domingo, 2 de fevereiro de 2014

Perfil do Artesão: José Alves de Olinda

José Alves de Olinda. Foto: Divulgação
Por Gianfrancesco Mello

O artesanato pernambucano com suas variedades de tipos, formas, cores e costumes, dá visibilidade significativa à arte popular, formando um patrimônio cultural já consagrado em todo o Brasil. Os artesãos locais são conhecidos pela qualidade e criatividade em suas peças. É o caso de José Alves da Cruz. Ele nasceu no Recife no dia 24 de junho de 1953 e, quando veio ao mundo, sua mãe disse que o nome dele seria João Batista. No entanto, seu avô pediu para colocar o mesmo nome dele, ou seja, José Alves. O registro, de fato, ocorreu aos sete anos.

“Desde menino, eu via meu pai fazendo aqueles artesanatos com coco ou lata de óleo... Aquilo despertou em mim o desejo de fazer arte. Comecei com um canivete fazendo carinhas nas bananeiras e em outras árvores que tinham o tronco mais mole. Minha mãe até dizia que galho nenhum parava quieto na minha mão”, lembra.

Saci-Pererê de Madeira com 60 cm de altura
Aos 17 anos, José ficou conhecido como Zé Alves de Olinda e foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem. “Eu fiquei na galeria de dona Sílvia Coimbra e foi lá que conheci Nhô Caboclo. Logo no início, gostei demais do trabalho dele. Certo dia, comecei a fazer os meus próprios bonecos e dona Sílvia me colocou para ajudar o Nhô. Depois, Nhô faleceu e dona Sílvia falou que eu deveria continuar, pois era um discípulo dele. Foi assim que continuei até hoje.”

Quando se mudou para Olinda, o artesão começou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda e há 33 anos que vive somente da arte, e já ensinou tudo aos filhos e sobrinhos. “Meus trabalhos percorrem o mundo todo e, por isso, conheci países como França, Portugal e Suíça.” O atelier de José Alves de Olinda fica na Rua Velha, 193, Águas Compridas, em Olinda.

José Alves de Olinda

3451 6336 / 8853 4388

Meu bairro... Moro aqui: Beberibe

Avenida Beberibe
Texto e fotos: Gianfrancesco Mello

Um dos bairros mais antigos do Recife. Nas terras que atualmente ocupa, existiu, no século XVII, um engenho de açúcar de propriedade de Diogo Gonçalves, que foi auditor da Capitania de Pernambuco. Esse terreno lhe foi doado como presente de casamento quando se uniu a Isabel Fróis – uma importante dama que era protegida pela rainha Catarina, esposa de D. João III, e que veio de Portugal em 1535. Essa propriedade era banhada pelo Rio Beberibe. E foi dessa maneira que surgiu o bairro sobre o qual iremos abordar nesse mês. Beberibe integra a segunda região político-administrativa do Recife. Seus bairros vizinhos são: Porto da Madeira, Cajueiro, Fundão e Água Fria, que foram desmembrados de Beberibe por causa do reordenamento da região feito pela Prefeitura do Recife, e ainda os bairros de Dois Unidos e Linha do Tiro.

Nosso guia Cláudio de Lima
Beberibe é de origem indígena e significa “voar em bandos”, referindo-se aos voos dos pássaros existentes no local no passado, nas margens do rio. As águas do Rio Beberibe representavam fonte de vida e ajudavam na sobrevivência da sociedade em tempos remotos. Sobre o nome, da língua indígena tupi, sabe-se que ele se originou da palavra jabebyra, depois no topônimo Jabebyrype, a seguir Bebyrype e, por fim, Beberibe. O bairro participou de forma direta nas lutas históricas do povo pernambucano.

Em 1636, o colono Antônio de Sá adquiriu a propriedade e, com o passar dos anos, os seus herdeiros organizaram na área uma fazenda para, além do engenho, explorar também madeiras para fabricar carvão vegetal. De acordo com os livros de história, encontrados na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, desde meados do século XV, os benefícios do rio eram citados. No século XVIII, a Fazenda Beberibe passou a ser loteada pelos seus proprietários à época e, no lugar do antigo engenho, surgiu um povoado.

