sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Canto Daqui – Março 2013





Foto:Divulgação
Caapora

Por Jaciana Sobrinho

Sete rapazes, diversas influências e um desejo: fazer música. Dos encontros em atividades relacionadas à faculdade, das rodas de amigos e participações em outros projetos musicais, surgiu a banda Caapora, em 2008, formada por Celso Hartkopf (contrabaixo); Hermano Venâncio (violão, percussão, microkorg e voz); Igor Távora (violão, pífanos, flautas, percussão e voz); Marcelo Rangel (bateria); Daniel Rangel (guitarras e backing vocals); Thiago Barba Távora (mesa de som e nos efeitos) e Diogo Lopes (percussão e nos backing vocals). São eles os responsáveis por um trabalho contagiante e moderno.

Com um nome que significa “aquele que vive no mato”, o grupo constrói um som enraizado no Nordeste, enfatizado pelo pífano e pela batida do baião, presentes em boa parte das suas músicas. “Afora isso, existe toda uma carga pesada de influências diversas trazidas na bagagem de cada um. Se for procurar no imaginário musical da banda, tem de tudo: reggae, blues, metal extremo, punk, jazz, rock’n’roll, progressivo, afrobeat, funk... Enfim, todo mundo gosta de muita coisa, e tudo isso é influência pra banda”, comenta Igor Távora, multi-instrumentista e vocalista do grupo.

Ainda sobre o sentido do nome, Igor diz que é o que melhor representa a ideia do seu trabalho. “Uma banda com raízes na Amazônia, procurando sempre provocar reflexões com relação às questões ambientais. Se uma pessoa não conhece a banda e vai atrás do significado da palavra, provavelmente estará mais preparada para entender o que queremos transmitir.”

Sobre a identidade musical, o vocalista explica que é algo inerente às vivências dos músicos. “Entendemos as associações (comparações com movimento Tropicalista, Udigrudi e Manguebeat) e até desejamos que elas ocorram em determinados momentos, porém, as evidências que são percebidas, vêm de uma forma muito natural e abrangente. Todos aqui tivemos contato com frevos, forrós ou sambas em algum momento, coisas mais antigas do que esses movimentos de contracultura, coisa que parece que já está no gene de quem se criou no Nordeste.”

Programação de Artes visuais – Março 2014




 Recife é um Porto
Caixa Cultural Recife
Avenida Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero – Bairro do Recife
3425 1900
12 mar a 11 mai
Ter a Dom 12 às 20h
Gratuita
A exposição fotográfica inédita Recife é um Porto documenta as transformações urbanas recentes na paisagem do Bairro do Recife, destacando-se a condição portuária da capital. O objetivo é a valorização e a preservação da memória do Recife por meio das fotografias de Gustavo Maia, que registraram o período de 1992 a 2012. As fotos serão acompanhadas de textos e poemas de importantes poetas pernambucanos que abordam temas ligados ao porto. A curadoria é de José Luiz da Mota Menezes.

Biografias – Oscar Muñoz
Fundação Joaquim Nabuco
Rua Henrique Dias, 609 – Derby
Até 23
Ter a Dom 15 às 20h
Gratuito
A mostra exibe três trabalhos do artista colombiano Óscar Muñoz: Línea de destino (2006), Re/trato (2004) e Biografías (2002). Todos são representativos de uma obra atravessada pelo imperativo de entender o que significa lembrar-se de alguém ou de algo, quando recordar é, muitas vezes, a única coisa que é possível fazer a respeito. A curadoria é de Moacir dos Anjos e dá continuidade à parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e a Casa Daros.

Exposição Ilustra Recife
Museu Murillo La Greca
Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366 – Parnamirim
Até 30
Ter a Sex 9h às 12h e 14h às 17h
Sáb e Dom 13h às 17h
3355 3127
Gratuito
A primeira edição da mostra coletiva Ilustra Recife, com a participação de 13 artistas recifenses ou radicados na cidade, apresenta de forma didática o processo e o espaço criativo desses ilustradores. Quem for visitar o La Greca poderá conferir fotografias dos ateliês, rascunhos, esboços e desenhos, assim como o produto final, com a aplicação do desenho, da pintura e/ou da colagem.

