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A cultura no coração da metrópole

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Por: Anax Botelho e Erika Fraga Fotos: Anax Botelho e Joás Benedito
O Espaço que se transformou no primeiro núcleo histórico do Complexo Turístico Cultural Recife-Olinda, o Pátio de São Pedro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1938. O polo cultural situado na mais ativa área comercial do Bairro de São José, conta com a Igreja de São Pedro dos Clérigos, construída entre os anos de 1728 e 1759, e atualmente detém equipamentos culturais como o Memorial Luiz Gonzaga (MLG), o Memorial Chico Science (MCS), o Centro de Design, o Museu de Arte Popular (MAP), a Casa do Carnaval, o Centro de Formação em Artes Visuais (CFAV) e o Núcleo de Cultura Afro-Brasileira que em atividades constantes conseguem se introduzir na rotina da sociedade, levando mais cultura e conhecimento para a população.   Para a gerente de serviços do Museu de Arte Popular, Marcela Wanderley, “O Pátio, foi pensado dentro de um processo para trabalha-se o turismo cultural dentr…

1997: Um presságio do cinema contemporâneo

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Por: Anax Botelho, Joás Benedito e Raquel Freitas
Fotos: Anax Botelho e Joás Benedito  Ao folhear qualquer arquivo sobre o cinema pernambucano vai ser difícil não encontrar uma frase exaltando a importância do filme o Baile Perfumado para o Estado. Folhear no sentido literal da palavra, pois, em simples conversas com quem teve participação direta ou indireta nessa fase, vai ser fácil identificar no olhar o que o filme representou para as pessoas que gostavam ou produziam cinema no final da década de 1990. Todas as lembranças que resguardam esse tempo vêm sendo citadas atualmente na tentativa de reafirmar o marco deixado pela produção de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.
O período entre os filmes O palavrão, de Cleto Mergulhão, em 1978, e o Baile Perfumado, em 1997, registrou uma época de recesso nas produções cinematográficas, principalmente na era Collor, quando os financiamentos à produção cultural foram interrompidos. Sem incentivo, a produção tornou-se praticamente inviável. Os bons mom…

Os tons do Recife

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Texto: Raquel Freitas
Fotos: Anax Botelho

Sentado em um banco improvisado, rodeado de tintas, cerâmicas e um pano que ainda permanecia branco, o artista Douglas Victor, de 26 anos, começa a ensaiar os primeiros traços de uma pintura que traduzirá um sentimento capaz de contagiar quem passa apressado no Pátio do Livramento no Bairro de Santo Antônio. A pintura surge de movimentos circulares, e com a ajuda de um pano ele vai dando os últimos retoques na cerâmica. A presença do artista começa a ser percebida quando uma roda de curiosos se forma ao redor do pintor, e é justamente a partir desse momento que a curiosidade passa a se tornar uma apreciação pela obra de arte. O interesse pela pintura surgiu muito cedo, Douglas conta que coloria as capas das provas que eram entregues pela professora, e sem saber já estava produzindo arte. Segundo Douglas, viver de arte é muito difícil, pois as pessoas não dão valor ao que é produzido. Foi nesse momento que ele decidiu ir para rua, afinal de conta…

Pernambuco também tem quadrinhos!

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Por: Anax Botelho e Erika Fraga


Histórias em quadrinhos (HQ), graphic novel, gibis, charge, tirinhas, mangás... Todos os nomes estão relacionados aos livros e revistas que buscam contar aventuras de heróis, romances e até histórias reais por meio de desenhos. Em 1890, Alfred Harmsworth, mais tarde conhecido como Lord Northcliffe lançou em Londres a Comic Cuts, primeira revista com histórias desenhadas. Nela continha mais textos do que desenhos e seu conteúdo era satírico-humorístico. Porém existem outras fontes que apontam o norte-americano Richard Outcalt como o verdadeiro criador do gênero. Ele sintetizou o que tinha sido feito até então e introduziu o balão em suas histórias do Yellow Kid, publicadas a partir de 1897. No Brasil, o italiano Angelo Agostini, produziu em 30 de janeiro de 1869 (Atualmente considerado o Dia Nacional do Quadrinho), As Aventuras de Nhô Quim ou impressões de uma viagem à corte, uma história que alguns estudiosos creditam como a primeira HQ. Porém só 15 anos…