras e backing vocals); Thiago
Barba Távora (mesa de som e nos efeitos) e Diogo Lopes (percussão e nos backing
vocals). São eles os responsáveis por um trabalho contagiante e moderno.
Com um nome que significa “aquele que
vive no mato”, o grupo constrói um som enraizado no Nordeste, enfatizado pelo pífano
e pela batida do baião, presentes em boa parte das suas músicas. “Afora
isso, existe toda uma carga pesada de influências diversas trazidas na bagagem de
cada um. Se for procurar no imaginário musical da banda, tem de tudo: reggae, blues,
metal extremo, punk, jazz, rock’n’roll, progressivo, afrobeat, funk... Enfim, todo
mundo gosta de muita coisa, e tudo isso é influência pra banda”, comenta Igor Távora,
multi-instrumentista e vocalista do grupo.
Ainda sobre o sentido do nome, Igor
diz que é o que melhor representa a ideia do seu trabalho. “Uma
banda com raízes na Amazônia, procurando sempre provocar reflexões com relação
às questões ambientais. Se uma pessoa não conhece a banda e vai atrás do significado
da palavra, provavelmente estará mais preparada para entender o que queremos transmitir.”
Sobre a identidade musical, o vocalista
explica que é algo inerente às vivências dos músicos. “Entendemos as associações
(comparações com movimento Tropicalista, Udigrudi e Manguebeat) e até desejamos
que elas ocorram em determinados momentos, porém, as evidências que são percebidas,
vêm de uma forma muito natural e abrangente. Todos aqui tivemos contato com frevos,
forrós ou sambas em algum momento, coisas mais antigas do que esses movimentos de
contracultura, coisa que parece que já está no gene de quem se criou no Nordeste.”