Com curadoria do ilustrador João Lin, a mostra conta com trabalhos de Anabella Lopez, Bárbara Melo, Beto França, Camilo Maia, Eduardo Santos, Fernanda Simionato, Hassan Santos, Laerte Silvino, Liz França, Márcio Vieira, Rosinha, Simone Mendes e Valeria Rey Soto. Trata-se de uma ação coletiva, elaborada de forma experimental pela equipe do Museu Murillo La Greca.

Dos carnavais saudosos
Museu da Cidade do Recife
Forte das Cinco Pontas, s/n – Bairro de São José
Até 29
Ter a Sex 9h às 17h
Gratuito
3355 3107 / 3355 3102
museucidaderecife@gmail.com
A mostra Dos carnavais saudosos faz um recorte dos carnavais das décadas de 1940 a 1960 e reúne 80 fotografias do acervo do Museu da Cidade do Recife (MCR) registradas pelos fotógrafos Alexandre Berzin, Romildo Carvalho, Severino Fragoso, Mário de Carvalho, Antônio Tenório e José Césio Regueira Costa, 40 do Projeto Lambe-Lambe, de Breno Laprovítera e Jarbas Junior, e mais 60 imagens cedidas pelo público.

Dentro da programação da exposição ainda haverá a exibição de dois documentários: “Frevo”, realizado pela Prefeitura do Recife para instruir o dossiê apresentado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, e “Maracatu Nação”, com direção de Climério de Oliveira e Tarcísio Resende.

Maria do Caritó chega ao Recife

Depois de uma parada para as gravações da novela Saramandaia,  Lilia Cabral retorna aos palcos com a peça Maria do Caritó aclamada por público e crítica e vista por mais de 100 mil pessoas no eixo Rio/São Paulo para uma turnê pelas mais importantes capitais do país. O texto, escrito especialmente para a atriz por Newton Moreno, do aclamado As Centenárias, tem direção de João Fonseca. No elenco Fernando Reys, Dani Barros, Fernando Neves e Silvia Poggetti.

Para a montagem, Lilia, que produz o espetáculo em parceria com Maria Siman, da Primeira Pagina, reuniu antigos amigos. “Conheço o Fernando Neves, a Silvia Poggetti e o Serroni (que assina o figurino) há mais de 30 anos, quando estudava na EAD, em São Paulo. São grandes companheiros e grandes atores. Sempre falávamos que precisávamos voltar a trabalhar juntos. Estamos muito felizes. A química continua a mesma. Parece que o tempo não mudou”, comemora a atriz. Ao grupo, foram incorporados novos amigos. “A atriz Dani Barros é incrível. Ela já havia trabalhado com o João Fonseca. Sempre gostei de seu trabalho e convidei-a para o espetáculo. O Eduardo Reys trabalha com Os Fofos Encenam, um grupo de teatro de São Paulo, de que Fernando e Silvia fazem parte. Então, além de excelente ator, era mais um motivo para chamá-lo. Estava tudo em casa!”, explica Lilia.

SINOPSE
Comédia – Maria do caritó ( Lilia Cabral)  tem quase 50 anos e ainda é  virgem pois foi  prometida por seu pai a  São Djalminha. Faz promessas a Santo Antonio e todas as simpatias para burlar a promessa do pai e conseguir um marido. 

Ficha Técnica:
Texto: Newton Moreno
Direção: João Fonseca
Direção de Produção: Maria Siman
Elenco: Lilia Cabral, Leopoldo Pacheco, Fernando Neves, Silvia Poggetti e Dani Barros
Cenários: Nello Merrese
Figurinos: J.C Serroni
Iluminação: Paulo César Medeiros
Direção de Movimentos: Kika Freire
Musica original: Alexandre Elias
Produção Executiva: Gabriela Mendonça
Assistente de Produção: Clarice Coelho
Realização: Primeira Página Produções Culturais e Lilia Cabral

Classificação etária: 12 anos

Duração 1h40m

Serviço:
Maria do Caritó
Teatro Guararapes
15 e 16 de março
Sábado, às 21h
Domingo, às 18h30
Ingressos: Plateia A - R$ 100 / Plateia B – R$ 80 e balcão R$ 40
* Ingressos na bilheteria do teatro e na loja Jornal do Commercio, no Shopping RioMar
Informações: 3182-8020

