segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Produção audiovisual da Paraíba em destaque no Recife

Nos meses de setembro e outubro o Cine É Proibido Cochilar, iniciativa da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE / MinC), está de volta com uma exibição especial da Mostra Paraíba de Cinema. Nesta semana, o espaço irá projetar os curtas “A Fábrica de Gravatas” e “Negócio de Menino e Menina”, realizados com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba. As produções fazem parte do Prêmio Linduarte Noronha 2009, edital que homenageia o próprio cineasta paraibano de origem pernambucana.

Dirigido e produzido por Erik Medeiros, o curta “A Fábrica de Gravatas” narra um universo fictício sob uma atmosfera quente e sombria. Durante o desenvolvimento da história, uma mulher perambula por dentro de um deserto, convivendo com uma realidade onde outras mulheres são portadoras de uma chaga asquerosa. Entre os objetos sem sentido, há uma fábrica onde o homem mantém uma ordem a devoção ao meio de produção.

Em “Negócio de Menino e Menina”, um garoto caminha em uma estrada de barro com seu passarinho engaiolado. Durante o percurso o dono de uma fazenda tenta comprar o animal para sua filha. A negociação é dura entre o homem e o menino e alguns conflitos se estabelecem. Realizado por Marcus Vilar, o curta mostra um grande dilema entre poder e valores pessoais, na qual é demonstrado entre os dois personagens.

A programação completa possui 15 obras, sendo duas por cada dia de exibição, abordando contextos sociais e diversas temáticas reflexivas ao público. Uma das novidades do cine está na projeção de alguns títulos em HD. As sessões acontecem sempre às 19h das quartas-feiras com entrada gratuita, no auditório da Representação Regional Nordeste, na rua Bom Jesus, 237, Bairro do Recife.

Serviço:
Cine É Proibido Cochilar
Local: Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife
Hora e data: Todas as quartas-feiras, às 19h

Informações: (81) 3117-8430

Duas exposições marcam a reabertura do MAMAM

Foto: Adriana Varejão/Divulgação
O Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) reabre as portas para o público nesta quarta-feira (4), às 19h. Para este momento, que marca a reabertura do espaço expositivo e a retomada das ações educativas do museu, serão apresentadas as mostras Recorte Mamam 2013, que exibirá obras de 25 artistas brasileiros, dando destaque às novas aquisições do Museu, e a exposição Só Lâmina, do artista plástico Nuno Ramos.

A mostra Recorte Mamam 2013, que fica aberta para visitação durante seis meses, inaugura o salão térreo do museu como espaço para longas exposições do acervo, trazendo obras inéditas de artistas contemporâneos pernambucanos como Braz Marinho, Juliana Notari, Jeims Duarte, Márcio Almeida, Bruno Vilela, Renato Valle, Izidório Cavalcanti, Killian Glasner e Rodrigo Braga. De acordo com a diretora do Mamam, Beth da Matta, o acervo ganhará destaque com a nova dinâmica de exibições: “Anteriormente só fazíamos exposições do acervo de curta duração, a partir de agora haverá sempre uma mostra da coleção do MAMAM, que será repensada a cada seis meses”.

A mostra terá também três site specific criados especialmente para o Museu de Arte Moderna do Recife: Panacea Phantastica, de Adriana Varejão (2003), Escalpo Pernambucano, de Dora Longo Baía (2006), e Clube Internacional do Recife, de Lúcia Koch (2006). As duas primeiras se tratam de obras instaladas diretamente na parede do museu, e a de Lúcia no espaço da clarabóia. São trabalhos que se fossem desmontados seriam destruídos - ou ao menos não se adequariam à outro espaço, e por conta dessa particularidade não ficam guardadas na reserva técnica da instituição. Quando as artistas doaram os trabalhos ao acervo do museu, foi necessário guardá-las sob uma parede falsa, que é retirada para revelá-las a cada vez que se deseja reexpor.