Frevo no Guiness World Records

Foto: Divulgação
O frevo pernambucano está concorrendo a entrar para o Guiness World Records. A iniciativa de Walkíria Leal (Frevolinda) em associação com o Centro Cultural Off Broadway de Olinda vai reunir no Pátio de São Bento no próximo dia 9 de fevereiro, às 15h, mais de 250 passistas de frevo concorrendo à "Maior Dança de Frevo do Mundo". Quer participar dessa iniciativa que vai projetar Pernambuco internacionalmente? Os realizadores estão precisando de voluntários como, por exemplo, passistas, cinegrafistas, fotógrafos, pessoal de apoio, e duas pessoas com experiência em cronometrar eventos esportivos, para fazer a contagem oficial do tempo de dança. Informações: 3079-4079 ou offolinda@gmail.com.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Eliminatória de Rei Momo e Rainha do Carnaval do Recife será neste domingo (2)

Foto: Sérgio Bernardo/PCR
Frevo no pé, disposição e simpatia. Esses são alguns dos quesitos que serão avaliados neste domingo (2), na eliminatória do concurso que vai eleger o Rei Momo e a Rainha do Carnaval do Recife 2014. A seletiva acontece a partir das 18h, no Parque Dona Lindu, com 18 candidatos homens e 25 mulheres.

A primeira etapa do Concurso ocorreu na última terça-feira (28), no Teatro Apolo, onde 64 pessoas participaram. Neste primeiro momento, os candidatos foram avaliados por uma comissão julgadora que levou em consideração a desenvoltura cênica de cada concorrente, o domínio do frevo e os conhecimentos sobre o Carnaval do Recife.

Confira a lista dos aprovados para a próxima fase do concurso:

Semifinalistas para Rainha do Carnaval:
Adrielly Carla Da Silva
Aline Iris Rodrigues De Lima
Bárbara Kelly Barbosa Da Silva
Bruna Renata Barbosa E Silva
Elizângela Chagas De Figueiredo
Emilayne Da Silva Gomes
Evelyn Lúcia Oliveira Amorim
Gabriella Frosi Albuquerque F. Faria
Girlannia Mª. Xavier De Albuquerque Silva
Iane Silveira Melo
Jacqueline Pinheiro Dos Santos Silva
Kamilla Da Costa Correia
Kilza Maria De Melo Pascoal
Luana Ratis Da Silva
Madelayne Maria Leite Da S. Cavalcanti
Maria Lucrécia Teixeira F. De Souza
Nayara Thamyris Silva Mendes
Polyana Souza Pinto
Priscila Silva Nascimento Cheron De Lima
Rafaela Alves De Oliveira
Rosana Valença Bezerra
Ruana Karina De Oliveira
Simone Maria Da Silva
Taciana Ramos Da Silva
Williane Dos Santos Veloso

Semifinalistas para Rei Momo:
Acrimôri José Araújo Silva Júnior
Augusto Ferreira P. Correia
Eduardo Manoel Da Silva
Eduardo Rodrigues De Freitas
Eduardo Santos Andrade
Everaldo Bonifácio Dos Santos Júnior
Fábio Francisco Da Silva
Henrique Gabriel Gomes Da Silva
Inaldo Fernando Da Silva
José Valdomiro Da Anuciação
Paulo André Aguiar De Santana Filho
Petrônio Torres De Oliveira
Rafael Cordeiro Capitão
Renato Arthur Luz De Queirós
Ricardo Costa Da Silva
Thallyson Gomes Martins Da Silva
Wanderley Aires Dos Santos
Washington Barbosa De B. Andrade

Por trás das cortinas: Mônica Lira, um pássaro que sabe voar

Mônica Lira. Foto: Ricardo Labastier
Por Manoel Constantino

Nascida em Fernando Noronha, uma ilha paradisíaca e convivendo com poesia da natureza, Mônica Lira, hoje coreógrafa, fez da dança a sua fonte de vida e inspiração para mergulhar no mar da criação sem medo. A coragem e determinação são características de quem sabe que é preciso navegar e descobrir sempre novos territórios.  A garota que viveu algum tempo ilhada criou asas, abriu horizontes e em 2014 comemora 20 anos de labuta e arte com sua companhia de dança, o Grupo Experimental, tendo a certeza que novos desafios virão e que o espírito da dança viverá sempre alimentando seus sonhos para ser possível transformar a realidade.

Manoel Constantino – O Grupo Experimental comemora 20 anos. Como foi o começo de Mônica Lira? E quais foram os estímulos que a levaram ao mundo da dança como a principal atividade da sua vida?

Mônica Lira - Comecei a dançar com sete anos, mas só depois dos 12 é que realmente me dediquei mais e comecei a praticar outras técnicas e rapidamente descobri, que queria dança para minha vida! Fiz aulas com pessoas maravilhosas que me fez cada vez mais me apaixonar, sim porque para dançar, precisa ter paixão!

Era jovem e imaturo para saber definir o que a dança fazia comigo ao ponto de não conseguir parar, comecei a trabalhar com dança aos 17 anos e todo o dinheiro que recebia guardava para viajar nas férias e me capacitar. Sempre fui muito determinada, hoje posso dizer que o que me levou a seguir em frente, foi à certeza de que a dança me completava e me fazia muito feliz. Sinto-me privilegiada, recebi e recebo até hoje o apoio da minha família e não precisei desistir!