Circo: Alexandro Alves de Amorim – Mister Sandro

Mister Sandro. Foto: Acervo do artista
Por Gianfrancesco Mello

Nascido em Mossoró, no Rio Grande do Norte, já dentro de um circo, ele foi adotado pelo Recife ainda criança. “Lembro que meus pais vieram junto com o Circo Avaí, que era do meu padrinho, para o interior do Estado de Pernambuco. Aos cinco anos, entrei de vez para a arte circense como o Palhaço Pililiu.” No decorrer do tempo, aos sete anos, Alexsandro partiu para modalidades como trapézio e escada giratória. “Esse tempo já foi no Circo Teatro Canarinho, mas não deu muito certo”, frisa.

Foi, então, que surgiu o Circo Bambolê, que só tinha pano ao redor e não havia cobertura. “Era o chamado tomara que não chova”, recorda. De acordo com Mister Sandro, o Palhaço Conxita observou aquele formato do circo e falou que parecia um bambolê e, por isso, há quase 40 anos o circo se fundou com esse nome. “Para poder fazer a lona, trabalhei no circo dos outros e, com o cachê, juntei dinheiro para compor melhor o Bambolê”, diz.

Atualmente, 20 profissionais são os responsáveis por entreter a plateia com modalidades como malabares, balé aéreo, contorcionismo, mágica e as sempre inesquecíveis apresentações dos palhaços. 

Carnaval será marcado por distribuição de mudas da Mata Atlântica

Nélio Fonsêca se interessa pelo meio ambiente
desde criança. Foto: Divulgação
Por Gianfrancesco Mello

Há séculos, o ser humano faz uso dos recursos naturais do planeta sem perceber o impacto que está causando ao meio ambiente ou até mesmo sem perceber que eles podem, simplesmente, acabar. Atualmente, sabe-se que os recursos naturais não são inesgotáveis e que apresentam-se como bens insubstituíveis para a vida do homem na Terra. E foi pensando nessa questão que a Prefeitura do Recife começou a se preocupar em minimizar o impacto de seus eventos no meio ambiente da cidade.

A ideia é que as pessoas recebam, gratuitamente, as mudas, plantem em algum solo e cuidem dessas mudas. Dessa forma, elas estarão contribuindo para a diminuição da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera e do impacto dos grandes eventos no planeta. “No Carnaval deste ano, por exemplo, vamos distribuir 1.050 mudas da Mata Atlântica. Isso tudo acompanhado de orientações e do manual de arborização urbana que será distribuído para o cidadão que quiser receber gratuitamente essas mudas. Outro ponto importante é que as pessoas vão precisar assinar um termo de responsabilidade para receber a muda”, explica o ambientalista e funcionário da Prefeitura do Recife Nélio Fonsêca.

Para Fonsêca, essa iniciativa se alinha com a preocupação estadual e mundial em relação ao meio ambiente e com a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Estamos nos igualando às instituições de cultura e instituições realizadoras de eventos da Europa e do Canadá, que buscam compensar os impactos no planeta. Em todos os grandes eventos culturais proporcionados pela Prefeitura do Recife, vamos fazer distribuições de mudas de árvores da Mata Atlântica.”


Nélio Fonsêca ao lado de uma criança na ação
de plantar mudas. Foto: Divulgação
Nélio Fonsêca demonstrou cedo sua paixão pelo meio ambiente. Com apenas 8 anos, plantou sua primeira árvore e, desde então, estima ter plantado e distribuído cerca de 10 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica nas ruas do Recife e em propriedades agrícolas de amigos e familiares. Por seu trabalho de reflorestamento, recebeu um Voto de Aplauso da Assembleia Legislativa de Pernambuco e ainda o Prêmio Vasconcelos Sobrinho, da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

Meu bairro... Moro aqui: Brejo de Beberibe e Porto da Madeira

Ladeira do Sapoti, no Porto da Madeira
Texto e fotos: Gianfrancesco Mello

O crescimento da cidade do Recife aconteceu, no decorrer do tempo, do centro para a periferia. Isso porque, na época, existiam diversos engenhos e, posteriormente, alguns sítios. Os bairros foram surgindo aos poucos. Diversas distribuições territoriais aconteceram. Neste mês, fomos percorrer dois bairros que poucas pessoas sabem que existem. A começar pelos próprios moradores. Isso porque por serem muito pequenos, as referências são bairros maiores como Beberibe. Tanto que os dois bairros deste mês parecem, realmente, fazer parte de um só, ou seja, o de Beberibe.

