Texto: Raquel Freitas
Fotos: Anax Botelho
Sentado em um banco improvisado, rodeado de tintas, cerâmicas e um pano que ainda permanecia branco, o artista Douglas Victor, de 26 anos, começa a ensaiar os primeiros traços de uma pintura que traduzirá um sentimento capaz de contagiar quem passa apressado no Pátio do Livramento no Bairro de Santo Antônio. A pintura surge de movimentos circulares, e com a ajuda de um pano ele vai dando os últimos retoques na cerâmica. A presença do artista começa a ser percebida quando uma roda de curiosos se forma ao redor do pintor, e é justamente a partir desse momento que a curiosidade passa a se tornar uma apreciação pela obra de arte. O interesse pela pintura surgiu muito cedo, Douglas conta que coloria as capas das provas que eram entregues pela professora, e sem saber já estava produzindo arte. Segundo Douglas, viver de arte é muito difícil, pois as pessoas não dão valor ao que é produzido. Foi nesse momento que ele decidiu ir para rua, afinal de conta…