Nuno Ramos – O segundo andar do Mamam receberá a exposição Só Lâmina, que congrega três trabalhos de Nuno Ramos: Só Lâmina, de desenhos, Luz Negra, vídeo-áudio, e Carolina, uma instalação. A mostra, realizada em parceria com o SESC, exemplifica uma dimensão importante e significativa da extensa obra do artista. Nuno se configura como um artista da experimentação, na qual a ausência de regras é menos um desafio às normas.

Só Lâmina faz parte da intensa pesquisa que Nuno, desde os anos 80, vem desenvolvendo a respeito das possibilidades que existem para a superfície bidimensional da tela. Para ele, não há quase distinção entre pintura e desenho; ambos estão sujeitos a mesma dinâmica que mobiliza diferentes formas, materiais, texturas, necessariamente de qualidades e propriedades diversas e contrastantes. O seu volúvel raciocínio plástico é estimulado por oposições, confrontos, antagonismos, tudo que é heterogêneo atrai para si. Daí o aspecto tumultuado e instável de suas obras, sempre provocando e desestabilizando o olhar conformista.

A série de onze desenhos de Só Lâmina, criada especialmente para o SESC, traz encravada a poesia de João Cabral de Melo Neto. Nuno mais uma vez, como já tinha feito com Drummond e Bandeira, reconhece a forte atração que sente pelo literário e o modo como este empolga sua imaginação plástica e aqui utiliza literalmente da faca poética de Uma Faca Só Lâmina, de João Cabral.

Mais recentemente, Nuno tem se apropriado de outro material, já não pertencente à esfera visual, mas auditiva: o som; que pode ser música como no caso de Luz Negra, onde de caixas acústicas enterradas no chão sai a voz de Nelson Cavaquinho cantando Juízo Final, ou simplesmente uma sequência de frases faladas e gravadas que sugerem o repertório do que se fala diariamente numa grande cidade; a interminável e bela cacofonia íntima da metrópole que uma ausente Carolina, escuta. Só Lâmina, Luz Negra e Carolina são uma tripla e potente dose da obra de Nuno Ramos. A mostra Só Lâmina fica em cartaz até 20 de outubro.

Serviço:
Reabertura do Mamam
Exposições Recorte Mamam 2013 e Só Lâminas
Endereço: Rua da Aurora, 265, Boa Vista
Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 12h às 18h; sábados e domingos, das 13h às 17h.
Telefone: (81) 3355-6870/ 3355-6871/ 3355-6872

Gratuito

III Encontro de Secretárias terá como palestrante Carmen Peixoto e Patrícia Reis

Momento será de atualização e troca de conhecimento e informação entre o público de secretárias


O Instituto de Aperfeiçoamento Pessoal (IAP), no Recife, realiza o III Encontro de Secretárias, no dia 21 de setembro, das 8h às 18h, no Hotel Marante, em Boa Viagem, com o objetivo de promover para este público oportunidade de netwok, sorteios, conhecimento, atualização profissional, entre outros benefícios. Carmen Peixoto vai falar sobre Etiqueta pessoal e profissional e Patrícia Reis terá como pauta Qualidade de vida e atendimento. As inscrições para as interessadas estão abertas. Mais informações: (81) 3221-3001.   

1ª Mostra Cafuringa de Teatro de Rua

Cafuringa. Foto: Sílvio Barreto
A partir desta terça-feira (3), Grupo Cafuringa promove 1ª Mostra Cafuringa de Teatro de Rua, reunindo espetáculos e artistas de Pernambuco, Ceará e São Paulo que ocupam as ruas. Programação é totalmente gratuita. Evento conta com espetáculos teatrais, de mamulengo e circo, lançamento de livro, exibição de vídeo e show musical.

“A rua [...] é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas”. (João do Rio)

1ª Mostra Cafuringa de Teatro de Rua – Programação gratuita:

Forró sem fronteiras no Recanto do Quartinha


Programação Caixa Cultural


domingo, 1 de setembro de 2013

Maracatu Almirante do Forte se apresenta na Terça Negra

Foto: Divulgação
Fundado no dia 7 de setembro de 1931, o Maracatu Almirante do Forte se apresenta nesta terça-feira (3), às 20h, no Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, durante a Terça Negra.