Avenida Vereador Otacílio Azevedo, no Brejo de Beberibe
O nosso passeio começou pelo Brejo de Beberibe. Lá, a dificuldade de saber a localização exata do bairro só foi vencida graças à ajuda de um mapa. Com ele em mãos, percorremos algumas ruas à procura do nosso objetivo: achar locais de entretenimento para a população. Logo no início da Avenida Vereador Otacílio Azevedo, encontramos um campo de futebol que, segundo a população, não possui nenhum nome. “Foi uma área de barro sem construção que sempre existiu. Daí, acabou se tornando um campo de futebol”, conta uma moradora.

O bairro, que está localizado na Zona Norte do Recife, limita-se com Passarinho, Dois Unidos, Linha do Tiro, Alto José Bonifácio, Vasco da Gama, Nova Descoberta e Brejo da Guabiraba. Seguindo pela avenida que corta a pequena região, deparamo-nos com o Terminal do Brejo. O local até lembra aqueles terminais de ônibus de algumas cidades do interior. É lá, muitas vezes, que as pessoas se encontram para conversar e esperar a próxima saída do ônibus.

Carnaval 2014 – A história de um povo

A memória afetiva, o imaginário coletivo e a transmissão oral de uma tradição de um povo podem ser aferidos quando mergulhamos nas suas festas, sejam elas sagradas ou profanas.

O jeito de ser de um povo diz tantas coisas que as pessoas que possuem certa sensibilidade podem desencantar ou se encantar para sempre.

O Recife tem esse tal jeito de ser, de encantar as pessoas que aqui aportam. E são tantas as maneiras de sedução que o povo recifense possui que é justo proclamar que o carnaval é a nossa festa mais simbólica e mais viva tanto que dela nasceu o Frevo. A frevância. O frever.

Com toda a licença poética que nos permitimos, o Recife é este caldeirão de alegria, é esta ciranda que nos faz girar de mãos dadas, são os passos do frevo que carimba nossa identidade e nos faz ser do mundo.

Por isso, a Prefeitura do Recife preparou e fez crescer o carnaval de 2014 de tal forma que os visitantes e os recifenses podem se espalhar por todos os lugares da cidade: são 63 polos de folia, abrangendo o centro da cidade, 13 bairros, 29 polos comunitários e três focos só para as nossas crianças, além de oito corredores da folia.

O Frevo agora é do mundo. E temos certeza que os recifenses enfim, todos os pernambucanos, podem e devem se sentir cidadãos e cidadãs do mundo, visto que a musicalidade do frevo, com todas as suas variantes, cativaram e abraçaram a humanidade, em cores, em gestos e principalmente com um dos ingredientes que alimenta e nos faz ser mais humanos, mais solidários: a alegria.

Manoel Constantino
editor

Carnaval do Recife 2014

As principais atrações do Carnaval 2014 no Recife são: Mundo Livre S/A, Zeca Baleiro, Lenine, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Nação Zumbi, André Rio, Maria Gadú, Alceu Valença e Sandra de Sá. Outras atrações que animam os cinco dias do Carnaval são Gustavo Travassos, Marrom Brasileiro, Eddie, Erasmo Vasconcelos, China, Nena Queiroga, Jorge Aragão, Martinho da Vila e Fafá de Belém.

Abertura do Carnaval do Recife no 2014 será nesta sexta-feira (28):

A Abertura do Carnaval de Recife começa com concentração na Rua da Moeda, a partir das 16h. De lá seguem às 18h batuqueiros e cortes das 12 nações de Maracatu, sob o comando de Naná Vasconcelos, em direção ao Marco Zero. Por volta das 18h30 com a chegada do cortejo ao Palco do Marco Zero, começa a cerimônia oficial de Abertura do Carnaval com um show de fogos de artifício e rufar de tambores.

Às 19h acontece a primeira participação dos convidados no Palco. Junto com Naná, os batuqueiros e Voz Nagô irão se apresentar Marcelo D2 e Zé Brow.