sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Hora de renovar a biblioteca no Escambo de Livros

Escambo de Livros. Foto: Ricardo Moura
Imagina ter um livro que está parado na estante e poder trocá-lo? Simples assim, sem nenhum custo. Um projeto da Fundarpe e Secult-PE proporciona essa oportunidade aos leitores. É o Escambo de Livros, iniciativa da Coordenadoria de Literatura que é exatamente o que parece: um espaço para a troca de livros de literatura para aqueles que têm em sua biblioteca títulos que já leram e desejam adquirir outros.

"Há livros presos nas estantes, quando poderiam estar circulando pelo mundo. Acreditamos que iniciativas como essas são extremamente válidas para colocar a leitura no cotidiano das pessoas", avalia Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secult-PE, que também acredita que a ação pode ainda ampliar o acesso a esse bem cultural. Os interessados podem se dirigir, nessa sexta-feira (25/10), à Fundarpe (Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista), das 9h às 17h, com um livro em bom estado e trocar por outro de sua escolha. Lembrando que não é permitida a troca de livros didáticos ou religiosos.

Outros pontos de troca foram criados com a doação de um kit com 50 exemplares e um banner da ação para que mais pessoas possam desenvolver essa prática em seus grupos e comunidades. Já foram criados postos avançados na Biblioteca Popular de Afogados, na Biblioteca Municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Biblioteca Comunitária do Alto Zé do Pinho e na Universidade de Pernambuco (UPE), campus Nazaré da Mata.  

Além dessa sexta-feira, a Coordenadoria de Literatura (Espaço Pasárgada, na Rua da União, 263 – 1º andar), também é um ponto permanente do Escambo de Livros, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Serviço
Escambo de Livros
Sexta-feira (25/10), das 9h às 17h, no Hall da Fundarpe
De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 17h, no Espaço Pasárgada, na Rua da União, 263 – 1º andar

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Espetáculo inédito aporta no Espaço Fiandeiros

Lunik. Foto: Analice Croccia
Nesta sexta (25), às 19h30, a leitura dramatizada ‘Lunik’, da dramatúrgica e encenadora Luciana Lyra, retrata a reunião diária de bons e velhos sábios. A apresentação faz parte do projeto ‘Espaço Fiandeiros – Dramaturgia Pernambucana’, que tem o incentivo do Funcultura

Reunir-se todas as noites para olhar a Lua, pois andavam dizendo que nos últimos cinco séculos sua palidez tinha aumentado consideravelmente. É que os bons e velhos sábios haviam constatado que a Lua estava não só muito pálida, mas envolta em um permanente halo de tristeza. É para fazer um convite à diversão e à reflexão sobre a renovação do nosso planeta que o texto teatral infantil de Luciana Lyra, intitulado de Lunik, será apresentado nesta sexta-feira (25), às 19h30, no Espaço Fiandeiros, no bairro da Boa Vista.

Segundo a autora Luciana Lyra, a escolha da dramaturga pela temática de Lunik vem a ser proeminente, já que se trata de um texto baseado em crônicas de Vinícius de Moraes (O Casamento da Lua), um dos maiores poetas modernos do Brasil, nos festejos de seu centenário. “O poeta essencialmente lírico, o poetinha, como ficou conhecido, notabilizou-se pelos seus sonetos. Sua vasta obra, que passou pela literatura, teatro, cinema e música, inclui ainda importantes capítulos dedicados às crianças e ao amor”, explica.

Luciana Lyra. Foto: Divulgação
No contexto, os sábios concluem que a Lua suspirava tão forte pelo Mundo que não havia como duvidar: a Lua estava apaixonada. Os sábios tinham descoberto os males da Lua, que eram males de amor. E males de amor se curam com o próprio amor. Era algo comparável às virgens apaixonadas, que precisam se casar urgentemente com o objeto de sua paixão. Mas, o que pensaria dessa paixão o desdenhoso Mundo, preocupado com as suas habituais conquistas? A partir disso, durante meses, estudaram os homens do saber, entre seus cadinhos e retortas, um modo de curar a palidez da lua. Um belo dia, o estudo fica pronto. Chamaram-no de Lunik, um foguete que levaria todo amor do Mundo até a Lua. Foi preciso que os Ventos intervissem e assim fizessem chegar à Lua esta encomenda tão especial.