Se ligue no maracatu:

Júlio Morais lança primeiro disco com show no Teatro Eva Herz

Foto: Maurício Spinelli
Da sensibilidade, do afeto, dos encontros e desejos. Da necessidade singela e forte de fazer música. Para que você me veja, disco de estreia do cantor e compositor pernambucano Júlio Morais, foi se construindo a partir de todos esses elementos. “O título não poderia ter sido melhor. Quem ouvir atentamente esse álbum vai realmente me conhecer da maneira mais sincera a cada faixa”, revela Morais. O show de lançamento do CD será no dia 5 de setembro, às 20h30, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Shopping RioMar, Zona Sul do Recife, com as participações de Ylana Queiroga, Gabi Barreto e da banda Parafusa.

Sem medo de versar e cantar o amor, Júlio Morais elaborou um disco pleno de sentir. São dez faixas, sendo oito composições próprias ou em parcerias (Criado mudo, Para que você me veja, Outro dia, É que você..., Meu rapaz, Vício, Nêga,Toda Nota) e duas releituras dos repertórios das bandas Eddie (Pode me chamar) e Parafusa (Zamba). As músicas, alinhavadas por arranjos e atmosferas construídas em coerência com o timbre vocal suave do cantor e a cadência poética das letras, revisitam sonoridades, resultando num álbum que ora tem momentos mais intimistas, ora traz baladinhas que seguem a linha pop rock.

O álbum, inteiramente gravado e mixado nos estúdios AMP e Mr. Mouse de forma independente, estrutura-se num formato base composto por baixo, bateria, teclado e inserções de violões e guitarras feitas pelo próprio Júlio Morais. São marcantes as participações de vários músicos instrumentistas e de nomes como os de Fábio Trummer (vocalista da Eddie), em Pode me chamar, e da cantora Ylana Queiroga na faixa Outro dia.

Para que você me veja é uma obra que traz para primeiro plano a versatilidade, a coloquialidade e a sofisticação do trabalho de Júlio Morais, inclusive na composição. “Quando comecei a tocar as primeiras canções ao violão, já batia aquela vontade de tocar uma música que fosse realmente minha. No começo, o processo era escrever primeiro a letra e depois colocar a melodia. Aos poucos isso foi mudando, ao ponto de, hoje em dia, as melodias começarem a surgir antes. Mas nada é exatamente uma regra”, explica.

Nesse primeiro disco, o principal parceiro é o compositor e cantor Carlos Ferrera. “Acho que só com Carlos tenho músicas para uns quatro discos!”, brinca. Morais. “Temos uma afinidade musical muito grande. Certa noite, ele me mandou quatro letras e fui musicando na mesma hora; era lendo e já cantando. Na terceira, já estávamos cansados, mas a quarta era justamente Para que você me veja. Musiquei tão rápido quanto as anteriores, mas por essa eu me apaixonei. No outro dia já tinha feito o arranjo”, comenta.

As influências musicais de Júlio são bastante diversas e vem do tempo em que o pai dele sentava na sala, colocava um banquinho na frente da vitrola e gastava horas ouvindo vinis e cassetes. “Nelson Gonçalves, Trio Irakitan, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga. Todos esses tocavam muito na vitrola da minha casa. Depois descobri, entre os discos do meu pai, um do Carlos Lyra. Conheci a bossa nova! Isso foi e ainda é muito marcante na minha música”.

Antes de lançar o primeiro disco, Júlio Morais gravou um EP com sete músicas em 2008. Outro projeto do cantor e compositor, que deve ser levado em parceria com a divulgação do disco, é chamado Estampa. Trata-se de um show com releituras de músicas de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. O show Estampa já foi apresentado no Recife e em Bom Conselho.


Serviço:
Show de Júlio Morais – Lançamento do disco Para que você me veja
Quando: 5 de Setembro (Quinta-feira), às 20h30
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura do Shopping RioMar, Pina)
Quanto: R$ 20 (com direito ao disco) e R$ 10

Informações: (81) 2102-4033 / 8919-3232