A alegria foi decretada, no Recife já é Carnaval

Um Carnaval misturado, com origens européias, africanas e indígenas, faz do Recife, a capital brasileira da alegria. Não é à toa que tudo começa muito antes do sábado de Zé Pereira, quando inúmeras agremiações, blocos, maracatus, escolas de samba, afoxés, grupos percussivos promovem suas prévias e assim a cidade começa a brilhar com a energia que chega à cabeça e acaba no pé. O frevo é de fato pernambucano e ninguém consegue ficar parado.

Nada mais justo então que o grande homenageado seja o multiartista Antonio Carlos Nóbrega e o próprio Frevo, hoje um bem imaterial da humanidade, título conquistado junto à Unesco. Assim sendo, tudo a partir de fevereiro é motivo para brincar ainda que a data oficial seja, neste ano, em primeiro de março.  E como o carnaval é muito contagiante, às vezes, basta uma brincadeira, uma piada, um pequeno punhado de gente junto para que surja um bloco no bairro, na rua e até mesmo numa roda de amigos, numa mesa de bar.

O recifense é assim: abre as portas para que a alegria tome conta da vida até que a ingrata quarta-feira de cinzas faça soar os sinos, avisando ao Rei Momo que é hora de partir.

A Agenda Cultural do Recife, para que todos possam logo começar a brincar com humor, fantasiado e com rostos pintados traz inúmeras dicas de prévias promovidas por blocos e clubes sociais.

Não há muitas palavras para definir o quanto o carnaval do Recife encanta. A única coisa a dizer é: venha viver e sentir a alegria que explode por toda a cidade, na festa mais democrática do planeta Terra.

Manoel Constantino.

Samba brasiliense aporta no Recife

Foto: Edson Gês
“Estou de bem com a vida – Uma celebração a Carlos Elias” é um projeto para contar um pouco da história do samba em Brasília a partir da vida desse personagem importante para a cultura na cidade. Viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), o DVD será lançado em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, com shows que vão reunir grandes artistas do cenário brasiliense interpretando as composições de Carlos Elias e outros sambas que fazem parte da história do artista.

A turnê prevista para acontecer em quatro capitais brasileiras (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife), conta com alguns dos protagonistas do samba brasiliense: Renata Jambeiro, Helena Pinheiro, Cris Pereira, Sérgio Magalhães, Breno Alves, Daniel Júnior e Célia Rabelo. A direção musical é do violonista Lucas de Campos.

Carlos Elias veio do Rio de Janeiro para Brasília em 1975, onde desenvolveu diversos projetos como o Clube do Samba, a Feira de Música e outros mais. A data para homenageá-lo não poderia ser melhor: o ex-integrante da ala de compositores da Portela comemora este ano 80 anos de vida e 53 de samba.

O projeto “Estou de bem com a vida” também conta com o documentário “De Bem com a Vida – Carlos Elias e o Samba em Brasília”, premiado em 2010 no 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.


A Turnê tem previsão de se encerrar na capital pernambucana nos dias 07, 08 e 09 de fevereiro no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Shopping RioMar e no auditório da Livraria Cultura do Paço Alfandega e contará com a participação do sambista pernambucano Jorge Riba. A entrada é gratuita.

Festa D’Agua encerra Exposição Caos Navalha de Gabriel Azevedo

Gabriel Azevedo. Foto: Divulgação
Neste domingo (2), a partir das 17h, o DJ residente da Casa do Cachorro Preto, Ravi Moreno, recebe a paraibana DJ Kilt para celebrar o encerramento da exposição Caos Navalha, de Gabriel Azevedo. Em cartaz, durante o mês de janeiro, Caos Navalha segue agora para Casa Cultural El Quetzal, em Buenos Aires, na Argentina, para exposição no mês de março.

Esta é a primeira individual do designer gráfico e ilustrador, recifense que mora em São Paulo, Gabriel Azevedo. E, traz o Carnaval como construção da identidade do brasileiro. Gabriel Azevedo já desenvolveu cartazes para Jards Macalé, Los Sebozos Postizos, Karina Buhr e a cantora e atriz portuguesa Maria de Medeiros.

Em clima de baladinha domingueira de final de tarde, Kilt e Ravi Moreno fazem a Festa D’agua com referências ao dia de Iemanjá, festa do mar. Como “mimos pra saudar a Sereia “, os Djs prometem muita brasilidade e um set list de ritmos do afrobeat, Funk/Soul, Hip-Hop, Reggae, Dub e Jazz.

Serviço:
Neste domingo (2), às 17h
Festa D’agua e encerramento da Exposição Caos Navalha de Gabriel Azevedo
DJs Kilt (PB) e Ravi Moreno
A Casa do Cachorro Preto
Rua 13 de maio, 99 – Cidade Alta – Olinda

Entrada R$ 10