Lunik integra a lista de textos teatrais de Luciana Lyra, juntamente com Annexo Secreto (2004), Guerreiras (2010), Homens e Caranguejos (2012) e É muro rachado de Hera e Nijlas (2013). Luciana Lyra é atriz, dramaturga e encenadora, professora do IA/UNESP e da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT). Doutora e mestre em Artes Cênicas pelo IA/UNICAMP e pós-doutora em Antropologia, pela FFLCH/USP. É integrante da companhia de teatro Os Fofos Encenam-SP, também fundadora do espaço UNA(L)UNA – Pesquisa e Criação em Arte. Atuou em espetáculos como Memória da Cana (2009), Assombrações do Recife Velho (2005) e na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, neste ano. Dirigiu ainda os espetáculos: Guerreiras, Homens e Caranguejos e Salema, recentemente.

Em 2011, Lunik, foi contemplado com o Prêmio de Texto Inédito de Dramaturgia, pelo ProAC, da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo, tendo sido realizadas duas leituras dramáticas, sendo a primeira sob direção da autora, no Espaço dos Fofos Encenam, em São Paulo, e a segunda na Paraíba (Sesc- Campina Grande), sob direção de Diana Ramos. Agora é a vez de Recife, que recebe a dramaturgia inédita da autora pernambucana, com a leitura dramática da Cia. Fiandeiros de Teatro e do Grupo do Sesc Santo Amaro, com direção de Rodrigo Cunha.

Lunik. Foto: Analice Croccia
DIA 25/10:
Texto: Lunik
Autora / Debatedora: Luciana Lyra
Direção: Rodrigo Cunha
Grupo: Sesc Santo Amaro
Elenco: Alexandre Peixoto, Amanda Pegado, Fabrícia Macedo, Fernanda Brasil, Geraldo Monteiro, Rodrigo Cunha, Stela Lopes, Thiago Mercês e  Weydson Borges.

Serviço:
Espaço Fiandeiros – Dramaturgia Pernambucana
Espaço Fiandeiros
Rua da Matriz, 46, 1º andar, Boa Vista
Informações: 4141-2431
Nesta sexta-feira (25), às 19h30
Entrada gratuita

Exibição simultânia nacional do filme “Doméstica” em cineclubes

Doméstica. Foto: Divulgação
Depois de ter a sua estreia convencional nas salas de cinema, o filme Doméstica, de Gabriel Mascaro, terá um lançamento simultâneo nacional entre os cineclubes brasileiros nesta sexta-feira (25). Em parceria com o Fora do Eixo, a Desvia – produtora do filme – disponibilizou o documentário para download, possibilitanto diversas sessões no País. Depois das exibições, haverá debate online com o diretor do filme e a pesquisadora Ivana Bentes.

Mais de 40 cineclubes de todo o país se cadastraram para esse lançamento coletivo e integrado e receberam um link para download do filme e material de divulgação. A ação foi pensada para dar visibilidade a outras formas de exibição – que ultrapassam a sala de cinema  e para reconhecer o papel dos cineclubes na disseminação de filmes nacionais, garantindo que obras cheguem a diferentes públicos e criando espaços de debate e reflexão em torno dos filmes. 

Nacionalmente, o projeto conta com o apoio do Conselho Nacional dos Cineclubes (CNC) e, em Pernambuco, com a Federação Pernambucana dos Cineclubes (FEPEC). Segundo Thiago Dezan, coordenadora da DF5 (Distribuidora do Fora do Eixo: “A tomada das ruas inspira, sufocados tomam ar e os gargalos dilatam, da educação ao cinema surgem narrativas para subverter paradigmas, Doméstica é o povo na tela laboratoriando outras formas de exibição, ocupando as ruas, coletivos e cineclubes”.

Inscrições para Sessão Caldo de Nacional começam na próxima semana - XIV Cine Chinelo NoPE

O XIV Cine Chinelo NoPE, festival de vídeos independentes, ao ar livre e sem curadoria, vai acontecer no Recife, de 28 a 30 de novembro. A novidade deste ano será a Sessão Caldo de Nacional, no primeiro dia do evento. Serão exibidos apenas os vídeos enviados por correspondência, uma oportunidade para realizadores que não estão em Pernambuco nos dias do evento e não poderão realizar a inscrição presencialmente.

