sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Juvenil Silva lança campanha no Catarse para seu novo álbum



Com o financiamento coletivo, músico pretende bancar a prensagem do material físico e os custos de produção de Suspenso, seu terceiro disco. Campanha vai até o dia 10 de fevereiro de 2018

Entrou no ar, nesta terça (12), a campanha de financiamento coletivo de Suspenso, o terceiro álbum do músico Juvenil Silva. Com lançamento previsto para o começo de 2018, o disco precisa da colaboração dos apoiadores para pagar os custos de produção e a prensagem do material físico.  A campanha está no catarse (https://www.catarse.me/tudoquetemasaquervoar) e segue até o dia 10 de fevereiro de 2018.


Com contribuição mínima de R$ 15, a campanha prevê recompensas das mais diversas aos apoiadores. São CDs, camisetas, pôsteres, entre outras bem interessantes: ingresso para o Guaiamum Treloso Rural 2018, link VIP para ouvir o disco em primeira mão (com faixa bônus), show do álbum (intimista ou com banda completa), e até mesmo um passeio na Rural de Rogê de Renor, junto com Juvenil, e o caderno onde ele rascunhou as letras das músicas que compõem o disco.

De Suspenso, já foram lançados dois singles, disponíveis no YouTube: As coisas não se ajeitam sozinhas  e Cabeça, coração, que veio em forma de videoclipe e trailer do filme Superpina, do diretor Jean Santos.

Sobre Suspenso
A tríade rock, folk e psicodelia acompanha o cantor e compositor Juvenil Silva desde o seu primeiro álbum, Desapego (2013), passando por Super Qualquer no meio de lugar nenhum (2014) e, agora, pousa de forma mais madura em Suspenso (2018). Desta vez, ele soma à sua escola da vanguarda paulista ritmos locais como o brega e aproveita para alçar voos por outras latinidades, como a soul music.

Juvenil Silva / Foto - Danilo Galvão
Com um viés “coracional” e questionador, Juvenil traz, nas canções de Suspenso, um desejo de liberdade: seja estética, com a experimentação/apresentação de novos sons, seja sensível, ao desfazer amarras morais e pudicas do sentimento mais cantado no mundo – e, apesar disso, provavelmente o menos compreendido – o amor. “Eu fico triste, mas eu deixo pra lá” canta na faixa Se o meu legal te faz mal. Um verdadeiro disco de desconstrução e construção.

“Podemos dizer que é um disco de canções de amor? Sim, podemos. Mas não o amor engessado, perpetuado e transmitido pela sociedade, pela TV, pela família ou pela burrice. É o amor em outra realidade, por vezes omitida, pouco abordada, e até mesmo má interpretada. Amor primo, sem muita preocupação de ser compreendido e, sim, vivenciado. Fruto dos instintos mais ancestrais”, divaga.


Coincidência ou não, muito desta filosofia remete à simbologia d’O Enforcado, um dos mais intrigantes arcanos do Tarô. A figura desta carta, ao contrário do que se imagina, não traz alguém pendurado pelo pescoço e, sim, pelo pé, de ponta-cabeça. Suspenso, olhando o mundo sob outra perspectiva. Sendo assim, O Enforcado propõe realizar revoluções internas, quebrar padrões desgastados e improdutivos, renovar o olhar e os sentidos - assim como Juvenil Silva.

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