A postagem para os vídeos da Sessão Caldo de Nacional acontece já na próxima semana (dias 28, 29 e 30 de outubro). O material recebido só será aberto no dia 28 de novembro, como garantia da não curadoria. O evento contará com transmissão ao vivo pela internet (www.cinechinelonope.com.br).

Jornadas do Sentir: abertas inscrições para o Seminário do Ciclo Natalino

Estão abertas, até 30 de outubro, as inscrições para o Seminário do Ciclo Natalino 2013 – Jornadas do Sentir. Promovida pela Secretaria de Cultura do Recife e Fundação de Cultura Cidade do Recife, a ação de formação cultural propõe reflexões sobre tradições artísticas dos festejos, religiosidade, ritos, simbolismos e contemporaneidade do natal. As atividades são gratuitas e os interessados devem se inscrever de segunda a sexta-feira, no horário das 10h às 16h, na Casa do Carnaval, que fica no Pátio de São Pedro.

Os debates ocorrem nos dias 19, 21 e 22 de novembro, das 14h às 18h, no Centro Cultural dos Correios, no Bairro do Recife. Dentre os palestrantes, estão a pesquisadora em cultura popular e escritora, Maria Alice Amorim, o pesquisador e doutorando em Antropologia, Hugo Menezes, a doutora em Educação Magdalena Almeida, e o mestre em Teologia e História Eclesiástica, Reginaldo Veloso.

Confira a programação do Seminário:

19 de novembro (terça-feira)
Tema: Natal - Simbolismos e Processos Rituais
Palestrante: Maria Alice Amorim

21 de novembro (quinta-feira)
Tema: Leituras Urbanas Sobre o Natal - Entre Mitos e Atualidade
Palestrante: Magdalena Almeida

Tema: Expressões Artísticas do Natal - mudanças/declínio/permanências
Palestrante: Hugo Menezes

22 de novembro (sexta-feira)
Tema: Religiosidade, humanização e ética
Palestrante: Reginaldo Veloso

Serviço:
Inscrições para o Seminário do Ciclo Natalino 2013 – Jornadas do Sentir
Local das inscrições: Casa do Carnaval, situada no Pátio de São Pedro, 38, Bairro de São José
Horário: das 10h às 16h
Informações: 3355-3302 / 3303
Atividades gratuitas

Seminário RecorDança debate a dança popular e afro


Poesia, fotografia e artes plásticas em exposição no Paço Alfândega

Seguindo a Poesia. Foto: Acervo Pró-Criança
“Eu aprendi um bocado de coisas que não sabia. Antes passava por eles e não conhecia, não sabia quem eram, por que estavam ali. Hoje eu reconheço os textos, li os versos, já me empolguei e até comecei a escrever as minhas poesias. Só que tem uns nomes que eu ainda me complico e só decorei o primeiro, como Clarice... Lis... Aspec... não decorei o segundo nome ainda”, dizia Thyago Rychard há um ano atrás, quando o projeto se consolidou e a mostra estava sendo preparada para ser entregue à cidade do Recife. Hoje, com 16 anos, ele segue escrevendo e diz o sobrenome de Clarice com rapidez, citando trechos dos livros da escritora.

Thyago é um dos alunos do Movimento Pró-Criança que assina as obras artísticas da exposição Seguindo a Poesia, que está aberta ao público até o próximo dia 10 de novembro, no Paço Alfândega. A exposição já esteve em cartaz antes no Centro Cultural Correios e também na última Fliporto. Nesta edição, a mostra faz uma homenagem à poetisa Maria do Carmo Barreto Campello.

Com textos, fotografias e obras em papel machê, a exposição é resultado do contato e dos afetos despertados nos jovens artistas do Pró-Criança a partir do mergulho no Circuito da Poesia, série de esculturas em homenagem a grandes ícones da cultura nordestina espalhadas pela cidade do Recife. Passaram pelo projeto cerca de 60 jovens, que na época de produção dos trabalhos tinham entre 12 e 15 anos, alunos da instituição sem fins lucrativos que promove ações sócio-educativas com crianças de comunidades pobres. Entre os artistas presentes e citados na mostra estão Marques de Melo (14 anos), o cantor e compositor Luiz Gonzaga, Thyago Rychard (16 anos), Antônio Maria, Demison Renato (14 anos), Joaquim Cardozo, Maria Eduarda (15 anos), Capiba, Ericka Beatriz (15 anos), Carlos Pena Filho, Lucas Ribeiro (15 anos), João Cabral de Melo Neto, Naysa Maria (15 anos), Manoel Bandeira, Uiliane Gomes (14 anos), Clarice Lispector, Helaine Grasiele (16 anos), Mauro Mota, Chico Science, Solano Trindade, Ascenso Ferreira... Além de todos esses, a mostra faz uma homenagem a uma outra poeta que não está no circuito, mas que faz parte do dia a dia do trabalho no Pró-Criança, Maria do Carmo Barreto Campello.

A exposição reúne imagens em preto e branco feitas através da técnica pinhole; máquinas fotográficas pinhole confeccionadas pelos próprios alunos do Pró-Criança com latas de leite e caixas de papelão e utilizadas no trabalho; a Caixa Mágica (câmara escura), máquina fotográfica artesanal de 160x70 cm, utilizada durante o projeto; textos dos artistas retratados em esculturas pela cidade; esculturas em papel machê confeccionadas pelos jovens artistas do Pró-Criança, promovendo a releitura das obras assinadas pelo artista plástico Demetrio Albuquerque no Circuito da Poesia, incluindo uma réplica em papel machê de Luiz Gonzaga em tamanho natural.

“No início, a gente promoveu uma atividade no Recife Antigo. Estávamos pesquisando arte rupestre e pichações, passamos por Ascenso Ferreira e surgiu a curiosidade, deixei que os meninos fizessem fotos da escultura e a curiosidade de conhecer mais sobre aquele homem cresceu entre eles. Partiu deles a provocação. Tudo começou em 2011. Então unimos o trabalho do curso de fotografia ao de artes plásticas e desenvolvemos a ideia do projeto Seguindo a Poesia”, explica Cristina Albuquerque, professora de fotografia da ONG e que assina o projeto junto com a artista plástica e também educadora do Pró-Criança, Tatiane Souza.

Cada um dos meninos escolheu o artista para retratar em papel machê. Uns elegeram pelo nome, outros pela imagem, outros pela obra, uma reunião de afetos e encontros. “A imagem dele é muito bonita e por isso escolhi Antônio Maria”, diz Uiliane Gomes, de 14 anos. “Ah! Porque ele está na Rua do Sol”, declara Naysa Maria, de 15 anos, que assina a escultura de Capiba. “Clarice é a que eu mais gosto. Ela é muito sincera”, explica Thyago Rychard (16), chamando a escritora pelo primeiro nome, com intimidade. “Quem entrar no espaço da exposição vai conhecer os poetas, o Pró-Criança, os jovens artistas e o Circuito da Poesia”, completa Cristina. A entrada é gratuita. 

Circo Nacional da China apresenta 'A Bela Adormecida'

A bela adormecida. Foto: Circo Nacional da China
Uma história de conto de fadas levada ao palco com acrobacias, dança e efeitos visuais de tirar o fôlego. É assim o espetáculo A Bela Adormecida, nova produção do Circo Nacional da China que chega a Pernambuco para quatro apresentações. As sessões acontecem no Teatro Guararapes nos dias 24, às 20h; 25, às 21h; e 26, em dois horários, às 18h e 21h. Os ingressos custam R$ 120 (plateia AA-A0), R$ 100 (plateia BA-BT) e R$ 60 (balcão CA-CJ). Há meia-entrada para todos os setores.

Serviço:
Circo Nacional da China – “A Bela Adormecida”
Quinta-feira (24), às 20h; sexta-feira (25), às 21h; e sábado, às 18h e 21h
Teatro Guararapes
Abertura dos portões: 24, às 19h; 25, às 20h; 26, às 17h e 20h
R$ 120 (plateia AA-A0), R$ 100 (plateia BA-BT) e R$ 60 (balcão CA-CJ). Todos os ingressos têm disponibilidade de meia-entrada. À venda nas lojas Esposende dos Shoppings Recife, Tacaruna e RioMar (dinheiro e cartão de crédito/débito), Teatro Guararapes (das 9h às 17h, em dinheiro) e pelo site www.ingressorapido.com.br
Informações: (81) 3182-8020
Classificação: livre